A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.
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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Luzes da Ribalta Evangélica

Uma equipe composta por dois neurocirurgiões, um ou dois anestesista e 3 enfermeiros, dedicam a um único paciente, 5 a 10 horas de seu dia para atenderem um único paciente de cada vez. Naquela sala você vê equipamentos, que custaram milhões de dólares e algumas daquelas pessoas se dedicaram cerca de 12 anos de estudos para poderem estar ali. Junte a isto os custos da construção, os impostos e os altos salários pagos a nestes profissionais para mante-los naquele emprego. 

A maioria dos pastores neopentecostais não têm nenhum preparo acadêmico, preferem atingir o povo no atacado, reunindo-os todos de uma vez em um local, para lhes falar à um só tempo. Dificilmente estão dispostos a visitar seus membros mais pobres, atender uma mesma pessoa por mais de meia hora e a divulgar seu telefone para atender emergências noturnas e diurnas. 

Mesmo assim, fazem questão de serem chamados de pastores, bispos ou apóstolos. O próprio significado da palavra pastor, diz que usam estes títulos equivocadamente. 

Poderiam se dar bem na posição de animadores de auditório, discursadores de palanques, apresentadores de programas de calouros e até como camelôs. Por algum estranho motivo, permitiram que a vida os levasse até o ponto de serem chamados de pastores. 

Segundo a Bíblia, o bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas, deixa as 99 esperando por ele no auditório para correr atrás daquela que se perdeu pelos botecos, prostibulos, boates, bares, bocas de fumo, cracolandias, e motéis. Do jeitinho como fez o nosso Supremo pastor. 

Creio que estes lugares deveriam ser mais frequentados pelo clero, mas sempre à procura de almas perdidas e doidinhas para serem achadas e redirecionadas ao Corpo de Cristo. 

O que você acha? 

Talvez esteja até perguntando se eu já fiz isto.

Ubirajara Crespo 

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Saudade de quem ou de quê?

Saudades de quem ou de quê?

Filipenses: 4. 1. Portanto, meus irmãos, a quem amo e de quem tenho saudades, minha alegria e coroa, permanecei assim firmes no Senhor, amados. 2. Suplico a Evódia e a Síntique que restabeleçam a boa convivência no Senhor. 3. Sim, peço a ti, leal companheiro de jugo, que as ajudes, pois ministraram comigo na causa do Evangelho, juntamente com Clemente e com meus outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida.

Uma das qualidades que mais admiro em um pregador é o amor pelo povo e nem tanto a paixão corporativista pela programação. Paulo fala do amor pelos irmãos e não por uma instituição eclesiástica que ele mesmo fundou na cidade de Filipos.

- Quanta saudade daquelas reuniões gostosas e tão animadas.

- Ah! Sinto tanta falta dos nossos louvores, dos nossos retiros, do cenáculo e daquela árvore onde nos assentávamos.

Nada disso se passava no coração daquele pregador tão bem sucedido, ele tinha saudades de pessoas que era capaz de citar pelo nome, e pelas quais ainda se sentia responsáveis. Evodia, Sintique, Clemente e Timóteo, entre outros.

Um auditório muito grande não facilita este tipo de relacionamento. Há quem acredita, que não existe uma justificativa bíblica para chamar de "meu pastor", alguém com quem não tenho nenhum contato pessoal e com quem nunca gastei um detinha de prosa.

Talvez possamos chama-lo de animador de auditório religioso , malabarista litúrgico ou invocando um sentido menos pejorativo, poderíamos lhe dar o título de expositor da palavra de Deus. O sentido bíblico da palavra pastor, o não se aplica a este tipo de pessoa.

Nada é mais importante para um pastor do que se relacionar com suas ovelhas com o objetivo de lhes levar as cargas ou distribuía estas mesmas cargas entre as demais ovelhas.

O bom pastor dá a vida pelas suas ovelhas. Não sou pastor de quem não sei o nome e de quem não sou capaz de reconhecer quando passo por ela na rua, na praça e no Shopping. Também não sou ovelha de quem mantenho a devida distância, nem de quem me escondo entre as cadeiras de um auditório religioso.

Massificar é andar na contramão do trânsito divino, é bater de frente com o trem celestial que conduz gente, o único material a ser usado na construção da Casa de Deus.

Ubirajara Crespo

http://bible.com/n/1JIVl Saudades de quem ou de quê?

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

O pastor é um modelo ou um gerente?

Uma teoria do comportamento diz que o povo liderado consegue chegar, no máximo, a 60% do nível de seus líderes.

Pastor precisa de cura interior.

Durante todo o tempo de meu pastorado me preocupei com isto, pois percebia que até as minhas ovelhas menos próximas mostravam algumas das minhas reações negativas.

É muito fácil reproduzir minha voz, meus jeitos e trejeitos, mas é difícil reproduzir virtudes que não são observáveis ou que, simplesmente não possuo. Depender só do discurso, para produzir comportamento cristão, é sinal de pobreza espiritual.

O povo precisa mais de um modelo de comportamento do que de um modelo retórico.

Como posso expor às minhas ovelhas um padrão de conduta se o meu contato com elas se resume apenas àqueles momentos em que eu falo e elas escutam? O púlpito pode se transformar em um lugar onde exponho minhas virtudes e escondo meus defeitos.

Queria ser um pastor de verdade, e procurei me aproximar o máximo possível das minhas ovelhas, me dedicando ao discipulado e à formação de atitudes, mas sabia que o meu povo chegaria, no máximo a 60% de onde eu estava.

Minha preocupação maior era, portanto, com o lugar onde eu havia chegado, pois poderia me transformar em um gargalo, ao invés de um duto por onde jorra vida.

Estava totalmente ciente de que minhas ovelhas observavam minhas reações durante disputas esportivas e nas refeições comunitárias. Eles perceberam quando usei a minha posição para obter privilégios, como os primeiros lugares na fila do refeitório, o quarto mais confortável, o bife mais carnudo, etc.

Terei de prestar contas a Deus e a cada um dos ofendidos, de cada pecado não resolvido. Não posso esquecer de que prestar contas não é a mesma coisa que explicar.

Olhando para este texto de Paulo, me sinto "acuado e em xeque" e acho que o único modo de sair desta enrascada é crescendo e não melhorando o nível do meu discurso, minhas técnicas de auditório e aperfeiçoar os meus malabarismos.

Uma pessoa me disse, aqui no face, que gostaria muito de me ouvir falando. Mal sabe ela, que a minha prédica é o que de menos importante eu tenho para dar. Gostaria de ter mais exemplo para, do que assunto.

A igreja, de um modo geral, gasta muito mais dinheiro para ouvir grandes pregadores do que para ver o que eles são.

Eu mesmo viajei pelo Brasil inteiro falando pra quem não me conhecia e continua sem me conhecer. Do hotel para a Igreja, da Igreja para o hotel.

O nosso maior dilema e empenho deveria girar em torno do seguinte tema:

A ênfase do meu ministério é me transformar em um modelo de vida a ser imitado ou gerenciar uma programação religiosa?

Vou esconder o meu verdadeiro eu atrás de um púlpito, ou de uma mesa, ou vou me aproximar das pessoas e dizer a elas que podem me imitar?

Olhe para Jesus e não para mim. Uma das frases mais idiotas que poderia ser dita por alguém que foi chamado por Deus para ser o bom perfume de Cristo.

Se um dia eu cheirar mal, Senhor, me mate logo de uma vez. Melhor apodrecer debaixo da terra do que em cima.

Filipenses: 3. 14. O prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus. 15. Pelo que todos quantos somos perfeitos tenhamos este sentimento; e, se sentis alguma coisa de modo diverso, Deus também vo-lo revelará. 16. Mas, naquela medida de perfeição a que já chegamos, nela prossigamos. 17. Irmãos, sede meus imitadores, e atentai para aqueles que andam conforme o exemplo que tendes em nós.

Já viajei milhares de quilômetros só para ter uma ou duas prosa com um homem de Deus, almoçar com ele, me surpreender vendo-o pegar uma cadeira para eu sentar, arrumar a almofada, me trazer um copo de água, brincar de esconder com seus filhos, jogar bola com ele e contra ele no campo, cavar buracos de lixo junto comigo, me chamar de Bira e eu chama-o de seu David. 

Na maioria das vezes não era o que ele dizia que me impressionava mais, mas como dizia, como fazia e como me tratava e ainda me trata. Ele sempre me disse coisas importantes, seja em conversas soltas, durante as aulas, em suas pregações e em reuniões de grupos familiares da Igreja, mas o que eu gostava mesmo, era da nossa convivência. 

Meu mestre, conselheiro, exemplo e discípulador.

Precisamos investir mais no indivíduo do que na programação, na estrutura e na instituição.

Ubirajara Crespo


quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Quem é o anjo da Igreja?

Apocalipse: 2. 1. “Ao anjo da igreja em Éfeso escreve: ‘Assim declara Aquele que tem as sete estrelas na mão direita e anda no meio dos sete candelabros de ouro".

Das duas uma:

1. A palavra anjo (aggelos, no grego) pode ser traduzida como mensageiro, não necessariamente um ser Celestial.
Aqueles seres traziam mensagens de Deus para o homem, assim como fazem os pastores e demais expositores da Bíblia. O pastor é apenas uma das pessoas autorizadas a trazerem mensagens de Deus para a Igreja. Durante as reuniões onde os mandamentos mútuos eram exercitados, todos poderiam receber etiquetas com os seguintes dizeres: anjo ou mensageiro do Senhor.
Não podemos nos basear em um único versículo para posicionar o dom de pastorear no topo de nossa pirâmide hierárquica, pois o próprio Cristo nos ensinou que o maior é o que mais serve.

2. Também é possível que o anjo da Igreja de Éfeso fosse um ser portador de extraordinária capacidade de falar a todos os cristãos da cidade, capacitação que se encaixaria melhor em um anjo do que em algum ser humano.

As vias de comunicação da Época não eram tão rápidas quanto hoje, os cristãos se organizavam em inúmeros grupos dispersos e aquela Igreja parecia ser de bom tamanho.

Gosto de ler a Bíblia achando que as palavras são escritas com seu significado normal, e não me sinto motivado a procurar sentidos ocultos por detrás delas. Prefiro me deixar conduzir pelo seu sentido usual e comum.

Pelos motivos acima, este texto precisa da ajuda de passagens que abordem mais claramente o assunto para estabelecermos o seu sentido.

Escritura se interpreta com Escritura.

Ubirajara Crespo

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Não se esqueça marcar o ponto

Um grande número dos que foram contratados para pastorear Igrejas não tem o dom de pastor. São evangelistas, profetas, mestres, apóstolos, administradores e sabem pregar.  

Esta posição, hoje, tem mais a ver com a sua capacidade como orador, líder, motivador e  empreendedorismo.

Do outro lado, há, no meio do povo alguns que se dedicam a consolar, incentivar, visitar os que sofrem, se mostram misericordiosos, mas não gostam de pregar e nem de exercer funções administrativas. Estes têm o dom de pastorear e não fazem questão de ter um título.

Dificilmente encontrariam alguma Igreja que deseje contrata-los. O povo prefere entretenimento religioso feito com músicas, mensagens e comoções.

A própria estrutura precisa disto para sobreviver, e ajunta a falta de fome com a ausência do que comer. A  ingestão de Adrenalina dá uma sensação de preenchimento.

A maioria dos membros também não assume a posição de ovelha nem se deixsm conduzir pessoalmente por um pastor.

Marcar o ponto no culto de domingo é o seu máximo. – Quanto menos mecher comigo, melhor. Se colaboro com a manutenção do pregador, o que mais preciso fazer além de sentar na poltrona e o ouvir pregar? Ele na dele e eu na minha. Enquanto eu gostar, fico.

A maioria dos membros não é ovelha, mas apenas assistente semanal de cultos. Se o programa for bom, continuam ligados naquele canal, mas se não agradar, o controle remoto já está na mão, mesmo, é só apertar o botão e procurar um programa que agrade mais.

Sei que precisamos de pastores de verdade, mas quem está a fim de ser ovelha?

Quem quer ser pastor?

Ubirajara Crespo

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Ministério sem incomodação


Uma mensagem repleta de amenidades não incomoda e nem atiça o vespeiro interior de ninguém. Esta tática tem sido usada para transformar zangão em guardião do seu trono.

Noto, porém, uma santa inconsequência na pregação dos profetas do Antigo Testamento, nos pregadores do período interbíblico como João Batista e Jesus e nos atalaias do período Neotestamentário. Estes não pareciam acostumados a passar a mão em cabeças maldosas. Diziam o que Deus mandava e do jeito que ordenava.

Talvez seja este o motivo pelo qual muitos deles perderam suas cabeças, foram aprisionados, chicoteados, perseguidos, mal falados e crucificados.

Não vejo isto ocorrendo com tanta frequência hoje, mas percebo que cresce o numero daqueles que tentam ganhar popularidade. Para tanto, falam sobre assuntos que agradam ao sistema. Até suas criticas e sua agressividade são cuidadosamente montadas com o objetivo de agradar seu publico alvo e angariar recursos.

Mas aguarde, o avivamento trará de volta a figura dos profetas e dos seus perseguidores, usando armas verbais adaptáveis a cada situação. Como antigamente, é claro.
Veja o que Jesus falou sob re estes:

Mt 11:18,19: Pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: Tem demônio! Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! Mas a sabedoria é justificada por suas obras. 

Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Ninguém se livra deste tipo de gente falando a verdade.

Ubirajara Crespo

segunda-feira, 8 de abril de 2013

VERS´ICULO DO DIA. Marcas do apostolado

2Co 12:1: Se é necessário que me glorie, ainda que não convém, passarei às visões e revelações do Senhor. 

Paulo estava consciente de que as marcas do apostolado não devem ser mostradas com o objetivo de se gabar, embora houvesse quem agisse deste modo. O seu discurso foi motivado pela acintosa apresentação de credenciais falsas pelos falsos obreiros. 

O que estava em jogo não era uma disputa pessoal, mas a tentativa de afastar o verdadeiro apóstolo do seu caminho para criar uma vaga a ser preenchida por quem se candidatava como dominador do Rebanho e não como seu cuidador.

Títulos não deveriam funcionar como se fossem armas de atque, trincheiras defensivas ou campos de forca que ligamos quando assediados, confrontados ou refutados. Foram concedidos a quem conserva a sua guarda aberta e construiu um caminho livre para quem procura conforto, estímulo, cura, alegria, paz e abraçar boas causas. Na realidade não existem títulos dentro de um Corpo, mas funções. Títulos distanciam e criam classes, enquanto os dons, quando vistos como tarefas, agregam. 

Dons sao mensagens construídas e atachadas em nossa estrutura interior para expressar o mais puro amor e formular a mais perfeita sincronia. Nosso amado mestre, Jesus nos convida para sermos luz do Mundo, sal da Terra e água da vida. Uma fonte interior a jorrar continua e eternamente, de nos para o mundo. 

Jorre meu amado! 

Ubirajara Crespo


segunda-feira, 11 de março de 2013

A igreja entre o gigantismo e a procura de gente

Uma pergunta que se debate para nascer dentro de nossos úteros é a seguinte: O gigantismo da Igreja é o ambiente correto para voltarmos a ser tratados como gente?
 
 
Hoje vemos bancos e hospitais oferecendo um tratamento personalizado, que na verdade tem se mostrado um tratamento preferencial para quem faz depósitos mais polpudos. A Igreja também parece caminhar nesta direção.
 
 É difícil destacar alguém do meio de uma multidão, se ela não possuir características muito especiais que a destaquem dos demais. Dinheiro, fama, dons, capacitações, conhecimento e influencia são alguns destes destaques que, logo, logo, chamam a atenção da liderança. Já houve um tempo em que a espiritualidade era o fator predominante.
 
A verdade é que o acesso aos pastores e apóstolos esta ficando cada vez mais custoso. Talvez o erro seja nosso, pois os procuramos no lugar errado, isto é, na TV, em cima de palcos iluminados, nas capas de revistas e dentro de jatinhos.
 
Se quer marcar um encontro com um pastor de verdade, não o procure dentro ternos de marca, em escritórios luxuosos, nem cercado por seguranças, muito menos dentro de carros blindados, em Boca Raton ou outros condomínios luxuosos made in Brazil (com Z).
 
Eles estão em lugares isolados, curando alguma ferida, nas sarjetas, fazendo um parto, apartando uma briga, morando em palafitas, tentando desatolar o carro de alguém e carregando no colo uma ovelha doente.
 
São chamados de missionários, considerados como obreiros de segunda classe e não ocupam posição comando, mas é gente que sempre tem um tempinho para você.
 
O apóstolo de verdade, é atencioso e conhece suas ovelhas pelo nome (Veja as saudações e despedidas na epístola de Paulo). Apenas não se estabelece definitivamente em uma localidade, mas deixam saudades sempre que partem. Quem fica é o pastor. Ele se afeiçoa a um local para continuar o que o apóstolo começou.
 
Hoje chamamos de apóstolo o líder de um grupo de igrejas que, na sua maioria, nem conhece. A palavra perdeu sua pratica e o significado original, sendo transformada em título honorífico.
 
As instituições religiosas, por sua vez, precisaram cria uma nomenclatura que deixasse clara o tipo de organização hierárquica adotado.
 
O que você quer? Um título ou um ministério fundamentado em seu dom espiritual?
Meu conselho é o seguinte: mesmo que em seu ambiente eclesiástico haja pessoas brigando por um título, não participe desta cena, mas procure modificar o script. Desempenhe o seu ministério, com ou sem título.
 
Se a honestidade de propósitos não consegue se manter em um ambiente, é melhor sair dele, povo meu, pois Deus já saiu.
 
A principal função do pastor é pastorear e não disputar espaços nos púlpito, na mídia ou na cadeira que fica na quina da mesa da diretoria. Ele tem mais o que fazer.
 
Todo pastor pode ser um pregador, mas nem todo pregador consegue ser pastor. Pra que servem os títulos? Eles não transformam ninguém em nada, a não ser em um soberbo. O pastor é um prato assado por dentro. Já sentei a mesa de refeição de alguns locais, que teimam em se chamar de Igreja, onde o pregador é uma bela peça de carne assada só por fora, mas totalmente cru por dentro.
 
Ninguém pastoreia do alto do púlpito. Procure no cemitério, no atoleiro, no boteco, na zona, na boca de fumo, nos aniversários, na kracolandia, debaixo das pontes, no futebol, nas esquinas, nos enterros e nos hospitais. Estes são os mesmos lugares por onde Jesus andou.
 
A misericórdia e não o milagre é a sua maior identificação. Se você acha que é uma ovelha sem pastor, é porque procurou no lugar errado e ainda por cima, ajudou a construir o falso.
 
E luz de candeia não mais luzirá em ti, e voz de esposo e de esposa não mais em ti se ouvirá; porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias. Apocalipse 18:23
 
Ubirajara Crespo

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

A fonte de todo exercício de autoridade

Jesus sabe qual é a fonte correta para obter autoridade do alto e nos dá, gratuitamente.
 
Adquira o mapa deste tesouro, sem o qual não podemos dar um passo adiante no nosso ministério.
 
O assunto deste vídeo se tornou de importancia prioritária para estes dias. Não deixe de assistí-lo.
 
Quem tem sede, venha até mim e beba.
 
 

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Medo da carteirada



De quais documentos eu preciso para provar a você que posso ser seu pastor? Documentação com firma reconhecia? Assinaturas, cartas de recomendação, diplomas, currículo, fotografias, discursos bonitos, conhecimento bíblico ?

Não me parece que a identificação básica que nos qualifica para o pastorado seja alguma destas. Entre aqueles que leem este artigo muitas me conhecem pessoalmente e já foram minhas ovelhas. Somente o testemunho delas poderá certificar o meu dom. Para você que não me conhece, não tenho nada a apresentar, que valha a pena ser mencionado, a não ser o que aconteceu na vida daqueles de quem me aproximei.

Jesus não formou estruturas religiosas, não procurava atrair adesões oferecendo altos salários durante seus programas na TV, não distribuiu cargos e títulos, nem abriu uma franquia religiosa.



Ele apenas convidou pessoas para o seguirem e obedecerem, fascinando a todos com sua encantadora presença, sinais de sobrenaturalidade verificáveis à olho nu, comportamento inimitável e pouco discurso.

Só isso.

O Senhor sabia que a criação de uma instituição, seja ela de cunho religioso, financeiro, político, social, bélico, revolucionário, ou qualquer outra motivação, geraria cargos de chefia, disputas de poder, golpes, planos de carreira e títulos. Por isto ele falava aos corações, e fala através de nós e não através de portadores de placas, senhas e crachás. Nada parecido com estatutos, usos, costumes, exclusões, exceções e privilégios.

A sua entrada mais espetacular foi de peito aberto em um cima de um jumento e não em carro blindado.



Os únicos batedores que conservava por perto eram os batedores de carteira, que logo anunciavam restituições de, quatro x mais, do que o dano causado a outrem.

Nunca o vi reclamar por ter nascido em uma manjedoura ou se hospedar em hotéis baratos.

Para ser um cristão, você só precisa se deixar marcar pela vida, pela presença e pelo senhorio de Cristo e não pela carteirada. Jamais siga a quem você não conhece pessoalmente, a quem não toca nem consegue chegar facilmente a 10 centímetros de distância. Mantenha dele a mesma distância que ele mantém de você.

SIMPLES ASSIM!!!



Ubirajara Crespo

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Lugar de pastor não é o púlpito

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Lugar de pastor não é somente no púlpito mas sentado ao lado da ovelha e se precisar, algemado a ela.

O clímax do ministério pastoral não ocorre quando ele vê a ovelha la do palco, mas de frente, olho no olho.

Artista sabe como lidar com multidões, pastores sabem lidar com indivíduos.

Agora permanecem a fe, a esperança e o amor. O maior destes é o amor (1Co 13).

Dons, talentos, ministérios, admiradores, cargos, igrejas, lideres, títulos e mídia sao de uso temporário. Havendo profecia, passara, línguas tbem passarão (1Co 13).

Priorize o que é eterno. Só o que foi construído em nós e não por nós, ficará.

Nada do que conquistarmos na terra será colocado dentro do caixão. Nem mesmo o caixão vai sair do túmulo.

Ubirajara Crespo

sábado, 31 de dezembro de 2011

ASPIRANTES AO UM MINISTÉRIO

Paulo, em Tm 3, dá uma série de qualificações para quem aspira a liderança: Uma delas é que não seja neófito, para que não ensoberbeça.

 No meu escritório já entraram médicos, engenheiros, psicólogos, professores, pedagogos, educadores, empresários de grande porte, etc.

 Diante disto posso ser tentado a pensar o seguinte: - Se tanta gente importante me procura, é porque devo ser bom mesmo.

 Um neófito (novo na fé), vai se achar meio dono da verdade e exigir que as pessoas pensem como ele(a).
Foi assim que Adão caiu, pensando que poderia ser como Deus, como sugeriu a serpente.
E olha só onde fomos parar.


        

sexta-feira, 30 de julho de 2010

MIOLO MOLE COMANDA A CABEÇA

O MIOLO MOLE USA MOLDE DA CABEÇA PARA COMANDAR O RESTO DO CORPO

Uma noite, durante um de nossos cultos eu disse o seguinte às minhas ovelhas: Você não está aqui para me ajudar a realizar o meu ministério, eu é que estou aqui para ajudá-lo a cumprir o seu. Minha tarefa é descobrir os seus potenciais, treiná-los para a obra que é só sua, formar em você um caráter que seja digno desta tarefa, designá-lo e ampará-lo.

Se é isto que você quer, vamos caminhar juntos, mas se tudo o que você deseja é ouvir belas mensagens, saiba que você não será a minha prioridade e provavelmente não fará nenhuma falta para esta comunidade.

O ministério tem dono sim: Ele foi entregue por Jesus a todos nós e não a uma só pessoa que tenta conquistar espaço entre os neurônios do Cabeça que é Cristo.

Neste tipo de igreja o molde a cabeça é só um molde, mas quem manda mesmo é o miolo.


Os nomes assumidos por estes neurônios são os mais variados possíveis: Apóstolo, Profeta, Pastor, Evangelista, Mestre, Missionário, Patriarca, Pai-póstolo, Presbíteros, Diáconos.

Na realidade não importa o título, ele é apenas uma carcaça, o que vale mesmo é o que está no coração.

Ubirajara Crespo