A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

PRINCIPIOS QUE DISTINGUEM PESSOAS DE VALOR

TRÊS PRINCIPIOS QUE DISTINGUEM PESSOAS DE VALOR:


Geralmente avaliamos as pessoas das formas mais distintas e variadas. Dependendo do nosso nível de esclarecimento, grau de educação, envolvimento social ou interesse pessoal, essa avaliação pode ser correta ou não. Posso dizer pra alguém: “Puxa, fulano e inteligente”, ou “nossa, quanta ignorância...”, mas tudo isso baseado em fatos isolados, sem peso pra conceituar a pessoa em questão. Pode ser apenas uma avaliação temporária, ou circunstancial. Pessoas de valor têm características peculiares que as distinguem da massa, e ate mesmo independe do avaliador. Pessoas de valor precisam ser avaliadas a luz de princípios que determinam a sua maneira de ser, viver e reagir as indagações do cotidiano. Dentro desta visão, quero apresentar três princípios que podem nos ajudar a distinguir essas “pessoas de valor”, Com as quais, embora muitas vezes despercebidos, nos esbarramos todos os dias pelas estradas da vida.


1. CONVICCAO IRREFUTAVEL: Isso me faz lembrar do apostolo Paulo, ao escrever a sua carta aos Efésios, no capitulo três, versos 1 e 14 em diante. Ele diz “Por esta causa, me ponho de joelhos diante do Pai...” Afirmação de que estava totalmente convencido de estar fazendo a coisa certa. Convenção divina. Diferente daquela maneira de pensar que diz “se der, deu...” E essa convicção que determina a vida daqueles que realmente causam impacto no reino de Deus. Penso que foi essa convicção irrefutável que fez com que o evangelho impactasse, de forma universal, o mundo nos primeiros três séculos nossa era. Foi essa convicção que permitiu que todos os discípulos de Jesus morressem martirizados (com exceção de Joao), e levou muitos outros dos chamados “pais da Igreja” a laborarem pela expansão do evangelho, mesmo em meio às perseguições medonhas, as quais tiveram que enfrentar, sendo também martirizados de forma fria e cruel, pelo império romano. E essa convicção que deve nos impulsionar a viver como discípulos de Jesus de forma adequada, correta e submissa, deixando que “ele cresça”, mesmo que nosso nome jamais apareça em qualquer jornal ou programa de televisão. Servimos pelo prazer de servir, porque esse e o nosso papel. A gloria e Dele. Por essa causa temos que ser capazes de qualquer esforço.

2. LEALDADE ABNEGADA Pessoas de valor são aquelas que, mesmo na hora do aperto, da dor, mantém-se fieis ao seu “Mestre”. Isso me faz lembrar de Policarpo, bispo de Esmirna, cidade da Turquia (cidade onde vivo com minha família desde 1998). Diz a história que o procônsul romano, Antonino Pius, e as autoridades civis tentaram persuadí-lo a abandonar sua fé em sua avançada idade, a fim de alcançar sua liberdade. Ele entretanto, respondeu com autoridade: “Eu tenho servido Cristo por 86 anos e ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Rei que me salvou? Eu sou um crente”! Isso e lealdade abnegada. Os valores do Reino estavam acima, ate mesmo, do seu direito de viver. São muitos os exemplos que temos na Bíblia. Também me faz lembrar de Jim Elliot, piloto Americano Morto pelos Alcas, do Equador, quando tomando conhecimento do perigo que estava a frente, considerava-se num “ponto sem retorno”, e sua lealdade a missão que lhe fora confiada não lhe permitia retroceder. Morreu flecha pelos índios na beira do rio. E essa lealdade que distingue pessoas de valor. Paulo disse: Porquanto, para mim, o viver é Cristo, e o morrer é lucro.” (Fil. 1:21). Tenho encarnado este principio na minha vida? Ou tenho me perdido em filosofias e estilos de vidas que ate me fazem ter algum sucesso, mas que não condizem com o tipo de lealdade que o Senhor espera de mim? Pense bem; não e fazer o ‘meu melhor’ que vai agradar ao mestre mas, sim, fazer o que o Mestre quer que eu faca, para que Ele se agrade em mim.


3. FIDELIDADE NAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS Pessoas de valor são aquelas que “alimentam a harmonia com os outros para alcançar o bem maior. Colocam de lado diferenças mesquinhas e preferem não dar importância a ofensas, porque reconhecem que o inimigo está ao redor.” São vários os exemplos encontrados na Bíblia de pessoas fieis a este principio. Podemos citar os exemplos de Josué e Calebe, Jonatas e Davi, Daniel e seus três amigos. Pessoas que, mesmo nas horas mais difíceis, mantiveram-se fiem umas as outras. Infelizmente, mesmo no nosso meio evangélico, e comum encontrarmos os “doegues”, que para livrar a cara, não somente abandonam os amigos nos momentos mais cruciais, como também corroboram para a derrocada deles. Penso que esse era o principio mais importante de Jesus na relação com seus discípulos. João 13:1 diz que Ora, antes da Festa da Páscoa, sabendo Jesus que era chegada a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim. Ele sabia que alguns dos seus discípulos se manteriam longe dele nos momentos mais difíceis do seu ministério, algum ate o negariam (Pedro e Judas), mas isso não diminuiu o Seu amor e a Sua fidelidade para com eles. Ele foi ate o fim, a pontos de levar seus pés.
Como esta a minha relação com meus colegas de ministério, com minhas ovelhas, meus lideres, minha família, meus colegas de trabalho, meus vizinhos? Esse principio não e apenas para ser usado “dentro de quatro paredes”. Mas e para ser usado em todo lugar, todo tempo, toda a vida.
Meu desejo e que, mesmo em meio as nossas limitações humanas, o Senhor nos ajude a viver, de forma encarnada, dentro desses princípios. E que possamos aprender que Somos melhores quando nos superamos a nós próprios, não quando superamos os outros.”
Que ele nos abençoe

Levy s. Castro
Obreiro apoiado pela Naós na Turquia.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Em meio aos destroços, haitianos buscam refúgio na fé

Em meio aos destroços, haitianos buscam refúgio na fé PORTO PRÍNCIPE, Haiti - Cinco dias depois do devastador terremoto que atingiu o Haiti, um pastor evangélico vestindo uma camiseta pólo desgastada, com sua igreja destruída mas o espírito vibrante, tocou uma sirene para reunir os novos sem-teto que vivem em barracas na cidade para a missa de domingo.

Com a voz rouca, os olhos inchados e braços erguidos aos céus, o reverendo Joseph Lejeune pediu aos famintos, feridos e pesarosos haitianos reunidos ao seu redor que fechassem os olhos e elevassem os pensamentos para além da fétida praça Champ de Mars, onde agora lutam para sobreviver.

"Pensem na nossa nova cidade aqui como o lar de Jesus Cristo, não como a cena de um desastre", ele falou. "A vida não é um desastre. Vida é alegria! Você não tem comida? Se alimente do Senhor. Não tem água? Beba do espírito santo."

E eles beberam, cantando, balançando as mãos e tapando os narizes para evitar o cheiro dos corpos presos em uma escola perto dali. Helicópteros militares zumbiam sobre sua cabeça e os crentes almejavam a eles e além, se libertando durante algumas horas do trecho de concreto sobre o qual buscaram abrigo sob lençóis amarrados a postes.

Em versões variadas, esta cena se repetiu por toda a capital haitiana no domingo. Com muitas de suas igrejas destruídas e seus padres e pastores mortos, os haitianos desesperados por ajuda e conforto se voltaram a Deus em busca de alívio para sua aflição. Carregando bíblias, eles atravessaram ruas empoeiradas e cheias de entulhos, em busca de locais para a oração. As igrejas, normalmente cheias com paroquianos fiéis nas manhãs de domingo, acordaram aos pedaços.

Em um sinal da importância das igrejas aqui, o presidente Rene Preval reuniu líderes religiosos juntamente com líderes políticos e empresariais na delegacia de polícia que se tornou sua sede. Ele pediu às igrejas, em particular, que se concentrem em alimentar as pessoas, mas deu pouca orientação sobre o que o governo fará para ajudar.

Não longe da igreja evangélica provisória na praça Champs de Mars, fiéis se reuniram diante das ruínas da principal catedral da cidade para ouvir um apelo por paciência feito por um bispo.

"Nós temos que manter a esperança", disse o Bispo Marie Eric Toussaint, embora ele tenha reconhecido não ter nenhum recurso para ajudar os muitos que estão sofrendo e achar difícil declarar com qualquer confiança se a catedral será reconstruída.

Construída em 1750, a catedral, antes uma peça arquitetônica importante da cidade, agora não passa de uma gigantesca pilha de metal trançado, vitrais quebrados e concreto rachado. Toussaint disse que o terremoto destruiu as residências dos padres, matando muitos deles.

A catedral de Sacre Coeur, outra grande estrutura, também foi destruída, e um grande Cristo na cruz perfeitamente preservado restou como testemunha da destruição - com o corpo de uma mulher deitado sobre um colchão na rua, coberto com lençóis, representando o sofrimento causado pelo terremoto.

"Pode parecer um momento estranho para se ter fé", disse Georges Verrier, 28, especialista em computação desempregado, seus olhos se movendo entre o corpo e a igreja. "Mas você não pode culpar Deus. Eu culpo o homem. Deus nos deu a natureza e nós os haitianos e nossos governos, abusamos da terra. Você não pode escapar sem consequências."

Em um tom parecido, um autodesignado pastor na praça Champs de Mars se colocou sobre uma cratera durante o serviço de oração e proclamou que o terremoto foi o castigo por uma longa lista de pecados que enumerou em cantarola. "Nós temos que nos ajoelhar e pedir a Deus", ele disse.

Vladimir Arisson ignorou o autodesignado pastor com um rolar de olhos. Arisson cuidava de sua namorada gravemente ferida, Darphcat Charles cuja cabeça estava envolta em uma gaze ensanguentada, seus olhos machucados e sua face inchada, infectada. "Minha posição é: Deus abençoe e nos envie, por favor, ó Deus, um médico para fechar o buraco na cabeça da minha amada."

Outro homem que acompanhou o serviço evangélico apresentou sua esposa que está grávida de oito meses e se sentou no chão, pálido. "Um bloco de concreto caiu sobre a barriga dela e nós não sabemos se o bebê ainda está vivo", disse o homem, Ricot Calixte 28. "Rezar pode ajudar, eu acho. Como ainda respiro, ainda tenho fé".

Ao redor deles, na missa, os aplausos e améns intensificaram na cidade de barracas que não tem nenhuma barraca de verdade, apenas tendas improvisadas. O acampamento central na praça Champ de Mars é a igreja provisória de Lejeune, que no seu prédio original destruído contava com 200 membros ativos, três dos quais foram mortos e muitos estão desaparecidos.

"Aqui nós começamos diariamente com o que eu chamo de missa do café da manhã," ele disse antes da missa de domingo. "Nós não temos café, claro. Mas essa é uma reza para nos acordar e nos fortalecer quando olhamos para frente e pensamos, 'Ai, e agora?'"

Ele pausou, esfregando o nariz por causa do odor de restos humanos e acrescentou: "Uma igreja em um banheiro, é isso que nós somos. Por enquanto."

NYT/US/Notícias Cristãs

domingo, 31 de janeiro de 2010

MEDINDO O SEU VALOR PESSOAL

Quatro traços que caracterizam pessoas de valor

Quanto impacto causamos, ou se é positivo ou negativo, depende grandemente das escolhas que fazemos. Encorajo você a ser a pessoa de valor que você é. Descobri que pessoas de valor – algumas famosas, mas a maioria desconhecidas – Aqueles que nunca são reconhecidos compartilham as mesmas características. Aqui existem quatro características que percebo a maioria das vezes.

1. Dedicação abnegada. Pessoas de alto impacto não se importam a quem é dado o crédito, e nunca reclamam do papel que exercem. Com todos os riscos e com todos os esforços heróicos que os homens de Davi investiram em estabelecer sua monarquia, não lemos a respeito de nenhuma reclamação ou alguém que quisesse a glória para si mesmo. Cada um tinha uma dedicação desinteressada para com Davi e um ao outro numa grande causa, que era acima de qualquer indivíduo.

2. Focalizado na missão – Pessoas de alto impacto focalizam nos objetivos certos e não perdem tempo perseguindo coisas que não têm importância. Muitas organizações se perderam com coisas sem importância porque seus líderes tiraram seus olhos do objetivo e se preocuparam com questões menos importantes. Gráficos organizacionais e papéis claramente definidos têm o propósito de apoiar a missão, e não o
interesse de alguém.

3. Maneira Harmoniosa – Pessoas de alto impacto alimentam a harmonia com os outros para alcançar o bem maior. Colocam de lado diferenças mesquinhas e preferem não dar importância a ofensas, porque reconhecem que o inimigo está ao redor. Os homens de Davi tinham união em seu objetivo de colocar Davi no trono de Israel. Quando estes heróis alcançaram seu alvo, sentaram-se para o banquete e disseram: “Davi, este é um dos grandes momentos de nossas vidas” (leia 1Crônicas 12.38-40).

4. Uma Alegria que Contagia– Pessoas de alto impacto inspiram humildade e união nos outros, uma combinação que traz alegria. Estou convencido que alegria é uma escolha e pode ser a qualidade mais atraente numa pessoa. Pessoas alegres têm maior oportunidade de causar um impacto positivo nas
outras pessoas, e raramente deixam um local da maneira que o encontraram.

E quanto a você? 
No começo deste capítulo, fiz várias perguntas, que provavelmente você não tenha conseguido responder. Quero fazer mais duas perguntas que ninguém poderá responder, a não ser você.

Você prefere ser uma pessoa de valor ou de renome?
Pense cuidadosamente. A resposta a essa pergunta dará forma a todo seu futuro, inclusive as decisões que tomará, a maneira pela qual você se relacionará com as pessoas, e até como você estará cumprindo os papéis que Deus designou a você, fazendo uma diferença positiva em sua responsabilidade.

O que é mais importante para você: a qualidade ou o tamanho do seu impacto no mundo?
Não seja muito rápido para responder! Esta é uma pergunta que exige um tanto de atenção. Vamos enfrentar
os fatos: a maioria de nós está condicionada pelo mundo a pensar que temos ambos, quando na verdade só se tem uma delas. Você já sabe qual delas é.

Nos capítulos seguintes, recordaremos as vidas de pessoas do passado. Algumas das vidas fascinantes que
escolhi destacar estão esquecidas e ignoradas. Algumas são personalidades conhecidas do Antigo Testamento, mas certos episódios de sua vidas devem ser revistos. A lição que ensinam precisa ser aprendida por alguns e reaprendida por outros. A maioria destas pessoas teve um impacto positivo no mundo e nas pessoas a seu redor. Todavia, poucas deixaram legados trágicos em seu rastro. Ao examinarmos cada uma delas, vamos tentar encontrar princípios bíblicos e aplicações práticas para a vida, para que possamos ser o que somos na opinião de Deus... pessoas de valor.



Extraido do livro vidas incríveis de Sharles Swindoll

Você poderá ler este livro gratuitamente, clicando na imagem do mesmo na barra lateral direita de seu vídeo.


Charles Swindoll



quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

"171" O GOLPE RELIGIOSO

A ENGENHARIA DO SUBORNO

Alguns golpes são antigos e  muitos deles, como o vender bilhete de loteria premiado, ainda encontram pessoas dispostas a cair. A oportunidade de colocar a mão na bufunfa costuma ser tentadora. Muitos golpes são bem elaborados e, apesar da sua grande abundância, os golpistas ainda conseguem inovar.
A filosofia por detrás do golpe é sempre a possibilidade de ganho inesperado e acima de tudo fácil.
O sucesso da armação depende da arte cênica e da isca usada para atrair a presa e, principalmente, do tamanho do olho grande da vítima. Hoje, podemos afirmar, sem medo de errar, que o palco mais utilizado pelos espertalhões é o auditório religioso.

Tiago 4. 1-4: "De onde procedem guerras e contendas que há entre vós? De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne? Cobiçais e nada tendes; matais, e invejais, e nada podeis obter; viveis a lutar e a fazer guerras. Nada tendes, porque não pedis; pedis e não recebeis, porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres".

O sistema que rege a vida no Planeta Terra é formado por interesses de etnias, costumes, filosofias, posições políticas, estatus, ideologias e religiões. Todos disputando territórios que julgam ter o direito de cobiçar. Empresas tentam conquistar fatias cada vez maiores do mercado. Traficantes e milicianos matam pelo controle de pontos de distribuição de drogas. Partidos negociam cargos e costuram alianças. Nações procuram supremacia. Pedintes, lavadores de para brisas e malabaristas lutam por espaço nos faróis.
Todos possuem táticas peculiares para a realização de seus sonhos de conquista. Terroristas, por exemplo, fazem atentados contra compatriotas mirando em nações opressoras, mas distantes e inatingíveis. Um jeito estranho de fazer guerra, mas sempre tem quem goste.
Neste jogo do poder, vale tudo, articulações, ameaças, alianças, assassinatos, panetone gate, mentiras, formação de quadrilha, corrupção, desvios de verbas, dinheiro na cueca e até mesmo na Bíblia. É o "171 evangélico".
Ao nosso redor fervem disputas, verbais, profissionais, sociais, físicas e agressões armadas. O importante é ganhar a discussão, não importa quem sair ferido.
O que está por detrás de tudo isto, senão a vontade de satisfazer uma carne com fome e sede de poder?
A cobiça se esconde por detrás de fachadas cobertas por camadas como aparência de zelo, sobrenatural idade, emocionalismo, voz trêmula, frases populistas, tremeliques e fervor litúrgico. Tudo preparado para angariar adeptos, aumentar a quantia recolhida, alimentar o estrelismo do líder e manter o delírio coletivo.
O delírio coletivo, diga-se de passagem, é um item imprescindível para a construção de massas estimuladas por causas não compreendidas totalmente. Objetivos são expressos por jargões bem montados, mas não mensuráveis. Isto explica a obsessão de grandes pregadores por auditórios que funcionam como batedeiras de pão onde a massa é manipulada até ganhar a forma desejada. Estes pregadores foram formados na padaria.
Você já se viu como um ingrediente involuntário desta massa? Mesmo sem saber exatamente qual o tipo de bolo que sairá dela. Geralmente o resultado final é que os líderes ficam com o recheio e os ouvintes com o chantili.
Como estes corações são conquistados? A cobiça é o ponto de abordagem, o gancho que leva ao nó final do conto da prosperidade, da submissão e da sacolinha, etc.
A nossa cobiça é o nosso "Calcanhar de Aquiles". Oferte mais, para ganhar mais, receber a cura e ganhar a sua casa própria. A triste constatação é que o povo tem a cobertura que merece.
Pessoas libertas de entidades estimulantes de devaneios triunfalistas estão imunizadas contra este tipo de encantamento. Alguns ministérios invocam a ajuda deste demônio, ao invés de expulsá-los de seus cultos.
Uma pergunta, que paira no ar, levanta a possibilidade de inúmeras respostas: Qual é a origem de tantos devaneios religiosos? Ninguém conseguiria ser mais direto do que Tiago ao dizer: "De onde, senão dos prazeres que militam na vossa carne?"
É objetividade demais para uma igreja ansiosa por overdoses de sobrenaturalidade inconsequente. Está aberta a temporada de caça a respostas tolas sobre a origem das nossas disputas. Já foram dadas inúmeras, mas todas jogam a culpa para fora de nós. Vamos enumerar algumas:


1.É demônio.
2.Foram as baforadas do charuto do "caboclo pena brava".
3.É farofa de encruzilhada.
4.Foi o lado sombrio da força.
5.É um sapo enterrado.
6.Pé de coelho.
7.Palavras mágicas
8.Abertura de portais dimensionais.


Pois Tiago simplesmente interrompe esta conversa dizendo que as disputas, as heresias, as guerras, os assassinatos, os assaltos, o tráfico, a disputa pelo poder, a fofoca e o azedume, se alimentam do nosso desejo de prazer. Neste sentido, tem gosto pra tudo. Uns acham a vingança uma delícia, outros se banqueteiam com a falência dos oponentes. Muitos liberam grandes quantidades de adrenalina quando ameaçam, traem, furtam, provocam perdas e desemprego.
Já vi muita gente pedindo a Deus que os ajude a alcançar seus propósitos mais sinistros. Até "homens de Deus" entram nesta fila. 


"...dispersa os meus inimigos; arremessa as tuas flechas e desbarata-os" (Salmo 144). 


Orações visando a queda de oponentes são motivadas pelos mesmos princípios do Vodu, só mudam o nome da entidade invocada. De Exu para Yeshua. Parecidos não é mesmo? Mas será que tudo o que precisamos fazer para invocar a entidade certa, é falar o nome certo? Ou será que precisamos ser movidos pelos motivos e métodos corretos?
Se você quer ter certeza de que a sua oração alcançará os ouvidos certos, não basta dizer aquelas palavras mágicas no final: "Em nome de Jesus, Amém". Antes de fazer um pedido, tenha a certeza de que o seu objetivo prioritário, não é satisfazer instintos baixos como vingança, sexo, domínio, autoridade, dinheiro e posições. 
Quer saber por quê? 

"Pedis e não recebeis porque pedis mal, para esbanjardes em vossos prazeres" (Tia 4.3).  
Ubirajara Crespo
Recomendo o meu livro Sob Nova direção, que trata de temas como este.
NA EDITORA NAÓS 
www.editoranaos.com.br/loja


E CHEGA DE "171"!!!!!!!

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Não basta chorar, é preciso participar.


O DIA EM QUE AS LÁGRIMAS ROLARAM

Hoje chorei pelos haitianos, mas chorei também por mim.


chorei quando perguntei para mim mesmo: De que adianta chorar?

Isto não enche a barriga de ninguém.

Deus, me ajude a fazer algo mais, por fora, do que chorar e tremer por dentro.....

Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram (Romanos 12.15).

Ubirajara Crespo





UMA FRASE INFELIZ DO CÔNSUL DO HAITI NO BRASIL
Com microfone de lapela e aparentemente sem saber que o áudio já estava sendo gravado, Antoine virou-se para um funcionário da representação diplomática e disse: "A desgraça de lá tá sendo uma boa para a gente aqui ficar conhecido (...) Aquele povo africano acho que de tanto mexer com macumba, não sei o que á aquilo (...) O africano em si tem maldição. Todo lugar em que tem africano tá f..."


Após saber que o microfone de lapela estava ligado, o cônsul, já durante a entrevista, segurou um terço nas mãos, e disse estar abalado com o que ocorreu no Haiti. "Esse terço nós usamos pois nos dá uma energia positiva que acalma a pessoa. Como eu estou muito tenso e deprimido com o negócio do Haiti, a gente fica mexendo com vários para se acalmar".  (ESTADÃO)

As necessidades do Haiti, disse o seu embaixador em Brasília, Idalbert Pierre-Jean, são infinitas. Ele se referia, naturalmente, à multiplicidade de formas de socorro internacional para a desesperadora situação de seu povo, depois do terremoto da terça-feira que praticamente pôs abaixo a capital Porto Príncipe, deixando um número ainda indeterminado de vítimas - o presidente haitiano René Préval falou em até 50 mil mortos; o primeiro-ministro Jean-Max Bellerive mencionou o dobro disso. O Brasil perdeu uma figura excepcional, a pediatra e sanitarista Zilda Arns. Mas as necessidades do Haiti eram já infinitas antes da catástrofe: necessidades materiais e todas aquelas que se possam imaginar para dar um semblante de país à colônia francesa que conquistou a sua independência em 1804 - e, desde então, com breves pausas, tem passado por abalos políticos e convulsões sociais que justificam a amarga metáfora de que a sua única instituição consolidada é a da violência. (ESTADÃO)
 
MEU COMENTÁRIO: E olha que ainda tem gente lutando pelo domínio do país. Eu pérgunto, domínio de quê?

Falta água, a gasolina está acabando, o acesso à comida é difícil e os esforços de países do mundo inteiro parecem ser insuficientes para reduzir a crise que afeta o Haiti depois do terremoto de terça-feira. As ruas de Porto Príncipe estão repletas de moradores desabrigados e famintos. As pessoas estão desesperadas e todas têm uma história para contar sobre o momento em que a terra começou a tremer.

Muitos haitianos escavam freneticamente, apenas com as mãos, entre os escombros em busca de parentes e amigos. Falta equipamento pesado para ajudar a retirar as vigas e os blocos de concreto. A estimativa de mortos varia. Alguns falam em pelo menos 30 mil, outros em mais de cem mil. A Cruz Vermelha estima em 40 mil ou 50 mil os mortos. Os corpos estão por todas as partes na capital, envoltos em lençóis ou lonas.

Temendo novos terremotos, os sobreviventes se agrupam em praças. Entre eles há muitas crianças feridas, órfãs ou perdidas. Sem nada para comer, muitos haitianos retiram alimentos entre as ruínas dos mercados que desmoronaram. Aviões com ajuda humanitária começam a chegar, mas a distribuição é lenta. Doações dos EUA e quatro instituições internacionais já somam US$ 500 milhões.

No momento, autoridades brasileiras e da ONU apenas tentam ajudar na busca por possíveis sobreviventes. Os hospitais, afetados pelo terremoto, não conseguem mais receber feridos. Um dos problemas agora é verificar como as pessoas podem ser tratadas. Muitos feridos estão sendo enviados de helicóptero para a vizinha República Dominicana ou estão sendo atendidos no hospital improvisado da base militar brasileira.