A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.
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segunda-feira, 21 de julho de 2014

Um novo Evangelho

O Evangelho em liquidação

A principal função de um pastor é informar a Deus sobre tudo o que suas ovelhas gostariam de receber ou informar as ovelhas o que Deus quer delas?

Confesso que estou confuso com tantas ofertas de bênçãos a custos cada vez mais baixos. 

Colossenses 1:9. Por esta razão, nós também, desde o dia em que o ouvimos, não cessamos de orar por vós e de pedir que sejais cheios do conhecimento da sua vontade, em toda a sabedoria e inteligência espiritual.

Perceba que o conteúdo da oração de Paulo pelos Colossenses era por conhecimento da vontade de Deus, pois ele, como onisciente, não precisa desta informação. Em contrapartida, o mesmo nível de conhecimento da vontade de Deus não ocorre conosco, pois, naturalmente, somos movidos pelos desejos da nossa carne e não pela vontade de Deus.

Se a carne milita contra o Espírito, tudo o que mais precisamos é de libertação desta influência e de sintonizar nossos receptores com a vontade de Deus. Para fazer isto, preciso deixar de lado todas aquelas tentativas de transformar o Senhor em um servo contratado para realizar meus desejos.

Vivo para agradar ao meu Senhor, que pagou um alto preço para me conquistar enquanto eu não fiz nada para conquista-lo. Ele me amou primeiro. Agora é a minha vez de agrada-lo, e creio que não há nada que o deixe mais feliz do que transformar os meus desejos nos desejos dele.

O homem natural não entende não sujeita e nem disponibiliza suas capacidades intelectuais para servirem ao intelecto superior de Jesus. Somente Jeová sabe até onde nos levará um desejo carnal satisfeito. Ele cuida para que não nos desviemos do propósito maior e melhor e avisa quando desviamos dele.

Quero isto para mim!

E você, o que quer?

Ubirajara Crespo

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Deus sabe quem ele é

Deus tem DNA ?

Até agora, nenhum cientista conseguiu ler ou decifrar a engenharia genética de Deus. Muito provavelmente o material que compõe a sua essência é bem diferente do nosso, pois é de ordem espiritual.

Deus não foi criado no mundo espiritual, pois não teve origem e nem foi criado, pois a tudo precede e tudo dele procede. Não foi gerado por algum acidente cósmico ou pelo Big Bang, pois antes dele não havia algo que pudesse ser explodido e nem sequer havia o antes e o depois.

Se ele é Amor, Espírito, Verdade, Vida e Luz, na sua constituição predomina o intangível e não o tangível, como ocorre conosco. Como um ser imanente, ocupa o mesmo espaço ocupado pela sua criação, e mais alguma coisa, mas sem ser parte dela. Caso contrário, não seria o seu criador, mas a sua criatura.

Para vê-lo, precisamos ser como ele é, uma transformação que não depende de nós, pois não o conhecemos perfeitamente, nem temos como o manipular, embora dele procedamos, vivamos, moremos e existamos. Se queremos ver a Deus, precisamos acrescentar a nossa matéria, o mesmo composto imaterial encontrado em Deus.

Sabemos que ele transmite as mesmas características que o identificam e o marcam: paz, alegria, misericórdia, verdade, espiritualidade. Para tanto, não precisamos apenas ser capazes de amar, mas de ser amor, não basta realizar gestos esporádicos de misericórdia, mas de sermos a própria personificação da misericórdia.

O mesmo vale para as demais qualidades que nos fazem ser como ele é, e não apenas ter o que ele tem. O nosso alvo supremo é ser como ele, mas não do jeito proposto pela serpente, mas por ele.

Entendeu?
Não?
Eu também, portanto vamos caminhar juntos nesta mesma direção.

Ubirajara Crespo

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Tem coisa que Deus não consegue fazer

VERSÍCULO DO DIA: 

Em esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos dos séculos.


Tem coisa que nós, reles mortais, conseguimos fazer e Deus nunca fêz e nunca fará:

  • 1.Mentir.
  • 2.Prometer e não cumprir.
  • Cometer injustiça.
  • 4.Deixar de amar.
  • 5.Trair.
  • 6.Ser indiferente.
  • 7.Urdir o mal.

Como eu gostaria de ser como ele, gente! Um dia, porém, trocarei esta carne de segunda, que herdei de Adão, por uma novinha em folha e serei novo PARA SEMPRE!

Aleluuiiiaaaaaaa!!!!!!

Quem quer???

Ubirajara Crespo

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Teologia da Cruz versus Teologia da Glória


Teologia da Cruz versus Teologia da Glória

É interessante notar como a TEOLOGIA DACRUZ de Martinho Lutero atravessou todo o seu pensamento e sem elaconceitos fundamentais da teologia luterana não podem ser compreendidos perfeitamente. Com a TEOLOGIA DA CRUZ, Lutero seopôs à TEOLOGIA DA GLÓRIA, quetem por base, entre outros textos, o Salmo 19.2-7:
“O céu proclama a glória de Deus, o firmamento anuncia a obrada sua criação. Cada dia o transmite ao dia seguinte e cada noite o repete àoutra noite. Não pronunciam discursos, nem palavras, nem fazem ouvir a sua voz.Contudo, a sua proclamação chega até ao fim do mundo e a sua mensagem é ouvidanos confins da terra Deus fez no céu uma morada para o Sol, que aparece demanhã, como um noivo feliz, saindo da sua cama, como um atleta que anseiacomeçar a corrida. Ele sai duma extremidade do céu e alcança, no seu percurso,a outra extremidade. Não há nada que se furte ao seu calor”.
A TEOLOGIA DA GLÓRIA fundamentou a Escolástica e foi central no pensamento de Tomás de Aquino. Considerava que a revelação doEterno estava prioritariamente na natureza e que através da razão, corretamente  dirigida, poderíamos conhecer o Criador.
Jápara o reformador, o Eterno é “Deus abs­con­di­tus”, conformeencontramos em Isaías 45.15: Na verdade, tu, és um Deus escondido, o Deus de Israel, o Salvador”.
Este Deus abs­con­di­tus Deus Israel Sal­va­tor se revelou na cruz. Lutero dizia que o Evangelho é para o ouvido. Só o coração contrito ouve o Evangelho. As coisas do mundo, crimes, desastres, guerras, não convencem do amor do Eterno. Temos medo do amor do Eterno é só confiamos nEle quando fechamos os olhos e abrimos os ouvidos.
A TEOLOGIA DA CRUZ de Lutero faz um versus com a TEOLOGIA DE GLÓRIA. Isto porque a teologia da glória confunde o Eterno que se entregou à cruz e ao sofrimento com o Deus da filosofia grega: Deus de glória e poder, mas indiferente e impassível. O Deus da filosofia é diferente do Eterno na cruz, que se esvaziou de atributos divinos por amor.
Para entender a TEOLOGIA DA GLÓRIA é importante compreender como se via a justificação na Idade Média. O conceito de justificação que prevaleceu na Patrística e na Escolástica partia da filosofia  foi da divinização do ser. Agostinho defendia a idéia da infusão da justiça de Cristono humano através do sistema penitencial e sacramental da igreja ocidental romana. Para ele, a justificação era um processo que tinha início com a regeneração batismal.
Embora Lutero e sua TEOLOGIA DA CRUZ tenham sido influenciados por Agostinho, mais tarde, revendo a doutrina  da justificação em Agostinho disse que este havia chegado bem perto do sentido paulino, mas que não alcançara Paulo. Por isso, se no começo de seus estudos devorava Agostinho, quando descobriu Paulo e entendeu o que era a justificação pela fé,descartou Agostinho.
Lutero se separou da teologia agostiniana ao ler a epístola de Paulo aos Romanos, em especial, 1.17: Nele se revela a justiça deDeus por meio da fé. Como está escrito: aquele que é justo pela fé viverá”. Convenceu-sede que a justificação não era progressiva, e afirmou que “sola fide justificate”, isto é, só a fé justifica. Deixou de lado a justificação infundida, e passou a defender a justificação imputada pela fé.
Para Agostinho e a tradição escolástica o sentido era “tornar justo”, por isso infusão. Para Lutero, o que Paulo dizia é “declarar justo”, ou seja, imputação, pois ajustiça não é humana, não é inerente, mas colocada na conta. Dessa maneira , abandonou a doutrina da igreja ocidental romana da infusão da justiça, pois se ajustiça de Cristo fosse infundida e não imputada, deveríamos crer que os pecados não foram imputados em Cristo, mas infundidos. Ou seja, são inerentes a Cristo, e Ele não foi feito à semelhança da carne pecaminosa, mas o pecado  foi infundido nEle. Temos, então, um problema teológico: Cristo está desqualificadopara ser a oferta aceitável pelo pecado, pois como o Eterno aceitaria umpecador para morrer pelos pecadores? Isso levaria o Eterno a afastar-se de suajustiça, a salvar de forma imoral.
Lutero descreveu a economia da salvação como uma “doce troca” entre Cristo e o humano,ao fazer uma paráfrase de trecho da Epístola deMathetes a Diogneto: 
Oh! doce troca! Oh! operação inescrutável!Oh! benefícios que ultrapassam todas as expectativas! Que a impiedade de muitosfosse oculta em apenas um justo, e que a justiça de um justificasse a muitostransgressores”, e então ele conclama: “aprenda Cristo e o aprenda crucificado,aprenda  a orar a Ele, perdendo toda esperança em si mesmo e diga: TuSenhor Jesus, és a minha justiça, e eu sou o teu pecado; tomaste em Ti mesmo oque não eras e deste-me o que não sou”.
A TEOLOGIA DA GLÓRIA levou a igreja ocidental romana a erros em sua teologia prática, entre elas à venda de indulgências. Mesclou sua ação com poder econômico e político. Ignorou otestemunho do Eterno de que o Cristo é o Filho, a Palavra, a revelação especiale perfeita, e procurou Deus na face da natureza. E não viu o Eterno agindo na história. Não entendeu o clamor da Reforma.
A TEOLOGIA DA CRUZ proclamou que todaação do Eterno é amor e que sua obra é a redenção do mundo, que tem seu centrona cruz, quando, sob olhos humanos, o Filho do Eterno parecia desamparado. Porisso, como Lutero digo que devemos ouvir.
Dr. Jorge Pinheiro

sábado, 20 de agosto de 2011

Batalha Espiritual na Alta Teologia

TEÓLOGOS CONTINUAM COMPLICANDO O QUE É SIMPLES

Agência Pavanews com informações de National Catholic Reporter

Teólogos podem ser “maldição e aflição para a igreja. Se o seu trabalho não se basear na doutrina da Igreja e em uma vida de fé ativa, acabará promovendo o “erro doutrinário e moral”, escreveu Thomas Weinandy, diretor-executivo da Secretaria de Doutrina da Conferência dos Bispos dos EUA.
O padre capuchinho alertou ainda para uma “crise” na teologia, causada por teólogos que “muitas vezes parecem ter pouca reverência pelos mistérios da fé, como são tradicionalmente entendidos e professados dentro da igreja”.
Essas declarações foram feitas em um discurso para a Academia de Teologia em Washington, DC, e publicadas em Origins, a revista oficial dos bispos dos EUA.
Weinandy é o chefe de gabinete do comitê dos bispos que recentemente emitiu um forte crítica de um livro sobre a Trindade escrito pela professora de teologia Elizabeth Johnson que, segundo eles, “destrói completamente o Evangelho e a fé de quem crê no Evangelho”. Recentemente, muitos teólogos norte-americanos reuniram-se para defender Johnson, incluindo o Conselho de Administração da Sociedade Teológica Católica da América.
O chamado para fazer teologia, segundo Weinandy, é “uma das maiores honras que Deus pode conceder a um ser humano”, mas essa honra implica uma responsabilidade de “promover e defender” a verdade filosófica e teológica, conforme é ensinado pela igreja. Para ele, muitas vezes, a teologia degrada-se em um “jogo intelectual”, baseado na “diversão de parecer inteligente e sofisticado, ou na emoção e no entusiasmo que podem advir de uma discussão acadêmica.”
O padre capuchinho salientou que a teologia também deve se basear em uma vida espiritual ativa: “A teologia pode ser a única atividade acadêmica onde alguém pode aparentemente ser considerado um especialista sem realmente conhecer o assunto. Parece, às vezes, que um teólogo nem precisa realmente conhecer a Deus.”
Em sua declaração diante dos bispos, Weinandy disse que a teologia católica tornou-se muito mais “uma tentativa da razão para julgar o conteúdo da fé como se fosse algo de origem humana”, onde os teólogos servem como “juízes que estão acima da fé e arbitram o que as pessoas devem acreditar ou não. ”
Essa abordagem, segundo ele, “às vezes, mina a fé genuína dentro do corpo de Cristo” e acaba levando pessoas “àss trevas do erro. Inevitavelmente produzem fragmentação dentro da igreja.”
Weinandy reconheceu que ao longo dos séculos, a Igreja criou diferentes “escolas” de teologia. Ainda hoje, “a igreja não está experimentando um debate entre as escolas legítima do pensamento teológico, mas uma divisão radical entre os dogmas centrais da fé católica  e a tradição moral fundamental da igreja.”
“Isto não é simplesmente a expressão de uma pluralidade de teologias”, Weinandy disse, “mas a própria desintegração da fé em si.” Para o padre, deve haver uma distinção entre a doutrina da Igreja e as opiniões dos teólogos, mas “muitos deles negligenciam a academia teológica ou simplesmente a desconhecem”.
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Thomas Weinandy, 65, é doutor em teologia histórica do Kings College, em Londres e desde 2005 atua como chefe dos bispos dos EUA para as questões doutrinárias .

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, domínio próprio. Contra essas coisas não há lei” (Gl 5.22, 23, grifos do autor).

A Bíblia identifica a Igreja como “... o precioso fruto da terra” (Tg 5.7), a concepção milagrosa de Jesus Cristo como: “... bendito [é] o fruto do teu ventre!” (Lc 1.42). A produção do verdadeiro cristão também recebe o símbolo de frutificação: “Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto...” (Jo 15.5). E a maneira mais segura de desmascarar um falso profeta é ensinada por Jesus Cristo nos seguintes termos: “Assim, pois, pelos seus frutos os conhecereis” (Mt 7.20). Para Adão e Eva, havia um fruto proibido (Gn 3.3) e uma vez por ano o povo de Israel deveria comemorar a festa dos primeiros frutos (Lv 23.10).

Como vimos, a figura do fruto se presta para ilustrar muitas coisas, inclusive a maneira cristã de vivermos neste mundo (fruto do Espírito), e nesse caso a palavra fruto tem conotação de atitude, comportamento ou de um estilo de vida, que destaca as próprias características da natureza de Deus. Está em vista aqui os atributos comunicáveis do Senhor Jesus, que podem e devem fazer parte do nosso caráter, mas isso se nos submetermos ao comando do Espírito de Deus. 

O FRUTO DO ESPÍRITO SANTO É FIDELIDADE

Paulo finaliza o versículo 22 com mais um aspecto do fruto do Espírito Santo, a saber: “... fidelidade...” (Gl 5.22). A palavra fidelidade significa exatamente o seguinte: “Qualidade de fiel, de permanecer firme em suas obrigações, crenças e convicções; observância estrita de promessas, deveres, obrigações, costumes etc.” (Dicionário Sacconi). O termo fidelidade é sinônimo de lealdade, constância, probidade e digno de confiança.

No original grego, a palavra fidelidade é pistis que também é traduzida por fé (Hb 11.1), mas de acordo com o contexto, pistis está mais associado à fidelidade, lealdade. O vocábulo denota uma espécie de confiabilidade que demonstramos com qualquer compromisso assumido. Quem realmente nasceu de novo sabe que precisa ser honesto, sincero, e fiel a Deus e aos seus semelhantes.

O termo grego pistis, traduzido em muitas outras passagens da Bíblia como fé, e aqui mais apropriadamente traduzido como fidelidade, nos faz entender que fé e fidelidade são como irmãs gêmeas idênticas. Visto que toda pessoa realmente de fé é fiel, e todo cristão fiel tem fé. Por exemplo, somente uma pessoa de fé cumpre o seu dever de devolver os dízimos e ofertas com fidelidade (Ml 3.10), mas sem esquecer-se de obedecer aos preceitos mais importantes da vontade de Deus (Mt 23.23; Mq 6.8). Isso significa dizer, que a verdadeira fé se mostra por meio de uma fidelidade completa. 

Confessamos e cantamos em nossas celebrações que Deus é fiel, de fato, o que fazemos é somente declarar uma verdade contida nas Escrituras e atestada por todos nós no dia-a-dia (Dt 32.4). Mas a questão mais crucial e que não se cala é: Somos fiéis? Cumprimos nossos deveres e compromissos com o nosso próximo, igreja e sociedade de uma maneira geral? O Espírito de Deus quer nos ajudar nesse ponto, desenvolvendo mais esse aspecto do Seu fruto.

Precisamos possuir caráter fidedigno, confiável. Integridade é um ponto indispensável para o cristão, sobretudo quando este for um líder (1Tm 3.2). Não somos perfeitos, mas precisamos ser fiéis. Pessoas fiéis também erram (Sl 37.23, 24). Deus rejeitou Saul como rei porque ele sempre justificava os seus erros (1Sm 15.14-23); Davi, ao contrário, sempre que convencido de pecado, assumia seus erros com humildade e arrependimento (2Sm 12.7-13). Por isso ele era um “homem segundo o coração de Deus” (At 13.22). 

O contrário exato de fiel é infiel. Na origem latina do termo (fides) fiel é “aquele em que se pode fiar, firmar”. Para comprar ou alugar um imóvel, por exemplo, exige-se um “fiador”, alguém que confirma, avaliza, abona a sua fidelidade. Se não cumprirmos as nossas obrigações, terminamos por trair a confiança que nos foi creditada e somos infiéis. Infidelidade faz parte do caráter do diabo (Jo 8.44), mas quem nasceu de novo precisa ser fiel, confiável, pois a “semente divina” está nele e não pode mais ser infiel (1Jo 3.8, 9).

Deus precisa de pessoas fiéis, confiáveis, íntegras (não perfeitas) para usar em Sua obra (1Co 1.26-30). Há um tipo de líder que a Bíblia chama de “adúltero”, pois, à semelhança dos cônjuges – que precisam ser leais ao voto de fidelidade que fizeram um ao outro ao se casarem – há muitos servos de Deus que vivem “traindo-o” (Tg 4.4; Lc 12.42-48). 

Será que estamos correspondendo às expectativas que Deus tem colocado em nós? O que fazemos com o ministério que Ele nos confiou? Se permitirmos ser dominados pelo Espírito Santo, a fidelidade não será uma utopia em nossas vidas e ministério, mas um estado constante!

Walter Bastos

sexta-feira, 30 de julho de 2010

SEMINÁRIO TEOLÓGICO VENDENDO DIPLOMAS

DIPLOMA CHEIRANDO TRAMBIQUE?

O diploma de bacharelado em teologia que eu levei 5 anos de estudo intenso pode ser adquirido em apenas 3 meses, ou até mesmo menos. 

Foi a informação passada diretamente pelo atendente do seminário". 

Depende do que você estiver disposto a pagar ele sai na hora!!!!!! É só o tempo de  digitar o diploma  no computador e imprimir na máquina à Laser.

Durante a Expo Cristã compareci ao estande desta escola formadora de teólogos dizendo que era um pai de santo e ofereci R$ 1700,00 para ganhar um diploma de doutor em teologia. 
Pasmem, mas me forneceram uma ficha para preencher e me prometeram o diploma para dali a dois meses!!!!!!

Fui informado de que expoentes como o Marcos Feliciano são detentores destes diplomas, conforme está no site da referida escola. Espero que seja mentira, como tudo o mais....
A foto é do momento da sua formatura, onde ele agradece a Deus pelo presente. 

Gostaria de saber o seguinte: Qual deus?
Quanto a mim, não se preocupe, não sou pai de santo, não preenchi o formulário de inscrição e nem comprei o tal diploma.

Se a fonte geradora de ministros amarga, o que podemos esperar dos frutos?

Apocalipse diz que a igreja é a mãe das abominações.

Onde foi que o imperador romano Constantino encontrou espaço para manobrar? De onde sairam todas as seitas? E 
a tietagem em torno dos ídolos gospel?

Prepare-se para um novo tempo, onde a diferença entre o joio e o trigo se tornarão óbvias.

Ubirajara Crespo

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

TEOLOGIA BÍBLICA DA ORAÇÃO


Uma regra bíblica básica nos diz que as nossas orações devem ser dirigidas a Deus Pai, em nome de Jesus Cristo o seu Filho (Mt 6.9; Jo 14.13-14; 15.16), e tudo que lhe pedirmos, seja para nós ou para nosso semelhante, deve estar alinhado com a sua Palavra escrita (1Jo 5.14, 15), mais à frente trataremos com detalhes sobre esses e outros princípios elementares da oração que Deus ouve.


Algumas vezes somos levados a orar em razão de pressões internas como: medo, tristeza, insegurança, ansiedade etc, e outras por ataques externos, como: problemas familiares, desemprego, doença do cônjuge, dos filhos ou de pessoas amadas, mas de maneira geral todos nós somos “motivados” a orar e, quase sempre as circunstâncias da vida (por permissão de Deus - 2Co 7.5) estão norteando-as.


A oração nos aproxima de Deus; e Nele encontramos a força que precisamos para enfrentar as lutas diárias. É nas crises que crescemos.


Na vida cristã tudo é um constante aprendizado, e a cada dia e situação, Deus nos ensina novas lições espirituais e entre essas preciosas lições, Ele também nos revela a melhor maneira de vivermos neste mundo. Com a oração é assim também. Em certa ocasião um dos discípulos de Cristo lhe pediu para ensiná-lo a orar, foi daí que surgiu a “oração do Pai nosso” (Lc 11.1-4). Tem muito crente que não ora simplesmente porque não sabe como e sobre o que orar. Na seqüência desse estudo estaremos apresentando uma série de princípios que, além de nos orientar na prática da oração, também servirá de forte estímulo para buscarmos a Deus “em tempo e fora de tempo”.


Queremos aprofundar o conceito de oração, por essa razão passaremos a considerar, com minúcias, a doutrina da oração.


Orar com sabedoria é privilégio de poucos, pois como os demais assuntos da teologia cristã, requer estudo, treinamento (prática contínua da oração) somado a muita fé, humildade e sinceridade, assim se faz também com a oração que Deus responde (Jo 11.41, 42).


Deus criou o homem para se relacionar, compartilhar, comungar com Ele, mas o pecado atrapalhou esse propósito divino, por essa razão, o Senhor Jesus, tornou-se carne e assumiu os nossos pecados na cruz do Calvário com o fim de nos “religar” a Deus (2Co 5.19, 20). Em Cristo voltamos ao início de tudo, no sentido de podermos ter comunhão com Deus. Essa comunhão se aprofunda por meio da leitura meditativa das Escrituras e da oração. Na verdade ocorre um diálogo entre Deus e o homem redimido, pois Ele nos fala por sua Palavra e nós lhe falamos pela oração. Quando oramos, o Espírito Santo nos ajuda (Rm 8.26), desse modo abrimos o coração para Deus falando a Ele sobre os nossos alvos, sonhos, carências e também das pessoas pelas quais intercedemos.


Além disso, adoramos ao Senhor por nos permitir conhecê-lo, e por tudo aquilo que tem feito por nós e aos nossos queridos. Esse relacionamento espiritual que desenvolvemos com o Pai vai crescendo à medida que nos comprometemos com a sua vontade revelada, que assumimos compromissos em sua obra e, sobretudo de investirmos mais tempo com exercícios espirituais, sendo que o principal deles é a oração. Se a oração está para vida espiritual como o ar está para a vida física, assim, na proporção em que fizermos da oração um estilo de vida e não apenas um momento durante o dia, é possível compreendermos os mistérios do reino de Deus (Jr 33.3; Mt 13.11) e, da vida de uma maneira geral, cada vez mais.


Deus quer se relacionar conosco mais do que podemos imaginar, quer nos falar e ensinar sobre coisas que aspiramos, mas isso depende da nossa dedicação ou obediência a Ele de um modo espontâneo, livre, amoroso. Essa busca pessoal como a do salmista (“Ó Deus, tu és o meu Deus forte; eu te busco ansiosamente; a minha alma tem sede de ti; meu corpo te almeja, como terra árida, exausta, sem água” - Sl 63.1), jamais fica sem resposta! Na verdade essa relação de amizade e amor com Deus, não termina aqui com a morte, mas continua pela eternidade afora de uma maneira que não podemos definir. Mas apesar de termos sidos criados para nos relacionar com Deus, precisamos fazer as coisas da maneira certa, segundo critérios estabelecidos pelo próprio Deus nas Escrituras.


Walter Bastos


Autor do Livro Teologia Bíblica da Oração, lançado pela Editora Naós.


www.editoranaos.com.br