A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.
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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Estudo comprova que prática religiosa na infância afasta jovens do alcoolismo e drogas

#paisefilhos 

Estudo comprova que prática religiosa na infância afasta jovens do alcoolismo e drogas


Uma pesquisa recente desenvolvida por pesquisadores de diferentes universidades norte-americanas constatou o que o bom senso já era capaz de supor. Frequentar atividades religiosas desde a infância é um dos hábitos mais eficazes para evitar o uso de drogas ou abuso de álcool na adolescência e juventude.

O estudo foi liderado pela doutora Michelle Porche e publicado num congresso acadêmico sobre superação de vícios, na Chester University, Reino Unido. Os pesquisadores concluíram que uma infância religiosa contribui para que o futuro jovem não tenha comportamentos de risco e acrescenta que “a religiosidade pode ser especialmente protetora durante o período de transição da adolescência à fase adulta”.

Não basta, contudo, simplesmente “crer”, destaca a pesquisa. A religiosidade prática, que inclui a participação frequente em celebrações, cultos ou missas, por exemplo, é o que está relacionada ao desenvolvimento de hábitos mais saudáveis e menor propensão aos vícios. “Uma maior assistência à Igreja nesses períodos da vida [infância e adolescência] pode proteger o jovem do uso precoce de álcool e contra o desenvolvimento de problemas relacionados com o alcoolismo”, diz o texto da pesquisa.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Como desarmar o chilique de um filho com uma pergunta

Texto de Fabiana Santos



Eu não li todos os livros de psicologia infantil, nem fiz nenhum curso de como evitar/interromper/acabar com o chilique de um filho. Mas por conta de uma experiência pessoal relacionada à minha filha de 5 anos, eu quero muito dividir com vocês uma “fórmula” que aprendi recentemente para a gente conseguir mudar o rumo das coisas com os filhos que insistem em fazer drama por qualquer coisa.

Antes preciso contar uma história. Minha filha entrou na alfabetização por aqui, chamada de Kindergarten, e estava um pouco ansiosa, sempre repetia que não ia dar conta nas primeiras semanas de escola, ficando um pouco nervosa. E esse comportamento acabou se desdobrando em casa: ela aumentou as situações de fazer drama para qualquer coisa, mesmo as mais simples. Por indicação da escola, procuramos uma psicóloga infantil para algumas sessões, para que a Alice pudesse falar sobre o que estava sentindo e assim as coisas poderiam se acalmar.

Dentre as várias dicas que a psicóloga Sally Neuberger deu, uma eu achei fantástica, apesar de bem simples, e é exatamente por isto que eu quero contá-la aqui.

A psicóloga me explicou que precisamos fazer a criança se sentir respeitada, no sentido de darmos valor ao que elas estão sentindo. E assim, na hora de uma crise, seja porque motivo for, uma criança a partir dos 5 anos de idade precisa ser atendida no sentido de pensar e achar a resposta sobre o que está acontecendo com ela. Esta nossa valorização sobre o que ela está passando e ao mesmo tempo o fato de incluí-la na solução da questão desmonta a criação de caso.

De forma mais objetiva: quando um chilique começar – seja porque o braço da boneca saiu do lugar, seja porque está na hora de dormir, seja porque o dever de casa não saiu do jeito que ela queria, seja porque ela não quer fazer uma tarefa – seja o motivo que for, podemos fazer a seguinte pergunta para a criança, olhando nos olhos dela e com bastante calma: “Isto é um problema grande, um problema médio ou um problema pequeno?”

Aqueles momentos pensando a respeito do que está acontecendo à sua volta, sinceramente, pelo menos aqui em casa, se tornaram mágicos. E todas as vezes que faço a pergunta e ela responde, a gente dá um jeito de resolver o problema a partir da percepção dela de onde buscar a solução. Um pequeno, sempre é rápido e tranquilo de resolver. Algum que ela considera médio, muito provavelmente será resolvido mas não na mesma hora e ela vai entender que há coisas que precisam de algum desdobramento para acontecer. Se um problema for grave – e obviamente que grave na cabeça de uma criança não pode ser algo a ser desprezado mesmo que para a gente pareça bobo – talvez seja preciso mais conversa e atenção para ela entender que há coisas que não saem exatamente como a gente quer.

Eu poderia dar vários exemplos onde tenho usado esta perguntinha nos últimos tempos. Um deles foi na hora de escolher a roupa para ir a escola (aqui não tem uniforme) e muitas vezes minha filha faz aquela cena para escolher a roupa, especialmente agora em que é preciso usar roupa de frio. Pra resumir: ela queria uma calça, a preferida dela estava lavando, começou o chororô e eu firme: Alice, isso é um problema grande, médio ou pequeno? Ela, sem graça, olhando para mim, falou baixinho: “Pequeno”.

E eu mais uma vez expliquei que já sabíamos que problemas pequenos são fáceis de resolver. Pedi sugestão de como resolveríamos aquele problema pequeno (aprendi que é importante dar tempo para ela pensar e responder) e ela: “Escolhendo outra calça”. E eu acrescentei: “E você tem mais de uma calça para escolher”. Ela sorriu e foi buscar outra calça. Dei meus parabéns por ela ter resolvido o próprio problema porque, claro, valorizar a solução é uma parte imprescindível para fechar a história.

Eu não acho que existe milagre na criação dos filhos. Outro dia estava pensando o quanto é uma verdadeira saga essa missão de colocar gente no mundo: atravessar todas as fases, trilhar caminhos que às vezes nos fazem cair em emboscadas, ter a humildade de voltar atrás para resgatar outra trilha. Este texto é sinceramente uma vontade grande de compartilhar uma luz que apareceu na minha estrada de mãe e eu espero de coração que sirva pra você também.

Fabiana Santos é jornalista, casada, mãe de Felipe, de 11 anos, e de Alice, de 5 anos. Eles moram em Washington-DC. As respostas de “problema pequeno” estão ganhando de disparada e agora Alice até ri envergonhada com o início de um chilique sem sentido. Já teve vezes dela ser sincera em dizer: “Acho que isso nem é um problema, mamãe”.

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Vale à pena estocar fórmulas de tratamento de xiliques e saber contra atacar. 

O xilique é uma fórmula de manipulação muito usada, pela criança para conseguir o que querem. 

Responder o xilique com um xilique ainda maior equivale apagar incêndio com gasolina, ao invés de água.  

sábado, 31 de dezembro de 2016

Pais e filhos

A Bíblia recomenda, veementemente aos pais, que não provoquem a ira de seus filhos. Ela ensina como ganhar os filhos e não a perdê-los. 


Autoridade e o respeito são conquistados e não impostos. A imposição é sinal de incompetência paternal. Acontece quando os pais não são vistos como exemplos dignos de serem seguidos.
A adolescência não é uma fase de rebeldia, é a fase na qual a gente colhe o que plantou até ali.
Autoridade e respeito são conseguidos mediante muito amor, paciência, dialogo, passeios, lazeres diversificado, volume de voz pendendo mais para a suavidade do que para gritos e ameaças.
Os filhos precisam

SUBMISSÃO: Filhos, obedecei a vossos pais é uma recomendação óbvia, mas esta norma não tem mão única, ou seja, só do filho para o pai. Não basta mostrar as divisas e a patente. A responsabilidade maior é sempre a do pai. O que inclui não deixar dúvida nenhuma de que seu filho é o bem mais precioso já construído pelo casal. Demonstramos isso através de atos sacrifíciais, despojamento, misericórdia, benevolência e muita paciência.

A tarefa feita a dois, sendo que do lado de cá estão os pais e do lado de lá os filhos. O objetivo final é chegar ao ponto de estarem todos de um só lado. No lazer, na fé, no amor, na missão de vida e nas amizades.

Cobranças devem acontecer, mas sempre calculando a dose certa dessa mistura de cobranças e de elogios. Quando esta dosagem não é bem feita, o relacionamento desmorona. A diferença entre o remédio e o veneno está justamente na dose. Remédio demais mata.

A organização mundial da saúde divulgou uma nota dizendo que morre mais gente por excesso de comida do que por sua escassez. São inúmeras as doenças causadas por uma dieta descontrolada. Apliquei isso ao seu relacionamento com seus filhos e descubram a dosagem correta. Dosagem que varia de criança para criança e nas suas diversas fases de vida e (infância, adolescência, juventude, adultos e meia idade).

Ubirajara C Crespo

terça-feira, 3 de junho de 2014

Vamos dar uns tapas na lei da palmada

Provérbios 22:15: A insensatez está ligada ao coração da criança, mas a vara da disciplina a livrará dela.

O que você acha da gente dar uns tapas na lei da palmada?

Antes, porém, preciso lhe avisar que sou contra totalmente contra surrar uma criança, mas totalmente favorável à disciplina física.

Surrar é totalmente diferente de disciplinar. Este último é um ato de amor, enquanto que ao bater, cedemos a surtos emocionais como ira e vingança.

A disciplina visa transmitir alguma lição de vida, usando o métodos adaptados a criança, a gravidade da transgressão e ao momento.

Há casos em que somente a vara da disciplina amortece a estulticia do coração da criança. Quando o erro não tem consequências, ele é repetido sem pejo.

Não podemos permitir que um congresso de caráter duvidoso, como o nosso, interfira na formação de nossos filhos. Provavelmente a impunidade, experimentada em seus lares, contribuiu para formar as mentes mentes corruptas do nossos parlamentares.

Bandidos bem vestidos não sabem o que é melhor para nossos filhos e eu não entregaria o meu bem mais precioso nas mãos de gente como essa.

Ubirajara Crespo

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Educação cristã terceirizada

Sobre a frequência a um local de culto, embora necessária hoje, reafirmo que a Sinagoga não tinha a sua existência justificada pelas Escrituras. Elas passaram a existir apenas durante o cativeiro Babilônico, a destruição da Jerusalém e de seu Templo. Até esta data todo ensino religioso era ministrado dentro dos lares (Dt. 6.4).

Jesus participou de reuniões nas sinagogas e não temos nenhum preceito bíblico condenando ou incentivando a sua construção. Isto faz com que não seja necessário nenhum panelaço, movimento paredista ou revolucionário.

O que havia era o Templo em Jerusalém, para o qual o adorador deveria estar votado durante suas orações. Muitos moravam bem ao norte das terras bíblicas e não frequentavam semanalmente um local de culto, pois seria uma impossibilidade provocada pela distância e precariedade dos meios de transporte da época.

Uma das tribos, que habitavam além do Jordão, construiu um altar, pois temiam que seus filhos, devido a distância, não recebessem o ensinamento correto das Escrituras.

Embora a sua motivação fosse boa, o restante de Israel, reagiu com agressividade a este ato. Mandaram um exército pedir satisfações àquela tribo, o que evitou um verdadeiro massacre. Este episódio quase trágico bem demonstra como a centralidade co culto era considerada tão importante em Israel.

Quando se fala de assumir a orientação espiritual de nossos filhos, nossa resposta foi sempre a mais fácil, isto é, elencar uma entidade ou pessoa para ser a responsável pela a educação secular e religiosa de nossos filhos.

Ensine você o caminho onde eles devem andar.

Ubirajara Crespo

Educação de filhos, Família

segunda-feira, 11 de abril de 2011

MALDIÇÕES OU BÊNÇÃOS FAMILIARES?

A família é sem dúvida alguma uma verdadeira encubadora onde caráter e comportamento são formados. É no lar que sonhos são alimentados, esperanças crescem e potenciais são descobertos e desenvolvidos. Para que tudo isto aconteça, é necessário que antes de mais nada, três componentes básicos de uma família estejam reunidos dentro de um mesmo teto: Deus, pais e filhos. Quando falta um destes, podemos afirmar que temos uma família descaracterizada.

As grandes soluções são bem mais simples do que podemos imaginar. Deus não é complicado. É dele que vêm os sonhos e as esperanças mais dignas e é preciso sonhar os sonhos de Deus para o lar, pois os sonhos de Deus são bem melhores do que os nossos. Os pensamentos de Deus devem ser absorvidos por pais que estejam dispostos a passá-los para seus filhos.

Havia um sonho divino para a família de Abraão: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra” (Gn.121-3). Há propósitos divinos para a sua família também, querido leitor. Sonhos perdidos precisam ser reencontrados. Mesmo quando desastres provocam desagregações familiares, podemos reconstruir nossa história. Vamos então rever o contrato que Deus fez com a família. Há uma aliança familiar que deve ser assumida definitivamente. Deus tem um objetivo para cada família.

Os objetivos de Deus estão previstos no contrato feito com cada casa. Nos planos do Senhor havia um lugar para a família de Davi e seus descendentes e há um lugar para a sua família também. “Ora, se tu andares perante mim como andou Davi, teu pai, com inteireza de coração e com eqüidade, fazendo conforme tudo o que te ordenei, e guardando os meus estatutos e as minhas ordenanças, então confirmarei o trono de teu reino sobre Israel para sempre, como prometi a teu pai Davi, dizendo: Não te faltará varão sobre o trono de Israel” (1Rs.9.4,5).

Deus tem planos de paz para nós e não de extermínio. Há quem carregue uma espécie de “carma evangélico” e assuma uma atitude de auto expiação, achando que devem sofrer por causa de seus pecados. Jesus já fez isso por nós. No salmo 103 lemos que “Ele não nos trata segundo os nossos pecados”. Infelizmente ficamos afligindo nossas mentes com lembranças do passado. É que os sintomas físicos são bem visíveis e funcionam como espinhos na carne, mensageiros de Satanás que nos atormentam. Devemos tomar posse do perdão, seja qual for o problema que estejamos experimentando.

Não leve a vida tão a sério, você pode se machucar. Brinque mais consigo mesmo, aprenda a ver suas limitações com uma certa pontada de humor. Algumas situações são irreversíveis, não adianta lamuriar. Apesar de ser filho de Deus, sou daltônico (dificuldade para discernir cores). É uma questão de genética.

Já aprendi a conviver com minhas limitações com uma boa dose de humor. Outro dia tinha que tirar umas fotografias para um de meus livros, como a Lidia não estava em casa para me orientar quanto à roupa, resolvi, eu mesmo, escolher as cores. Quando passei pela cozinha, a faxineira, começou a dar risada, pensando que eu estivesse fazendo alguma brincadeira. Eu perguntei: - O que foi???? Depois que ela se compôs, me disse: - não dá para tirar fotografia daquele jeito, pois nada combina. Depois disto arrumei o visual, desci para conferir novamente e fui adiante.


Seus defeitos são para que você não fique soberbo demais com suas qualidades. A casa de Davi foi feita para reinar sobre Israel, mas enfrentava problemas familiares tremendos: incesto, traição, desrespeito, guerras e mortes na família. Havia, no entanto, um propósito a cumprir e para cumpri-lo, Davi não poderia se dar ao luxo de ficar chorando incessantemente em cima do leite derramado. Era uma visão messiânica, pois através desta casa veio Jesus, que era descendente de Davi. Este veio para reinar sobre toda a Terra e sobre todos os povos e o seu trono não terá fim. Assim como a casa de Davi, todas as famílias têm uma história de bênçãos para contar.

Do Livro - Não faça de Seu filho uma arma, a vítima será você.


Assista esta mensagem em vídeo:


terça-feira, 20 de julho de 2010

Resposta da Igreja diante do projeto que regula a disciplina física na criança?

Ingredientes Básicos da Disciplina

Eu diria que o processo disciplinar deve conter dois ingredientes básicos: disciplina física e diálogo. Devemos nos utilizar desses dois componentes em proporções adequadas à idade física e emocional de nossos filhos. Na medida em que vão crescendo, o diálogo deve se tornar o ingrediente mais importante dessa fórmula, até chegar a ponto de ser o único. Essa é uma transição que deverá acontecer gradativamente. Na adolescência, o diálogo deve ser mais freqüente, se não funcionar, talvez seja porque a vara ou o diálogo não foram utilizados nas proporções corretas.

Um dos objetivos da vara é criar certos condicionamentos ou hábitos. No início a criança, sem que haja qualquer grande elaboração mental, aprende que não deve fazer algo porque ao fazê-lo, sente uma batidinha repressora na mão. Isto cria hábitos e reações. A Bíblia, porém, nos ensina a dar razão da esperança que há em nós.

Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós (1Pe 3.15)

Trazendo esse princípio para nosso assunto, precisamos apresentar razões ou motivos pelos quais se deve fazer ou não determinadas coisas. Não custa nada explicar e ele se sentirá honrado e importante. Deixe claro que a vara dói também em você. Não tenha vergonha de chorar com ele.

A vara cria hábitos, mas o diálogo esclarece a respeito dos motivos da disciplina. A criança atinge a fase dos “por quês” e muitos pais não sabem lidar com esses sinais de amadurecimento intelectual. A vara sem diálogo provoca revolta. Até mesmo para uma criancinha apanhar sem saber exatamente por que, pode levá-la, com sua capacidade de raciocínio ainda em formação, a entender que seus pais estão sempre zangados com ela e que não faz nada direito.

Não estou falando somente do tipo de explicação que esclarece o motivo imediato da disciplina. São coisas do tipo: vai apanhar porque quebrou a louça, ou porque não fez seus deveres, ou porque bateu no irmãozinho. Refiro-me às razões últimas da disciplina, as motivações que estão por detrás dessa prática. A disciplina não é motivada por um momento, mas pelo interesse e pelo amor. À medida que seu filho cresce, vai se tornando cada vez mais capaz de assimilar conceitos abstratos, de se fixar em conversas mais longas e sente-se satisfeito quando as respostas são inteligentes.

O problema é que à medida que nossos filhos vão se tornando capazes de conversar, envelhecemos, nos calamos e acabamos criando um abismo de gerações entre nós. O pessoal mais antigo tende a tornar-se fechado e incapaz de compreender esses novos hábitos que se criaram em nossa sociedade. Alguns chegam mesmo a suspirar: “Nos meus tempos...” Ora os meus tempos não passaram, estou vivo hoje e não ando de carroça só para contrariar, vou de metrô, e se possível, de carro.

Para muitos parece ser mais seguro estabelecer uma lista de regras fixas do que tentar entender que os filhos não são mais crianças. Quando eram pequenos, era só mostrar o cinto, que tudo dava certo. Agora que eles pensam e são mais fortes do que eu, como fazer?

Se meus filhos são grandes, não casados ainda, isto não elimina a minha obrigação como pai, de orientá-los, principalmente nesses primeiros passos em sua carreira profissional. Às vezes preciso falar grosso e ser mais incisivo do que o normal. O que garante que eles me ouvirão? O respeito conquistado durante todos esses anos. Em uma fase mais adulta, o respeito, não a dependência, toma o lugar da pressão física. É algo que se conquista. 

Se ainda não conquistou, comece agora, mas saiba que essas coisas geralmente demandam algum tempo. Talvez alguns de nós precisemos começar tudo de novo. Devemos ver menos televisão, olhar mais nos olhos uns dos outros e fazer alguns projetos que exijam a participação de toda a família.

Ubirajara Crespo

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Sabedoria se transmite ou se aplica?


2Rs 10.1,2: Foi Roboão a Siquém, porque todo o Israel se reuniu lá, para o fazer rei.

Sabedoria a gente desenvolve mediante a capacidade de aprender com a vida. Alguns precisam de mais tempo do que outros e ainda há aqueles, para quem, nem todo o tempo do mundo é suficiente. A fonte da sabedoria de Salomão não era o berço, foi implantada sobrenaturalmente, era pessoal e intransferível, algo que ocorreu entre ele e Deus. Quem quiser beber desta fonte, precisa alcançar o mesmo nível de intimidade com o altíssimo.
Roboão, seu filho, foi reprovado logo no seu primeiro teste: "Mandaram chamá-lo; veio ele com todo o Israel a Roboão, e lhe falaram: Teu pai fez pesado o nosso jugo; agora, pois, alivia tu a dura servidão de teu pai e o seu pesado jugo que nos impôs, e nós te serviremos". 

Da sabedoria do Rei Salomão, restou para o seu filho e natural sucessor apenas o palito do picolé. Nem tudo que nasce no forno é biscoito, assim como nem todos que nascem de Salomão sabem tocar violão.
Como passar sabedoria adiante? Só se além de reinos, abastança, carros, palácios e fama, transmitirmos valores subjetivos que libertam a alma das tentativas de suborno mais arrojadas. Só dando o endereço da fonte onde bebemos. Isto não é alcançado mediante discursos, mas mediante demonstrações. Infelizmente a sabedoria ainda não é transmitida por osmose e nem pela engenharia genética, pelo menos no caso do filho de Salomão. Esta tecnologia ainda está longe de ser alcançada.

Sabedoria é tradução da palavra hebraica hokmah, que tem a ver com a capacidade de transformar teoria em prática. E olha que Roboão nem esperou o seu pai esfriar no caixão para demonstrar sua incompetência logo no início de seu mandato. Já foi atropelando o povo, desrespeitando o conselho dos mais experientes, provocando um racha de proporção nacional e conseguiu destruir tudo o que Davi, seu avô construiu. Ele transformou a sua própria gente em inimigos.

Dos mais antigos recebeu o seguinte conselho: "Se te fizeres benigno para com este povo, e lhes agradares, e lhes falares boas palavras, eles se farão teus servos para sempre. Porém ele desprezou o conselho que os anciãos lhe tinham dado".
Dos seus amigos de infância ouviu e seguiu o seguinte conselho: "Assim falarás ao povo que disse: Teu pai fez pesado o nosso jugo, mas alivia-o de sobre nós; assim lhe falarás: Meu dedo mínimo é mais grosso do que os lombos de meu pai". 

Sua impetuosidade dividiu a nação. Salomão, porém, não saiu ileso desta crise, pois apesar da sua incrível capacidade para gerenciar o Reino, não teve o mesmo desempenho ao administrar o seu lar. Não conseguiu passar adiante o mapa da sabedoria que lhe fora implantada sobrenaturalmente.
Preciso admitir que administrar uma família tão numerosa como a dele, não deve ter sido uma tarefa nada fácil. Não sei se Salomão demonstrava para com as demais esposas, o mesmo pique amoroso que declarou ter com Sulamita no livro de Cantares, mas certamente gerou grandes expectativas. Provavelmente, por conta da sua ocupação, saiu desta vida devendo amor para muita gente: Filhos, irmãos, amigos de infância e muitos que um dia foram imprescindíveis para ele, mas que foram separados pelo "cumprimento do dever". Talvez seja por este motivo que Salomão concluiu que tudo era vaidade, que correu atrás do vento e que debaixo do Sol não há nada que seja de extrema importância.
Ec 2.10,11: "Tudo quanto desejaram os meus olhos não lhes neguei, nem privei o coração de alegria alguma, pois eu me alegrava com todas as minhas fadigas, e isso era a recompensa de todas elas. Considerei todas as obras que fizeram as minhas mãos, como também o trabalho que eu, com fadigas, havia feito; e eis que tudo era vaidade e correr atrás do vento, e nenhum proveito havia debaixo do sol".

Quando Salomão liberou testosterona, se deixou dominar completamente pelos desejos que ela provoca. Ele foi a sua primeira vítima, o primeiro a pular fora do barco moral que construíra no livro de Provérbios.
Salomão não utilizou sua sabedoria em todos os momentos da sua vida. Se o fizesse, teria se lembrado do estrago que uma única mulher causou em toda a humanidade, levando o seu marido, Adão a fazer a maior de todas as besteiras que alguém poderia fazer. Agora, logo ele, o mais sábio dos homens achou que daria conta de algumas centenas de representantes de uma espécie tão perigosa.

1Rs 11.1,2: "Ora, além da filha de Faraó, amou Salomão muitas mulheres estrangeiras: moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hetéias, mulheres das nações de que havia o SENHOR dito aos filhos de Israel: Não caseis com elas, nem casem elas convosco, pois vos perverteriam o coração, para seguirdes os seus deuses".
Uma boa parte destes casamentos foram fruto de negociações políticas. Um dos costumes mais nefastos da época era considerar as filhas como moeda de troca. Uma dança do ventre bem sensual vista por uma cabeça estimulada pelo vinho acaba com qualquer tipo de sabedoria. É melhor se afastar, como fez José, do que tentar resistir. A sua sabedoria não foi hereditária, mas a testosterona foi. Seu pai, Davi demonstrou esta mesma tendência de queda, quando de sua sacada, viu Betseba tomando banho diante de uma janela "estrategicamente" escancarada. Salomão foi envolvido uma decisão muito difícil para quem tem muito amor pra dar: Deixar-se levar pela dança de uma gatinha tão sensual, ou obedecer a Deus. O diabo nem lhe deu chance de pensar e muito menos de medir as consequências, sua mente já estava subornada e não encontrava outra saída a não ser embarcar nesta canoa furada.
A moral da história reside no seguinte: Dons e ministérios dados por Deus podem se transformar em bênção ou maldição. Na metade do caminho tudo pode mudar. A fama, a adulação, o controle exercido sobre outros, a badalação, a tietagem e as vantagens financeiras fazem com que a cabeça pensante seja tele transportada para o ventre, ou para algum outro local igualmente impróprio.

Diga-me uma coisa: Se nem Salomão resistiu a este tipo de suborno, você acha que alguém mais teria a capacidade de resistir?

Ubirajara Crespo



terça-feira, 10 de novembro de 2009

Jesus ou a cadeia? Pode se tornar uma opção.


"QUEM LEVA O FILHO PRA JESUS NÃO VAI BUSCÁ-LO NA CADEIA"


Em pesquisa realizada em março de 2004, pelo IBOPE, entre os psicólogos do Conselho Federal de Psicologia, os entrevistados colocaram o Dr. Içami Tiba como terceiro autor de referência e admiração - o primeiro nacional.

• 1º- lugar: Sigmund Freud;

• 2º- lugar: Gustav Jung;

• 3º- Lugar: Içami Tiba

Palestra realizada pelo Dr. Içami Tiba:

1. A educação não pode ser delegada à escola. Aluno é transitório. Filho é para sempre.

2. O quarto não é lugar para fazer criança cumprir castigo. Não se pode castigar com internet, som, TV, etc.

3. Educar significa punir as condutas derivadas de um comportamento errôneo. Queimou índio pataxó, a pena (condenação judicial) deve ser passar o dia todo em hospital de queimados.

4. É preciso confrontar o que o filho conta com a verdade real. Se falar que professor o xingou, tem que ir até a escola e ouvir o outro lado, além das testemunhas.

5. Informação é diferente de conhecimento.. O ato de conhecer vem após o ato de ser informado de alguma coisa. Não são todos que conhecem. Conhecer camisinha e não usar significa que não se tem o conhecimento da prevenção que a camisinha proporciona.

6. A autoridade deve ser compartilhada entre os pais. Ambos devem mandar. Não podem sucumbir aos desejos da criança. Criança não quer comer? A mãe não pode alimentá-la. A criança deve aguardar até a próxima refeição que a família fará. A criança não pode alterar as regras da casa. A mãe NÃO PODE interferir nas regras ditadas pelo pai (e nas punições também) e vice-versa. Se o pai determinar que não haverá um passeio, a mãe não pode interferir. Tem que respeitar sob pena de criar um delinqüente.

7. Em casa que tem comida, criança não morre de fome . Se ela quiser comer, saberá a hora. E é o adulto quem tem que dizer QUAL É A HORA de se comer e o que comer.

8. A criança deve ser capaz de explicar aos pais a matéria que estudou e na qual será testada. Não pode simplesmente repetir, decorado. Tem que entender.

9. É preciso transmitir aos filhos a idéia de que temos de produzir o máximo que podemos. Isto porque na vida não podemos aceitar a média exigida pelo colégio: não podemos dar 70% de nós, ou seja, não podemos tirar 7,0.

10. As drogas e a gravidez indesejada estão em alta porque os adolescentes estão em busca de prazer. E o prazer é inconseqüente.

11. A gravidez é um sucesso biológico e um fracasso sob o ponto de vista sexual.

12. Maconha não produz efeito só quando é utilizada. Quem está são, mas é dependente, agride a mãe para poder sair de casa, para fazer uso da droga . A mãe deve, então, virar as costas e não aceitar as agressões. Não pode ficar discutindo e tentando dissuadi-lo da idéia. Tem que dizer que não conversará com ele e pronto. Deve 'abandoná-lo'.

13. A mãe é incompetente para 'abandonar' o filho. Se soubesse fazê-lo, o filho a respeitaria. Como sabe que a mãe está sempre ali, não a respeita.

14. Se o pai ficar nervoso porque o filho aprontou alguma coisa, não deve alterar a voz. Deve dizer que está nervoso e, por isso, não quer discussão até ficar calmo. A calmaria, deve o pai dizer, virá em 2, 3, 4 dias. Enquanto isso, o videogame, as saídas, a balada, ficarão suspensas, até ele se acalmar e aplicar o devido castigo.

15. Se o filho não aprendeu ganhando, tem que aprender perdendo..

16. Não pode prometer presente pelo sucesso que é sua obrigação. Tirar nota boa é obrigação. Não xingar avós é obrigação. Ser polido é obrigação. Passar no vestibular é obrigação. Se ganhou o carro após o vestibular, ele o perderá se for mal na faculdade.

17. Quem educa filho é pai e mãe. Avós não podem interferir na educação do neto, de maneira alguma. Jamais. Não é cabível palpite. Nunca..

18. Se a mãe engolir sapos do filho, ele pensará que a sociedade terá que engolir também.

19. Videogames são um perigo: os pais têm que explicar como é a realidade, mostrar que na vida real não existem 'vidas', e sim uma única vida. Não dá para morrer e reviver. Não dá para apostar tudo, apertar o botão e zerar a dívida.

20. Professor tem que ser líder. Inspirar liderança. Não pode apenas bater cartão.

21. Pais e mães não pode se valer do filho por uma inabilidade que eles tenham. 'Filho, digite isso aqui pra mim porque não sei lidar com o computador'. Pais têm que saber usar o Skype, pois no mundo em que a ligação é gratuita pelo Skype, é inconcebível pagarem para falar com o filho que mora longe.

22. O erro mais freqüente na educação do filho é colocá-lo no topo da casa. O filho não pode ser a razão de viver de um casal. O filho é um dos elementos. O casal tem que deixá-lo, no máximo, no mesmo nível que eles. A sociedade pagará o preço quando alguém é educado achando-se o centro do universo.

23. Filhos drogados são aqueles que sempre estiveram no topo da família.

24. Cair na conversa do filho é criar um marginal. Filho não pode dar palpite em coisa de adulto. Se ele quiser opinar sobre qual deve ser a geladeira, terá que mostrar qual é o consumo (kWh) da que ele indicar. Se quiser dizer como deve ser a nova casa, tem que dizer quanto isso (seus supostos luxos) incrementará o gasto final.

25. Dinheiro 'a rodo' para o filho é prejudicial. Mesmo que os pais o tenham, precisam controlar e ensinar a gastar.

O palestrante é membro eleito do Board of Directors of the International Association of Group Psychotherapy.


Conselheiro do Instituto Nacional de Capacitação e Educação para o Trabalho "Via de Acesso". Professor de cursos e workshops no Brasil e no Exterior.