A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A NAVALHA NA CARNE

A lei da causa e efeito cabe como uma luva em nossas relações interpessoais. Uma ação nossa provoca uma reação no outro. É dando que se recebe, mas se der para receber, atrairá "amigos" que só investem em quem pode dar retorno, assim como você fez com ele.

Da mesma forma, este efeito bumerangue também funciona em nosso relacionamento com Deus, onde tudo o que vai, volta.

O Pai, porém, não nos devolve o mal na mesma proporção, pois seríamos totalmente consumidos. A sua resposta não é destemperada nem a sua abordagem interesseira, mas justa.

Um justo não faz vista grossa para o erro, pois o salário do pecado ainda é a morte. Ele mostra o mal e avisa a respeito das consequências. 

O Pai joga areia na fonte do mal e corta o seu abastecimento:

"Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria" (Cl 3.5).

Esta fonte produz material para a construção de um altar para a adoração de si mesmo, a mais nefasta forma de idolatria já inventada.

O hedonista visa somente a satisfação pessoal, mesmo que dure apenas um momento ou que alguém pague um alto custo por ele.

A Egolatria nos aproxima de pessoas com potencial para nos dar prazer, posição e dinheiro.

Me aproximo da moça porque é bonita, do empresário porque tem dinheiro e do político porque faz indicações.

O desejo maligno assume várias formas neste altar, provocando a ira de Deus.

Nele está a fonte geradora de problemas duráveis e eternos. "...por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]".

Não se deixe enganar por quem ensina que seu algoz é o diabo e transfere para ele a responsabilidade de seus problemas.

Se durante uma batalha espiritual, fizer dele o seu alvo principal, desperdiçará munição.

Mire no seu próprio pé, a carne é a fonte que precisa secar.

Se não a balançarmos diante do olhar faminto do inimigo, ele não terá onde jogar os seus dardos.

Vamos terminar esta conversa como Paulo introduziu o assunto, dando a razão pela qual devemos suprimir a nossa natureza carnal:

"Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então, vós também sereis manifestados com ele, em glória" (Cl 3.4).

A luz produzida por Cristo, durante a sua manifestação, será tão intensa que nada ficará sem ser revelado.

Inclusive nós e a verdade a nosso respeito. Estaremos todos debaixo deste holofote. Até aquilo que escondemos debaixo do tapete se manifestará.

Podemos jogar tudo a sujeira debaixo de cobertas costuradas com linguagem Gospel e lacinhos litúrgicos.

A caca vai ser jogada no ventilador.

Para que a nossa natureza terrena não seja denunciada não adianta disfarçá-la, só matando, só enterrando.

Somente debaixo de muitos palmos de terra a carne não se manifestará.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

A BABILÔNIA GANHA CORPO

Notícia do site Antena Gospel:

http://www.antenagospel.com.br/index.php?cod=601&COD_NOTICIA=1450  
Papa defende criação de “autoridade política mundial” e reforma da ONU
07/07/2009

O Papa Bento XVI defende a criação de uma “autoridade política mundial” para “sanear as economias afetadas pela crise” e considera urgente uma reforma da Organização das Nações Unidas – refere a sua primeira encíclica social, hoje divulgada.
“Para governar a economia mundial, sanear as economias afetadas pela crise, prevenir o seu agravamento e maiores desequilíbrios,” é “urgente que seja criada uma verdadeira ‘ autoridade política mundial’”, escreveu o chefe da Igreja Católica na encíclica “Caritas in veritate”, um texto de 150 páginas que aborda as grandes questões que se colocam atualmente à sociedade.
Uma tal ‘autoridade política mundial’ constituiria “um grau superior de organização à escala internacional de tipo subsidiário para o governo da mundialização” e deveria também proceder a “um desejável desarmamento integral, garantir a segurança alimentar, assegurar a proteção do ambiente e regular os fluxos migratórios”, defende Bento XVI.
Uma tal entidade deveria “ser regulada pelo direito, ajustar-se de maneira coerente aos princípios da subsidariedade e da solidariedade [e] ser orientada para o bem comum”, acrescentou.
No entender do Papa, “face ao desenvolvimento irresistível e à interdependência mundial, agora que estamos em presença de uma recessão igualmente mundial, a urgência da reforma da Organização das Nações Unidas como a da arquitetura econômica e financeira internacional encontra um largo eco”.

Fonte: Publico PT

COMENTÁRIO

Ap 14.8,9: 

Babilônia será uma mistura de religião e estado. O sonho dos atuais conquistadores evangélicos é infiltrar-se na política e costurar nela uma roupagem cristã. Vestimenta sacerdotais já foram muito usadas para esconder interiores afetados por males devastadores. Estas vestes são material coadjuvante na construção de teocracias. Note que eu falei teocracias e não teocracia, pois cada um quer construir a sua teocracia particular, por não pereceber que existe um único Deus. 
A teocracia não gira e nem se expressa em torno de um homem. Ela é uma submissão coletiva mas também voluntária centralizada em torno do Eterno e único Senhor. foram construídos diversos modelos de teocracia: A Metodista, a Batista, a assembleiana, a neopentecostal, a apostólica, a episcopal, a internacional, a local a neoapostólica e a independente e o que já apareceu e ainda não vimos.

Não seremos capazes de instalar um governo divino sem antes respondermos as seguintes questões:

1.A teocracia é uma forma ou estilo de governo?
2.Os que defendem regimes Teocráticos se assentarão, todos ao mesmo tempo neste trono?
3.Este lugar no Trono está em aberto ou já tem dono?
3.Deus abriu licitação?

O poder é um vinho de gosto suave que vicia e cria dependência. Para manter esta garrafa sempre cheia é preciso fazer alianças com fabricantes de marcas religiosas ou não, geradoras de estatus, dinheiro, poder e popularidade. Muitos se embriagam com o tentador vinho do poder. Este vício construirá inúmeras Babilônias, mas, como todos os vícios, também a destruirá.

Babilonia é uma sedutora instituição religiosa que sabe falar a linguagem dos nossos sonhos. Promete almas, púlpitos, igrejas, discípulos e nos convence de que somos os maiorais.

Babilônia é uma estrutura de manutenção extremamente cara. A maior parte do dinheiro arrecadado com dízimos e ofertas é investido na manutenção desta estrutura e não na pregação do Evangelho.

O Jornal Estado de São Paulo de 08/12/2009, notociou que o prefeito propôs no orçamento da cidade de São Paulo, uma verba de publicidade quatro vezes maior do que a verba destinada para as áreas com risco de desabamentos provenientes das enchentes. Este orçamento ainda precisaria ser aprovado pela Assembléia da cidade, onde dupostamente haveria pessoas mais interessadas no bem estar do povo do que na promoção do Estado em ano eleitoral. 

Alguns dos modelos de teocracia já instalados no universo religioso centralizam as decisões financeiras nas mãos de uma única pessoa. Apenas para inglês ver, visto que as leis do país assim o exigem. A maioria, por imposição legal, até criam um conselho curador de paus mandados, ao qual, dentro de um regime teoricamente teocrático, compete apenas aprovar o que, teoricamente, Deus mandou fazer através daquele, que também teoricamente é o "Seu enviado"

Ubirajara Crespo

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

O BEIJO DA SERPENTE

A partir de que momento o servo se torna árbitro? Segundo Paulo, o perigo é iminente, caso contrário, não precisaríamos ser advertidos: 

"Ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal (Cl 2.).

Esta mudança de hábito ocorre depois que dons e talentos sobem à cabeça e a fonte destas dádivas muda de endereço. Ir da luz para as trevas ou das trevas para a luz é um tráfego que se intensifica na medida em que nos aproximamos do destino final: O Reino definitivo de Yeshua.

No meio deste caminho haverá muita gente trocando de lado, sem trocar de discurso e sem admitir clara e publicamente esta troca. Com o aumento deste trânsito o engarrafamento tornará difícil saber quem está indo e quem está vindo. O discurso religioso, mesmo desacompanhado da prática, ainda atrai muita gente, por isto não vale a pena abandoná-lo.

Como saber se o discurso é praticado pelo seu apresentador? Pergunta que se torna difícil de responder quando a distância entre o pregador e seus ouvintes aumenta.

Esta distância é intensificada pela construção de grandes auditórios e pelo cerco do discursador por seguranças, que dificultam a aproximação. Como saber se ele faz o que prega se o que sabemos a seu respeito é o que diz do palco? O discurso pode ser apenas uma cantada, mais um beijo sedutor da serpente. Reluz, mas não agrega valor, late mas não morde.

Papagaios percebem que ao reproduzirem alguns sons, atraem o afago e a admiração de seus expectadores. A alienação é o prato preferido do totalitarismo eclesiástico. Somente ao cair em ouvidos bem informados o discurso sedutor se esvazia. Então vamos esvaziá-lo.  

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

RECEITA RELIGIOSA COSINHANDO EM FOGO MORNO

Fica difícil cozinhar, na mesma panela, ingredientes como maldade, fé, adultério e expectativa messiânica. Talvez fosse este o sinal que esperado por "uma geração má e adúltera pedindo um sinal" (Mt 16.4).

Jesus deixou claro nesta declaração que algumas escolhas são irreconciliáveis.

Não há tarefa mais inútil do que tentar aliviar o peso de perversidades acumuladas por gerações com aparências e compensações religiosas. Obviamente não foi por temer a Deus que estas pessoas solicitaram um sinal da vinda do Messias. 

Não passava de uma maldosa armação embrulhada num pacote enfeitado com confete religioso. A dissimulação é o sujeito que ficou claro nesta frase, apesar da tentativa de ocultá-lo por detrás de vocabulário religioso e zelo dissimulado.

"Aproximando-se os fariseus e os saduceus, tentando-o, pediram-lhe que lhes mostrasse um sinal vindo do céu" (Mt 16.1). 

A atitude daqueles questionadores, não me preocupa tanto quanto as tentativas satânicas de me colocar nesta mesma prisão. Preciso me manter vigilante, e evitar que uma seringa contaminada injete em minha alma uma fórmula composta por palavras certas, liturgias aceitáveis e motivações erradas. É parecer santo sem viver a santidade ou declarar libertação sem arrependimento e mudança de vida.


Jesus reconheceu que o senso de observação apurado dos farizeus era capaz de fazer previsões do tempo de curto prazo. Sensurou-os, porém, por não serem capazes de detectar sinais óbvios do advento do Messias. Sua cegueira espiritual era turbinada pela sua ignorância das Escrituras. Suas brilhantes conclusões adivinham dos sentidos e da razão e não da iluminação. "Chegada a tarde, dizeis: Haverá bom tempo, porque o céu está avermelhado" (Mt 16.2).




A percepção da aproximação de alterações climáticas no mundo espiritual é um dom dado a todos, não apenas ao big boss denominacional. É composta por valores subjetivos aliados objetivos. O fator subjetivo funciona como uma luz amarela que acende no interior de quem anda com Deus. Um sinal que alerta da possibilidade de perigo iminente.


O fator objetivo vem do conhecimento das profecias bíblicas contestualizadas a informações vindas do noticiário. Os farizeus estudavam a Bíblia, mas perderam a percepção profética e ficaram insensíveis aos sinais que os tempos conferem. Jesus os confrontava com esta perda de percepção.


"Sabeis, na verdade, discernir o aspecto do céu e não podeis discernir os sinais dos tempos?" (Mt 16.3)


Jesus não perdia tempo montando um circo para assistentes descomprometidos, que até pagariam o ingresso, mas de quem extrairia apenas dinheiro, aplausos e admiração.

Para estes simplesmente dizia: RESPEITÁVEL PÚBLICO: O espetáculo não vai começar! "...nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas" (Mt 16.1-4).

O sinal de Jonas nos convoca, não apenas para assistir, mas para participar de uma tragédia pessoal, onde se morre para o mundo e se vive para Deus. O escript inclui a cena do crime, destacando a cruz onde nos tornamos cúmplices da morte do "velho homem" e a tumba que engole a carne, assim como Jonas foi engolido por um peixe. Ali perdemos o contato com o mundo e experimentamos a nossa redenção.

Este drama terminará quando a terra vomitar quem a vomitou. O que são três míseros dias de contenção para quem aguarda a glória eterna?

Ubirajara Crespo

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Discipulando na Boquinha da garrafa

UMA ROLHA NO GARGALO

Lembro de ter acesso a uma estatística que mostrava os discípulos alcançando, no máximo, 60% do que alcançou o mestre. Se eu não crescer, viro uma rolha no gargalo, um limitador e deixo de ser uma alavanca, uma escada ou um trampolim.

Diga-se de passagem que uma escada leva a outro lugar, e não para mim mesmo. Jesus disse que o servo não é maior do que o Senhor. Talvez seja por isto que ele nos chama de amigos e nos acena com a possibilidade de fazermos as mesmas obras que Ele fez e ainda maiores. O amigo, disse Jesus, ensina todas as coisas, não reserva para si um pulo de gato, uma exclusividade. Isto é coisa de senhorio feudal.

O discípulo não é meu, é de Jesus. Se o mantenho meu, está sob rédeas curtas e tem o seu alcance delimitado por mim e pela posição que ocupo no organograma. O máximo que conseguirá ir, é até onde estou, ou melhor, a 60% disto.

As grandes perguntas do discipulador deveriam ser:

1.Até onde cheguei?

2.Até onde pretendo ir?

3.Estou levando alguém comigo?

4.Sou gargalo ou escada?

5.Deixo o discípulo me ultrapassar ou neste trânsito costumo dar fechadas?

6.Tenho prazer em controlar ou em emancipar?

Só posso me considerar um discípulador realizado quando vir meus meninos andando sozinhos. Quanto menos eles precisarem de mim, melhor.

Através de um trampolim, as pessoas mergulham em águas profundas. Caso contrário sou uma rolha no gargalo.

Estas rolhas proliferam em igrejas de regime piramidal (centralizador), onde o líder máximo nunca é ultrapassado.

Neste tipo de regime a estrada é estreita e não é há espaço para manobra dos demais carros, todos seguem em comboio.

Transformando em prática:

1.tenho subordinados ou colaboradores?
2.Exerço controle usando meus títulos e o organograma ou treino?
3.A Instituição que eu criei é uma prisão de pontenciais ou um celeiro de possibilidades?

Ubirajara Crespo