A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.
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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Igreja se dividiu por causa de assuntos periféricos ao invés de se unir em torno do que é essencial

Você já notou, que os assuntos, que nos dividem poderiam ser categorizados como a periferia da fé cristã? Nada mais relevante do que quantidade de água, rótulos, nomes, sacramentalização de dias, festas, costumes, cumprimento da saia, tamanho do cabelo, pré/pós/mídi tribulacionismo, cerimonialismo religioso, gesticulacao litúrgica, preferências pessoais, nível do barulho litúrgico, o tamanho do tombo ungido, gostos pessoais, etc.

Deveríamos nos preocupar mais com a Igreja perseguida, com a mortificação da carne, com o desenvolvimento de atitudes como amor, pacificação, unidade, uso da língua, atitudes, ética, testemunho, evangelização, missões, o uso do dinheiro sagrado, o estabelecimento de limites para a disputa entre humildade X soberba, etc.

Se a quantidade de água usada no batismo fizesse alguma diferença, eu gostaria de ser batizado no Oceano Atlântico e não apenas com com apenas com algumas gotas de água ou de uma quantidade apenas suficiente para encher uma bacia, uma banheira, um batisterio ou uma piscina. 

O que será dos batisterios se a escassez de água, que assola o sudeste do país se agravar ainda mais?

Se falar em línguas, cair ao orar, levantar as mãos e exagerar na água me fizesse exagerar na santidade, no trato, na honestidade, na freiada da língua, no coração limpo, na contenção da vingança e da desconfiança, não teria motivo algum para economizar água.

Vamos deixar de lado estes assuntos, que tanto nos dividem e correr para o que é perfeito, conforme Paulo sugeriu em 1Co 13. Ora, o perfeito é o amor.

Igreja se dividiu por causa de assuntos periféricos ao invés de se unir em torno do que é essencia

Ubirajara Crespo 

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

CORPO MÍSTICO OU FANTASMA?

A Igreja primitiva não tinha nome nem endereço fixo. Quando se referiam a ela, os escritores bíblicos tão somente indicavam os destinatários das suas cartas como a Igreja que esta na "cidade tal". Como um Corpo, era uma extensão da pessoa de Cristo, revelando seu caráter, seu amor, sua alegria, sua Fe e seu poder.

A Igreja fazia com que o povo da cidade sentisse que Jesus morasse ali, falasse com eles, fizesse compras, vendas e tivesse momentos de lazer. Jesus era a Igreja e a Igreja era Jesus. Por não possuir personalidade jurídica, prédios, placas ou propriedades, se mostrava aos demais cidadãos através dos cristãos.

Era um corpo bem ajustado, consolidado e seus membros se ligavam pelo auxilio das suas juntas e medulas. Manifestavam uma só postura de Fe, um só Senhor, se movia pela vontade de uma única cabeça e havia um só batismo ou ritual de iniciação. Se os cristãos de uma cidade não se manifestarem a ela como uma unidade, mas como tribos oponentes, então o Corpo de Cristo ainda se encontra em estado embrionário.

Alguns teólogos tentam justificar a existência de um Corpo que convive com um estado de divisões progressivas criando a seguinte expressão: O Corpo Místico de Cristo. Transcendental, celestial,  invisível, impalpável, incontável. Eu acrescentaria a palavra "inexistente". 

Ora a Igreja foi feita para ser vista, tocada, terrestre e mensurável. Se ela não tiver estas qualidades, não é uma Igreja, é uma instituição. Diga-se de passagem, que um corpo não cresce por divisão, mas por multiplicação.

Se você é parte ativa do Corpo e não de uma instituição, diga para nos como encontrá-lo.

Ubirajara Crespo

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

AMOR AOS PEDAÇOS

A Igreja deve se apresentar à sua cidade de corpo inteiro e não apenas aos pedaços. Parece-me, no entanto, que não tem sido este o nosso comportamento durante os últimos séculos. Temos vivido uma diversidade denominacional que nem sempre consegue transmitir a visão de um corpo formado. Ver por partes é próprio de um certo extirpador chamado Jack ou de alguma rede de lojas de doces. A Bíblia nunca dividiu o Corpo de Cristo, que costuma fazer isto é o Diabo.
Esta prática cirúrgica extirpante não vem do alto, antes é humana, animal e demoníaca (Tiago 3.15). Interessante ver como os escritores bíblicos reconheciam apenas uma Igreja por cidade. "Paulo, Silvano e Timóteo, à Igreja dos Tessalonicenses" (1Ts.1.1). "Todos os santos que estão em Filipos" (Fl.1.1). "Aos santos que estão em Éfeso" (Ef.1.1). "À Igreja de Deus que está em Corinto" (1Co.1.2).
Temos muito que agradecer à Reforma encabeçada por tantos homens de Deus que prestaram um serviço a Deus que somente a eternidade poderá revelar. Apesar de toda esta gratidão devemos reconhecer que a Reforma não atingiu profundamente esta questão da unidade do Corpo.
O movimento reformista se desencadeou em um mundo onde os meios de comunicação eram precários e foi encabeçado por líderes fortíssimos, homens de coragem e fé. Não havia muitas possibilidades de se assentarem à mesa para discutirem qual seria o melhor formato para aquele mover e se viram obrigados a pensarem em termos mais regionais e este regionalismo deu origem às denominações.
Na Alemanha, tivemos a iniciativa de Lutero, em Genebra Calvino resolveu levantar sua bandeira e na poderosa Inglaterra o anglicanismo tomou forma. Outros reformadores se levantaram e  desenvolveram seus métodos e seus credos. Foi um momento de grande efervescência espiritual.

Hoje as possibilidades de comunicação entre nós são imensas e neste sentido não as barreiras caíram quase todas. Se for assim, o que nos impede de nos assentar à mesma mesa para comer do mesmo pão e repartir vidas, possibilidades, dons, talentos espaço e estratégias?
Existe algo que nos distancia ainda mais do que os regionalismos, a ausência de todas aquelas parafernálias tecnológicas da área das comunicações. São os preconceitos, a arrogância e o orgulho. Não tem unidade que resista a toda esta herança histórica.
Há até quem deseje encabeçar um mover de unidade em sua cidade, desde que seja nos seus moldes. Alguns tomam iniciativas nesta área, mas quando se assentam para decidir como será constituída a liderança, a coisa fica feia. Há interesses políticos, econômicos, administrativos e pessoais.
Neste sentido o mundo sabe mais, pois diante de toda aquela diversidade cultural e econômica acabaram unificando toda a Europa. Se concordarmos que por detrás disto está o Espírito do Anticristo, então a constatação será ainda mais vergonhosa, pois teremos de concordar que os Filhos do Diabo são mais espertos do que nós.Até o Diabo sabe que uma casa dividida contra si mesma não subsistirá. O grande desafio para este século é reconstruir o corpo de Cristo sem sacrifícios comportamentais ou dos alicerces da fé e da Palavra de Deus, mas municiados do amor que junta os pedaços.

Ubirajara Crespo

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O TOQUE DO AMOR, PODER CONTRA DIVISÕES SINISTRAS

DEUS É AMOR

Satanás se opõe ao desenvolvimento da afetividade, separa e estimula o ódio. Para alcançar seu sinistro objetivo, dispõe de maquinário capaz de cavar abismos e construir barreiras.

No caso de Paulo e os tessalonicenses, a distância, a dificuldade de locomoção e as especulações consequentes da falta de notícias eram parte deste maquinário.

Note que a conta da separação física entre eles foi debitada a satanás: "Por isso, quisemos ir até vós (pelo menos eu, Paulo, não somente uma vez, mas duas); contudo, Satanás nos barrou o caminho" (1Ts 2.18).

Sua arte enganadora visa separar corações e criar armaduras relacionais, esfriar o amor e fomentar atitudes defensivas. Dispõe ainda de dardos capazes de inflamar a discórdia, a desconfiança e a inveja. O combustível que alimenta o incêndio é uma mistura de intrigas, insinuações, jogo de palavras e complôs imaginários.

Neste caso específico, a pólvora estava molhada, e a arma negou fogo. A distância não foi capaz de diluir a consistência da relação, nem de arredar as ovelhas do lugar que ocupavam no coração do apóstolo. "Ora, nós, irmãos, orfanados, por breve tempo, de vossa presença, não, porém, do coração".

Infelizmente nem sempre os relacionamentos atingidos se encontram em situação tão consolidada e se abalam por pouca coisa. Para os Coríntios Paulo afirmou o seguinte: "Não tendes limites em nós; mas estais limitados em vossos próprios afetos" (2C 6.12).

Talvez seja por isto que proliferou o partidarismo naquele igreja, onde um era de Paulo, outro de Apolo, outro de Cefas e havia até quem fosse de Cristo, o alinhamento dos não alinhados (1Co 3). 

O amor agrega e ao lançar fora o medo, elimina a necessidade de blindagem, pois tudo sabe, vê e suporta.

Ubirajara Crespo