A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Unção enlatada

Cuidado com ênfases exageradas de um principio biblico. Principalmente quando dadas sem mostrar como, quando e onde pratica-la. Elas sao usadas como cortina de fumaça que esconde mentiras, que ensinadas abertamente seriam indisfarcaveis.

Existe muita seita infiltrada no meio evangélico que mostra para o iniciante, apenas o que o atrai. Igreja de revelação progressiva.

O tema da santidade, por exemplo, abre portas para corações desejosos de Deus, diminui nossas defesas e facilita a evolução para o veneno que vem mais adiante.

O método funciona mais ou menos assim: 

Receba a unção!

Mas o que eh unção? Pra que serve? O que ela faz com você? Vai voar, nadar ou saber? Como se ministra uma unção? Vai com óleo ou sem óleo? Quanto tempo demora pra fazer efeito e por quanto tempo este efeito perdura? 

Quase ninguém sabe e quanto menos souber, melhor. A ignorância mantém o mistério, e quanto mais misterioso, melhor. 

O conhecimento tira a mística, coloca limites, normatiza e aumenta consideravelmente a capacidade de avaliação e análise crítica por parte da vítima.

No Antigo Testamento a unção com óleo era feita com o fim de consagrar objetos para o uso exclusivo no Templo e para dedicar sacerdotes e reis. 

No Novo Testamento o uso do óleo é recomendado apenas uma vez em Tiago 5, com o fim de ungir enfermos. No NT não existem textos recomendando a unção de objetos porque agora sao pessoas e não objetos e prédios que serão usados por Deus. Deus usa gente e não coisas. As bugigangas Gospel são o nosso equivalente ao sal, a erva e a folha de arruda.

Nos enlatados vemos um rótulo ilustrado, enfatizando o sabor, as vantagens e os benefícios do produto. As quantidades de conservantes, assidulantes, sódio, adocicada, etc, estão em letras pequenas. 

Quem manda comprar enlatado sem perguntar o que tem dentro da lata?

Ubirajara Crespo

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Livre-se de seus traumas se livrando de si mesmo

O melhor remédio para se desfazer de seus problemas, é se desfazer de si mesmo
 
Jerusalém foi carimbada pelo próprio Deus como uma cidade sanguinária, um título que não causa inveja a ninguém. Uma cidade que derrama o sangue de seus próprios cidadãos é como um corpo que decepa seus próprios membros, um tipo de anomalia que o leva a construir anticorpos contra si mesmo. Assim é quem fabrica ídolos, lhes dando a forma que mais lhe agrada, e depois permite que eles exijam dos seus criadores que ofereçam seus próprios amigos, compatriotas e filhos como sacrifício de sangue.

Ídolos são construídos de matéria prima sem vida como cera, madeira, plástico, barro, tinta, pedra, etc. Alguns podem alcançar valores muito altos no mercado de artes e até render alguns trocados para muitos religiosos. Não têm valor espiritual em si mesmos, mas podem ser instrumentos nas mãos do diabo para introduzir costumes pagãos e cultos bizarros, cujo objetivo é induzir a rebeldia contra Deus.

A coisa toda funciona mais ou menos assim: Se Jeová me pede para fazer o que não quero, então construirei um deus mais permissivo e mais tolerante. Circula entre alguns setores eclesiásticos que pecado é tudo aquilo que me fizer mal ou diminuir as possibilidades de acesso ao que me dá prazer. Este tipo de pensamento me autoriza a decidir quando mentir é pecado e quando não é, as circunstâncias definem quando uma decisão foi acertada ou não. Se cada um for livre para estabelecer a sua própria ética comportamental, seremos todos deuses em conflito uns com os outros.

Sendo assim, sempre que a mentira me levar a conseguir algo que eu quero e gosto, então posso enganar, mas se me levar a um caminho prejudicial, como perda de prestígio ou me transformar em uma pessoa desprezada, então neste caso é pecado. O mesmo raciocínio vale para adultério, roubo, divórcio e tudo o mais.

Este processo mental nos leva não somente a transformar o mal em bem, como a transformar o bem em mal. Se falar a verdade doer é mal, mas se não doer, é um bem. Se a honestidade me impedir de auferir ganhos, é ruim. Se ajudar alguém me provocar perdas, melhor pisar nele. Esta liberdade moral vai longe e nos conduzirá para o abismo.

Jesus nos ensinou que tanto o sangue derramado quanto os sentimentos que o precedem me tornam culpável diante de Deus. O ódio, a inveja, a vingança e a mágoa são estão para o homicídio, assim como a lascívia e o desejo sexual estremo estão para o adultério (Confira Mt 5:20-30).

A contaminação do ídolo não está nele, vem de nós, os seus criadores. Quebrá-los e jogar os amuletos fora não adianta nada, pois é do coração que procedem as saídas da vida. Foi você quem contaminou o ídolo com seus desejos carnais. Você lhe concede vida, alimenta e lhe dá poder. Um ídolo não vale nada sem você.

Antes de se desfazer de seus ídolos, jogue você fora. Vá até a Cruz do Calvário, crucifique ali o seu velho homem e diga como Paulo: Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim (Gálatas 2:20).
 
Ubirajara Crespo

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Um pequeno frasco cheio do quê?

Um pequeno frasco cheio do quê?
(Por: Miriã Luz)

Há um ditado por aí que diz que “É nos pequenos frascos que estão os melhores perfumes e os piores venenos também!”. 

Já vi muitas pessoas utilizando este ditado (de forma bem irônica) referindo-se a uma categoria de pessoas da qual faço parte. Sou um “mulherão” de 1 metro e 50 cm. Concordo que nós, os de pequena estatura podemos ser chamados de “pequenos frascos” ... Porém, quanto ao conteúdo, vai depender muito de nossas escolhas.
 
Posso me deixar preencher (e me encher) de orgulho, ira, medo, angústia, culpa, amargura, depressão, palavras tolas, torpes, futilidades. Tal conteúdo é oferecido pelo mundo e seu sistema filosófico dirigido pelo Maligno. Desta forma, serei um pequeno frasco repleto de veneno, apto a envenenar outros. 

Entretanto posso escolher ser repleta do “Perfume de Cristo”. Me rendendo ao seu amor.
 
Ele me amou primeiro. Desde o ventre me formou. Já sabia que eu seria um pequeno frasco. Me atraiu (Jeremias 31.33), me salvou (João 3.16), me fez livre (João 8.32).
 
Livre para amar e exalar o seu amor. Livre para amá-lo, adorá-lo, servi-lo, honrá-lo.
 
Isso é Graça! Pela Graça sou quem sou (I Cor 15.10a).

Em resposta a esse amor vivo plenamente para Ele, não apenas existo.

Ele me ama como sou. Mas não me deixa como estou. A cada dia me preenche com seu amor e me faz transbordar de alegria e de paz.

“Graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo, e por nosso intermédio exala em toda parte o bom perfume do seu conhecimento; porque para Deus somos o aroma de Cristo entre o que estão sendo salvos e mesmo para os que estão perecendo.” (II Cor 2.14 e 15 KJA).

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ingredientes Básicos da Disciplina dos filhos

Eu diria que o processo disciplinar deve conter dois ingredientes básicos: disciplina física e diálogo. Devemos nos utilizar desses dois componentes em proporções adequadas à idade física e emocional de nossos filhos. Na medida em que vão crescendo, o diálogo deve se tornar o ingrediente mais importante dessa fórmula, até chegar a ponto de ser o único. Essa é uma transição que deverá acontecer gradativamente. Na adolescência, o diálogo deve ser mais freqüente, se não funcionar, talvez seja porque a vara ou o diálogo não foram utilizados nas proporções corretas.
 
Um dos objetivos da vara é criar certos condicionamentos ou hábitos. No início a criança, sem que haja qualquer grande elaboração mental, aprende que não deve fazer algo porque ao fazê-lo, sente uma batidinha repressora na mão. Isto cria hábitos e reações. A Bíblia, porém, nos ensina a dar razão da esperança que há em nós.

Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós (1Pe 3.15). 

Trazendo esse princípio para nosso assunto, precisamos apresentar razões ou motivos pelos quais se deve fazer ou não determinadas coisas. Não custa nada explicar e ele se sentirá honrado e importante. Deixe claro que a vara dói também em você. Não tenha vergonha de chorar com ele.

A vara cria hábitos, mas o diálogo esclarece a respeito dos motivos da disciplina. A criança atinge a fase dos “por quês” e muitos pais não sabem lidar com esses sinais de amadurecimento intelectual. A vara sem diálogo provoca revolta. Até mesmo para uma criancinha apanhar sem saber exatamente por que, pode levá-la, com sua capacidade de raciocínio ainda em formação, a entender que seus pais estão sempre zangados com ela e que não faz nada direito.

Não estou falando somente do tipo de explicação que esclarece o motivo imediato da disciplina. São coisas do tipo: vai apanhar porque quebrou a louça, ou porque não fez seus deveres, ou porque bateu no irmãozinho. Refiro-me às razões últimas da disciplina, as motivações que estão por detrás dessa prática. A disciplina não é motivada por um momento, mas pelo interesse e pelo amor. À medida que seu filho cresce, vai se tornando cada vez mais capaz de assimilar conceitos abstratos, de se fixar em conversas mais longas e sente-se satisfeito quando as respostas são inteligentes.

O problema é que à medida que nossos filhos vão se tornando capazes de conversar, envelhecemos, nos calamos e acabamos criando um abismo de gerações entre nós. O pessoal mais antigo tende a tornar-se fechado e incapaz de compreender esses novos hábitos que se criaram em nossa sociedade. Alguns chegam mesmo a suspirar: “Nos meus tempos...” Ora os meus tempos não passaram, estou vivo hoje e não ando de carroça só para contrariar, vou de metrô, e se possível, de carro.

Para muitos parece ser mais seguro estabelecer uma lista de regras fixas do que tentar entender que os filhos não são mais crianças. Quando eram pequenos, era só mostrar o cinto, que tudo dava certo. Agora que eles pensam e são mais fortes do que eu, como fazer?

Se meus filhos são grandes, não casados ainda, isto não elimina a minha obrigação como pai, de orientá-los, principalmente nesses primeiros passos em sua carreira profissional. Às vezes preciso falar grosso e ser mais incisivo do que o normal. O que garante que eles me ouvirão? O respeito conquistado durante todos esses anos. Em uma fase mais adulta, o respeito, não a dependência, toma o lugar da pressão física. É algo que se conquista. 

Se ainda não conquistou, comece agora, mas saiba que essas coisas geralmente demandam algum tempo. Talvez alguns de nós precisemos começar tudo de novo. Devemos ver menos televisão, olhar mais nos olhos uns dos outros e fazer alguns projetos que exijam a participação de toda a família.

sábado, 3 de novembro de 2012

Máquina dentro do Corpo



@uccrespo: Igreja auto estabelecida é uma prótese fabricada fora do corpo. O material usado na fabricação desta prótese é diferente, mas se cobre com a pele do Corpo, escondendo sua real natureza interior. 

Sua colocação deixa cicatrizes no Corpo e dispara o detector de metais nos bancos e aeroportos, indicando possíveis ameaças. 

As próteses são feitas de material não orgânico, ou seja, sem vida. Não possuem células, nem favorecem a circulação do sangue que alimenta e purifica as demais células do Corpo. 

Quando se desgastam, se faz necessário um novo procedimento invasivo para substituí-las. Todos sabem que qualquer cirurgia tem alguma dose de risco e podem não ser aceitas pelo Corpo.

Grupos assim forçam a sua aceitação pelo corpo com parafusos, apertos raspagens, fazendo furos, usando parafusos, enchendo com massa, fazendo modelagens, pintando com falsas profecias e outras adaptações.

Uma verdadeira gambiarra. Nada melhor do que a reposição natural do que a introdução de material externo.

Ubirajara Crespo