A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Resposta da Igreja diante do projeto que regula a disciplina física na criança?

Ingredientes Básicos da Disciplina

Eu diria que o processo disciplinar deve conter dois ingredientes básicos: disciplina física e diálogo. Devemos nos utilizar desses dois componentes em proporções adequadas à idade física e emocional de nossos filhos. Na medida em que vão crescendo, o diálogo deve se tornar o ingrediente mais importante dessa fórmula, até chegar a ponto de ser o único. Essa é uma transição que deverá acontecer gradativamente. Na adolescência, o diálogo deve ser mais freqüente, se não funcionar, talvez seja porque a vara ou o diálogo não foram utilizados nas proporções corretas.

Um dos objetivos da vara é criar certos condicionamentos ou hábitos. No início a criança, sem que haja qualquer grande elaboração mental, aprende que não deve fazer algo porque ao fazê-lo, sente uma batidinha repressora na mão. Isto cria hábitos e reações. A Bíblia, porém, nos ensina a dar razão da esperança que há em nós.

Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós (1Pe 3.15)

Trazendo esse princípio para nosso assunto, precisamos apresentar razões ou motivos pelos quais se deve fazer ou não determinadas coisas. Não custa nada explicar e ele se sentirá honrado e importante. Deixe claro que a vara dói também em você. Não tenha vergonha de chorar com ele.

A vara cria hábitos, mas o diálogo esclarece a respeito dos motivos da disciplina. A criança atinge a fase dos “por quês” e muitos pais não sabem lidar com esses sinais de amadurecimento intelectual. A vara sem diálogo provoca revolta. Até mesmo para uma criancinha apanhar sem saber exatamente por que, pode levá-la, com sua capacidade de raciocínio ainda em formação, a entender que seus pais estão sempre zangados com ela e que não faz nada direito.

Não estou falando somente do tipo de explicação que esclarece o motivo imediato da disciplina. São coisas do tipo: vai apanhar porque quebrou a louça, ou porque não fez seus deveres, ou porque bateu no irmãozinho. Refiro-me às razões últimas da disciplina, as motivações que estão por detrás dessa prática. A disciplina não é motivada por um momento, mas pelo interesse e pelo amor. À medida que seu filho cresce, vai se tornando cada vez mais capaz de assimilar conceitos abstratos, de se fixar em conversas mais longas e sente-se satisfeito quando as respostas são inteligentes.

O problema é que à medida que nossos filhos vão se tornando capazes de conversar, envelhecemos, nos calamos e acabamos criando um abismo de gerações entre nós. O pessoal mais antigo tende a tornar-se fechado e incapaz de compreender esses novos hábitos que se criaram em nossa sociedade. Alguns chegam mesmo a suspirar: “Nos meus tempos...” Ora os meus tempos não passaram, estou vivo hoje e não ando de carroça só para contrariar, vou de metrô, e se possível, de carro.

Para muitos parece ser mais seguro estabelecer uma lista de regras fixas do que tentar entender que os filhos não são mais crianças. Quando eram pequenos, era só mostrar o cinto, que tudo dava certo. Agora que eles pensam e são mais fortes do que eu, como fazer?

Se meus filhos são grandes, não casados ainda, isto não elimina a minha obrigação como pai, de orientá-los, principalmente nesses primeiros passos em sua carreira profissional. Às vezes preciso falar grosso e ser mais incisivo do que o normal. O que garante que eles me ouvirão? O respeito conquistado durante todos esses anos. Em uma fase mais adulta, o respeito, não a dependência, toma o lugar da pressão física. É algo que se conquista. 

Se ainda não conquistou, comece agora, mas saiba que essas coisas geralmente demandam algum tempo. Talvez alguns de nós precisemos começar tudo de novo. Devemos ver menos televisão, olhar mais nos olhos uns dos outros e fazer alguns projetos que exijam a participação de toda a família.

Ubirajara Crespo

terça-feira, 13 de julho de 2010

MALABARISMO RELIGIOSO

Lucas 23.2: E ali passaram a acusá-lo, dizendo: Encontramos este homem pervertendo a nossa nação, vedando pagar tributo a César e afirmando ser ele o Cristo, o Rei. 

A estrutura religiosa da época considerava Jesus como uma ameaça capaz de desestabilizar a posição dos seus líderes. Para afastá-lo, trataram de montar um pacote de justificativas baseado em supostas declarações feitas por Jesus.

Geralmente este tipo de argumento é composto por verdades, meias verdades e mentiras.

Jesus não vetou o pagamento dos tributos federais, apenas ensinava a dar a César o que era de César e a Deus o que é de Deus. Jesus admitiu sua messsianidade e seu Reino Escatológico (futuro), mas jamais declarou que pretendia tomar o lugar dos governantes locais ou o trono de César, como tentaram insinuar.

Esta argumentação diabólica é fruto da ambição pela manutenção do poder, custe o que custar. Um osso que não estão dispostos a largar. Se você estiver em cargo de liderança, ou sendo cogitado, tome cuidado com o que fala a pessoas, que sem nenhum respeito ao semelhante, e sem compromisso com a verdade, constróem palavras com apenas uma letra e montam frases com apenas uma palavra. Tudo, é claro, sem levar o contexto em consideração.

Este mundo sempre disponibiliza espaço para:

1.Envolvimento com as coisas de Deus por quem está acostumado a usar métodos diabólicos.
2.Falso zelo escondido atrás de interpretações propositadamente distorcidas.
3.Controvérsias temperadas com ódio ou inveja.
4.Vingança, luta pelo poder e ambição.
5.Necessidade de suplantar e de ganhar sempre.
Tudo isto pode ser achado em qualquer tipo de grupo social, até mesmo em comunidades religiosas, jamais na igreja.

Lucas 23.8: "Herodes, vendo a Jesus, sobremaneira se alegrou, pois havia muito queria vê-lo, por ter ouvido falar a seu respeito; esperava também vê-lo fazer algum sinal"

Jesus foi tratado como uma batata quente passada de mão em mão e de pé em pé: De Pilatos para Herodes e de Herodes para Pilatos. Enquanto estava com Herodes, Jesus despertou a sua curiosidade e a esperança da realização de algum espetáculo de mágica religiosa, ou de um sinal.

Jesus se recusava a fazer malabarismos sobrenaturais, pois desejava ardentemente construir um Corpo e não um circo. Ele não fazia o tipo de pregador ansioso por atrair espectadores criando esta sensação. O milho desta arapuca é bonito, sedutor e satisfaz os pagantes.

Uma vez dentro, o milagre se torna um vício sem o qual a fé pessoal definha e morre. A "droga Gospel" cria dependência. Este tipo de viciado avalia a unção pela quantidade de adrenalina que o animador do auditório religioso consegue liberar em seu sangue.

O combustível da verdadeira fé não é o milagre, mas a Palavra. Jesus disse isto a um auditório cuja curiosidade foi despertada durante o milagre da multiplicação dos pães: 

"O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida. À vista disso, muitos dos seus discípulos o abandonaram e já não andavam com ele" (João 6.63,66).

Macaco de auditório pula de bananeira em bananeira procurando o cacho mais vistoso, mas nem sempre o mais nutritivo. Busca pela sensação mais imediata e não pelo pão eterno. 


Discípulos até gostam de sopa de letrinhas para o corpo, mas preferem ficar com Palavras que alimentam a alma.

"Respondeu-lhe Simão Pedro: Senhor, para quem iremos? Tu tens as palavras da vida eterna" (João 6.68). 

Ubirajara Crespo