A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Embriagados

Ef 5:12-18: Não vos embriagueis com vinho, mas enchei-vos do espírito
 
O conceito bíblico de espiritualidade passou por diversas transformações e incorporou novas formas, conteúdos e justificativas. Uns acham que evoluiu e outros, que regrediu.  
Os sinais indicadores desta nova espiritualidade passaram a ser tremer, sugar, babar, arrepios intercostais, contrações musculares, quedas e olhos virados.  
Estes sinais foram construídos pelos pentecostais e Neo, que lhes deram grande visibilidade pois constituem o maior e mais barulhento entre os evangélicos (Cerca de 85 %). 
O cultivo do Fruto do Espírito cedeu lugar para a busca de euforia espiritual não normatizada. Uma espécie de mística existencialista, de avaliação mais pessoal, portanto, inquestionável para os seus usuários. Suas revelações procuram o reconhecimento sobrepondo a elas frases e expressões como: Deus me mostrou, falou ou eu sonhei, vi, senti, etc.  
Tudo isto é medido pelas sensações e pela percepção individual de Deus que cada um tem. É claro que isto pode virar uma Babel doutrinaria com sensações e interpretações diferentes a respeito do que Deus disse. Geralmente estas questões são resolvidas dando preferência pela opinião de quem possui uma patente maior. Questionar o sentir da liderança pode ser visto como ofensa, incredulidade e rebeldia.  
O selo da aprovação divina pode vir carimbado por impressões diversas. Alguns precisam ver um fogo, fumaça, vento, barulho, silêncio, brilho ou nuvem. Outros esperam pingos de óleo, de chuva, sensação de calor ou de frio. Há também os mais gulosos, que esperam passar por tudo isto de uma só vez.
Embora conste na cartilha confessional do grupo, que a Bíblia é a única regra de fé e prática, no dia a dia isto não se confirma totalmente. Provavelmente esta frase foi copiada da confissão de fé de uma Igreja reformada e ali ficou, de propósito ou acidentalmente.
A Bíblia enfatiza sinais comportamentais, como verdade, justiça, amor, consideração, misericórdia, etc. A espiritualidade crista pede um culto racional, sem desprezar suas manifestações mais emotiva. Não poderia ser diferente, visto que fala a pessoas portadoras da capacidade de pensar e de sentir. 
Antes de usar estes ingredientes no culto, devemos reconhecer que a diferença entre o remédio e o veneno esta na dose. Podemos construir um ambiente festivo, mas também de reflexão, aprendizado e desafios comportamentais, profissionais e ministeriais.

 
Ubirajara Crespo

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Amor ao dinheiro

Luke 16:14,15: Os fariseus, que eram avarentos, ouviam tudo isto e o ridiculizavam. Mas Jesus lhes disse: Vós sois os que vos justificais a vós mesmos diante dos homens, mas Deus conhece o vosso coração; pois aquilo que é elevado entre homens é abominação diante de Deus. 


Esta declaraçao foi insderida em meio a uma serie de recomendacoes sobre o uso do dinheiro. Jesus criticou, abertamente, o sistema religioso construido pelos fariseus com o objetivo de abrir brechas na lei de Moises. Suas interpretacoes eram ajustes, que visavam dar uma aparencia de piedade ao seu amor pelo dinheiro.


Ja naquela epoca havia quem ousasse santificar dinheiro sujo. A grana passava por uma lavagem religiosa sob o titulo de Corba. Se isentavam da obrigacao legal de amparar seus velhos pais, que não ganhavam aposentadoria nem tinham direito ao SUS. Criaram uma jurisprudencia que permitia se livrarem deste peso, dando uma pequena oferta no Templo. Era uma sobreposiçao a Lei Mosaica. 


Esta armacao funcionava mais ou menos assim: - Filho, preciso comprar meu remedio de pressao. Ao que o fariseu respondia: - Acabei de dar uma bela oferta no Templo e fiquei sem dinheiro. Minha generosidade para as coisas do Senhor consomiram os meus recursos.


Religiosos modernos justificam altos salarios, helicopteros, carros blindados e puchadinhosos com frases soltas tiradas das Escrituras.


Se multiplica o numero de pessoas capazes de pintar a sua cobica com cores de santidade e logotipos de fundacoes e associacoes religiosas. Para o seu bem estar eterno, saia se ainda não entrou e não entre se estiver fora.
Ubirajara Crespo

sábado, 17 de novembro de 2012

Viva em Cristo ou morra na religiosidade

Viva em Cristo ou morra na religiosidade?

“E não nos afastaremos [desviaremos] de ti; vivifica-nos, e nós invocaremos o teu nome. Reabilita-nos [restaura-nos], Senhor Deus dos exércitos; faze resplandecer o teu rosto, para que sejamos salvos.” (Salmos 80.18 e 19).

Vou a igrejas desde a minha infância. Participei de cultos/reuniões de todo os tipos. Já fiz teatros. Fui professora de EBD e de Faculdade Teológica. Também cantei em corais e fiz back vocal. Dei várias palestras... etc. Visitei muitas denominações evangélicas e até católicas. Tive contato com diversas formas e expressões de culto a Deus (ou tentativas disso!). Minha alma sempre teve sede do Deus Vivo! 

Nos anos 90 intensifiquei minha busca por Deus. Em minha mente pairavam as típicas dúvidas: “quem sou eu?”, “por que (ou para quê) estou aqui?”. 

A pior dor é a dor da alma sedenta em meio à aridez da vida. 

Li a Bíblia diversas vezes em minha adolescência. Porém no início da caminhada fui apresentada ao “deus” da religião evangélica. Eram “regras” e mais “regras” a cumprir. Se eu fizesse “tudo direitinho” esse “deus” me amaria e me aceitaria. Eu me empenhava com todas as minhas forças e só encontrava frustração, críticas e decepções. Passei por vários “Sinédrios” por conta de questionar as “fôrmas” nas quais queriam me colocar e cheguei a me sentir como Jeremias jogado em uma cisterna...

Minha alma continuava com sede. Desesperadamente sedenta!

Até que uma alma iluminada me apontou o caminho... Jesus!

Como assim? Eu frequentava igrejas evangélicas e não sabia que Jesus é o caminho, a verdade e a vida? A resposta é sim! Eu sabia. Em minha mente eu sabia... Mas era necessário nascer de novo (João 3.5)! Ter o meu espírito vivificado e iluminado pelo Espírito de Deus e não, simplesmente moldado pela religião, pela letra.

Meus olhos espirituais foram abertos e recomecei a caminhada. A religiosidade se tornou algo repugnante para mim e até hoje ainda estou sendo curada das sequelas que ficaram. Conheci um Deus que é Amor. Que me ama incondicionalmente, mesmo quando não faço “tudo direitinho”.

Aprendi que a Verdade me liberta (nos liberta). Que todos nós devemos passar pelo arrependimento sincero, pela cruz e prosseguir pelo longo caminho de santificação/restauração. A cada dia Ele me fortalece!

Isso é Graça=favor imerecido!

As letras que eu leio na Bíblia, hoje são vida em mim e para mim!

Hoje compreendo e tenho liberdade de experimentar e comprovar a boa, perfeita e agradável vontade de Deus (Romanos 12.2).

A libertação da religiosidade não muda tudo em nós. Ela rompe as correntes.

Miriã Luz