A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

MARKETING RELIGIOSO:


Por Ubirajara Crespo

A construção das Mega Estruturas neopentecostais está alicerçada no seu aparelhamento publicitário. O investimento é alto, sendo a televisão o bicho papão mais voraz.

A mídia escrita forma um segundo pelotão de divulgação a orbitar em torno deste sistema. Até me ofereceram a possibilidade de ver meu lindo rostinho estampado na primeira capa de uma revista. E não pense que é de graça. É caro, e muito!

Já fui vítima deste tipo de abordagem e conheço os descaminhos deste negociação. Como tal, sou tentado a concluir que os ocupantes desta posição investem pesados recursos  neste flash. Quando o retorno não acontece, o calote é uma possibilidade. Quem mandou ganhar dinheiro às custas da vaidade alheia?

Beneficiados pela intensa exposição na mídia, as grandes corporações religiosas ganharam adeptos e poder de barganha. O acesso ao seu público consumidor é negociado com políticos, editoras, gravadoras e feiras.

É comum ouvir propostas do tipo: Você semeia R$ 500.000,00 no meu ministério, e lhe dou 50.000 votos. R$ 10,00 por cabeça. Boa parte da bancada evangélica foi eleita desta forma.
Outra: - Levo o meu público para gastar na feira e meu estande fica de graça.

Já recebi a seguinte proposta: Um anúncio em nossa revista, por $$$, abre a possibilidade de colocar seu material nas nossas livrarias.

O desenvolvimento de uma mentalidade empresarial toma forma nestes conglomerados religiosos. O caixa centralizado e o poder de mando exercido em nome da teocracia, garantem que "assim seja".

Tentando ser prático, admito que este sistema tem lá suas vantagens. Estatutos arcaicos fazem com que a tomada de decisão seja complicada e lenta.

Gestão de tempo, planejamento estratégico, racionalização de gastos e desenvoltura administrativa, são úteis a qualquer agremiação, seja ela religiosa ou não. Temos muito o que aprender com os administradores de empresas, mas a moral bíblica não pode ser ultrapassada.

Os atuais gestores denominacionais possuem vasto conhecimento de marketing, são ótimos gerentes, comunicadores e motivadores. Infelizmente o seu conhecimento da Bíblia é raso, o que torna o sistema vulnerável à infiltração de doutrinas de demônios.

Nota-se claramente o culto a personalidade, a postura de semideus, o magnetismo pessoal e o fã clube. Gradativamente o ambiente de culto toma uma cara dramática, o púlpito vira palco, a liturgia pega o jeito de show e o público se transforma em auditório.

A contextualização e a evolução metodológica podem ocupar uma posição estratégica se ajudarem a escolher os temas de nossas pregações. Existem pesquisas que revelam as necessidades do nosso público alvo. Não precisamos responder perguntas que não são feitas.
O diálogo visando um relacionamento saudável entre método e conteúdo já deveria ter iniciado faz tempo. Só não podemos mudar a mensagem, pois a flexibilidade fica por conta da metodologia. "A erva seca e a flor murcha, mas a Palavra do Senhor permanece para sempre".

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

CARNE MORTA NÃO GRITA

“Rm 6.3,4: Fomos, pois, sepultados com ele na morte pelo batismo; para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também andemos nós em novidade de vida”. 

Esta analogia do batismo com o sepultamento não é uma defesa da forma, mas um incentivo para andarmos de acordo com o seu significado. Estamos no mundo, mas se morremos para ele, não há motivos para manter uma relação vital com o sistema. O batismo é um convite para participar de uma cerimônia fúnebre, onde o defunto sou eu. Neste processo de morte foi cortado o cordão umbilical que nos alimentava de nutrientes fabricados pelos sistemas mundanos: ira, facções, partidarismo, inveja, bebedices, intrigas, glutonaria e idolatria. Um grande açougue.

Depois de sepultados e renascidos, nos alimentamos do amor, da paz, da fidelidade, da alegria e da paciência.  

Dependendo da sua estrutura molecular, variadas formas de vida se alimentam de material orgânico, químico ou mineral. O tipo de material do qual nos alimentamos denuncia qual é a matéria prima da qual somos feitos: Carne ou espírito.

Quem se habilitar a passar pela cerimônia do batismo deveria ser conscientizado do seu significado. A fórmula litúrgica correta não transforma o coração, mas o sepultamento é que o que realmente vale. O verdadeiro sinal de vida espiritual é a nossa alimentação. Você tem cara para dizer que morreu com Cristo mesmo se alimentando, vividamente, de ressentimentos, lascívia e murmurações?

Lamento informar que, no seu caso, a doutrina e a liturgia corretas, não passam de maquiagem religiosa. Quem sabe você foi enterrado vivo!!??


Um bom desempenho no louvor e um revide depois de agredido no trânsito não é bom. Carne morta não grita.


Saia logo deste açougue antes que vire churrasco.

"Ou, porventura, ignorais que todos nós que fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte?"

Ubirajara Crespo


Nadando a favor da correnteza

"Filinhos, não amem o mundo, nem as coisas que no mundo há" (João, apóstolo).

A preocupação com o que os outros pensam não é um problema grave. Usada na dose correta o simancol é um santo remédio, pois evita algumas situações perigosamente ridículas. Talvez seja por isto que não vou ao Shopping pelado, nem saio na rua imitando macaco.

De outro lado, uma super dose deste remédio pode fazer com que passemos nossas vidas tentando agradar os outros. A necessidade de aceitação faz o adolescente andar e se vestir de modo esquisito. Jovens imaginam qu se não cheirarem coca serão desprezados. Moças acham qur se não transarem perdem o namorado. Já ouvi alguém dizer que se ler demais a Bíblia dirão que é louco. O sujeito só rema na direção da maré.

O mesmo ocorre na igreja: O que pensarão de mim se não levantar as mãos, falar em línguas ou dançar?

A pressão externa me impede de mostrar quem sou, o que penso, de ser fiel e de tomar decisões radicais.

Esta pode ser uma forma eficiente de ganhar o mundo e perder a alma. Mundo pequeno, eu sei, mas é meu e ninguém "tasca". Não posso me perder por causa do mundo dos outros.

Qual é o meu mundo? A admiração dos amigos? O aplauso? A necessidade de provar que posso?

O que estou disposto a fazer para não perder tudo isto?

Você é capaz de negociar princípios só para manter o emprego?

"Aquele que ama o mundo e as coisas que no mundo há, o amor do Pai não está nele". 

Ubirajara Crespo