A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

CONHECIMENTO BÍBLICO É MEIO E NÃO FIM

1Ts 5.15-22: Conversando com um pastor ele me disse o seguinte: - Pedi exoneração do cargo porque a diretoria da igreja solicitou que, ao pregar, eu me detivesse nos princípios, sem mencionar situações onde possam ser aplicados.

Não fiquei surpreso com isto, pois entendo que não passa de um sinal previsto nas Escrituras. Os dias do atual sistema religioso chega ao fim. A palavra profética revela que nos últimos dias os seres humanos se entregarão às fábulas e não suportarão a sã doutrina.
Tudo o que consegui dizer ao pastor demissionário é o seguinte: - Paulo, o apóstolo, também pediria demissão, visto que pregamos as Escrituras para que sejam obedecidas e praticadas.

Paulo não poderia concluir sua epístola aos tessalonicenses de forma mais prática. Suas recomendações foram dirigidas à comunidade como um todo e não apenas a indivíduos. Diante desta lista proponho que nos esforcemos para entender e praticar estes princípios.

Vamos limpar os bicos, regular o motor, virar a chave e dar a partida.

A vingança é um dos mais turbinados de nossos impulsos naturais, mas precisa ser trocada por combustível espiritual, como o amor, a paz, a fidelidade, etc.
"Evitai que alguém retribua a outrem mal por mal; pelo contrário, segui sempre o bem entre vós e para com todos".

Revidamos à agressão porque o velho e enferrujado motor dos instintos ainda está debaixo do capô, tentando roubar o espaço que pertence ao Espírito Santo. Talvez tenhamos trocado apenas algumas peças, ao invés de substituir totalmente o velho pelo novo. Isto não é regeneração, é recauchutagem.
Não passa de uma tentativa de fazer com que ferrugem e aço novo se misturem como ingredientes de bolo em uma batedeira. Muito explosivo.

No Reino de Deus não existe garagens, estacionamentos nem estradas que permitam o tráfego de motores que não sejam de geração espiritual. Aqui não é aceito material reciclado, tudo é novo. "Quem não nascer de novo não entrará no Reino do Céu" (João 3).
Nada poderia ser mais prejudicial ao funcionamento do Novo Homem do que a influência da ferrugem do pecado. Ou troca tudo, ou fica com o velho homem e me faça o favor de ficar com tudo, completinho!

Somente um coração totalmente reconstruído em  suas bases emocionais, motivacionais, racionais, relacionais e espirituais, poderá resistir a estes novos motores. Pulmões feitos de carne não aspiram o ar das montanhas e não resistem a pressão atmosférica celestial rarefeita de prazeres da carne. Esta atmosfera é composta pelos itens que relaciono a seguir:

1."Regozijai-vos sempre" não é algo que se diga a um coração amargurado (v. 16). 
2. "Orai sem cessar". Orar não é a atividade preferida para aqueles cuja esperança já morreu (v.17).
3. "Em tudo, dai graças". Esta disposição passa longe do pessimista, pois não reconhece "... a vontade de Deus em Cristo Jesus" (v.18). 
4. Não apagueis o Espírito" é algo que somente os renascidos podem fazer. Ninguém pode apagar uma lamparina que não está acesa (v.19). 
5. "Não desprezeis as profecias" (1Ts 5.20). O Espírito geme quando sente o cheiro do pecado no corpo. Ele invoca a incômoda palavra profética, que via de regra é desprezada pelos maus, mas acatada pelos bons. 
6. "... julgai todas as coisas, retende o que é bom" (1Ts 5.21). O envolvimento extremo com o mal diminui a nossa capacidade de fazer escolhas lógicas.
7. "... abstende-vos de toda forma de mal" (1Ts 5.22). O mal toma múltiplas formas e cores. Se não pegar de um jeito, tenta outro. O objetivo é minar nossas resistências, ao que respondemos diversificando e fortalecendo a nossa blindagem. 

Para se defender eficientemente não transforme o conhecimento no objetivo final, mas no meio pelo qual a sua vida se fortalecerá.

Ubirajara Crespo



www.editoranaos.com.br/loja

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

VOCÊ PREFERE A SUBMISSÃO NA MARRA OU NO AMOR?

1Ts 5.12-14: Nossos líderes merecem nosso apreço, amor e consideração, mas a obediência total deve ser reservada a Jesus. 

"Agora, vos rogamos, irmãos, que acateis com apreço os que trabalham entre vós e os que vos presidem no Senhor e vos admoestam". 

Infelizmente alguns de nossos líderes ainda não se libertaram da sua carga cultural, religiosa e temperamental. Como consequência exigem o mesmo tipo de obediência devida somente ao Senhor.

A submissão deve acontecer nos moldes da Palavra escrita, interpretada corretamente e pregada de forma inteligível.

Toda instrução proveniente da Palavra deve ser recebida de bom grado, mas "ninguém se faça árbitro contra vós outros, pretextando humildade e culto dos anjos, baseando-se em visões, enfatuado, sem motivo algum, na sua mente carnal" (Cl 2.8).

Moldar pessoas tendo "eu mesmo" como modelo provoca o suicídio da pessoalidade. Destrua a você mesmo para que o "meu eu" cresça e apareça na sua voz, nos seus gestos e na sua aparência.

O verdadeiro discipulado nos resgata da simulação e da religiosidade de imitação, enquanto indica o caminho da descoberta de mim mesmo e do projeto para o qual fui criado. A forma mais violenta e destruidora de possessão, é por uma outra pessoa.

Como pastor, preciso saber exatamente onde está a linha divisória entre o princípio bíblico e as minhas tendências e reações. Sem este discernimento imponho aos outros, costumes religiosos denominacionais sem base bíblica. Como bônus extra, ainda corro o risco de moldar minhas ovelhas com uma fôrma errada, confundindo mandamentos com costumes, coando os mosquitos, mas liberando os camelos.

Tomo, como exemplo de princípio e a sua aplicação, o amor, que um princípio contextualizável à pessoa, ao local e à circunstância. Devo manifestar o amor com beijos ou aperto de mão? Abraço, ou afastamento? Palavra ou o silêncio? Comida ou bebida? As formas de expressão tudo isto é pessoal, desde que sejam convincentes.

Lançando mão dos escritos paulinos podemos colocar nossa convivência sob a luz dos seguintes crivos:

1. Façam e admitam tudo que seja bíbicamente justificável.
2. Tenham como motivação básica o viver "em paz uns com os outros".

Isto significa que todos os itens a seguir devem se enquadrar nestes critérios. "Exortamo-vos, também, irmãos, a que admoesteis os insubmissos, consoleis os desanimados, ampareis os fracos e sejais longânimos para com todos" (1Ts 5.14). 

O bolo fica mais gostoso se confeitado com uma cremosa longanimidade e se a vela tiver um longo pavio.

Ubirajara Crespo

domingo, 21 de novembro de 2010

UNIVERSIDADE MACKENZIE: EM DEFESA DA LIBERDADE DE EXPRESSÃO RELIGIOSA

A Universidade Presbiteriana Mackenzie vem recebendo ataques e críticas por um texto alegadamente “homofóbico” veiculado em seu site desde 2007. Nós, de várias denominações cristãs, vimos prestar solidariedade à instituição. Nós nos levantamos contra o uso indiscriminado do termo “homofobia”, que pretende aplicar-se tanto a assassinos, agressores e discriminadores de homossexuais quanto a líderes religiosos cristãos que, à luz da Escritura Sagrada, consideram a homossexualidade um pecado. Ora, nossa liberdade de consciência e de expressão não nos pode ser negada, nem confundida com violência. Consideramos que mencionar pecados para chamar os homens a um arrependimento voluntário é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus Cristo. Nenhum discurso de ódio pode se calcar na pregação do amor e da graça de Deus.

Como cristãos, temos o mandato bíblico de oferecer o Evangelho da salvação a todas as pessoas. Jesus Cristo morreu para salvar e reconciliar o ser humano com Deus. Cremos, de acordo com as Escrituras, que “todos pecaram e carecem da glória de Deus” (Romanos 3.23). Somos pecadores, todos nós. Não existe uma divisão entre “pecadores” e “não-pecadores”. A Bíblia apresenta longas listas de pecado e informa que sem o perdão de Deus o homem está perdido e condenado. Sabemos que são pecado: “prostituição, impureza, lascívia, idolatria, feitiçaria, inimizades, contendas, rivalidades, iras, pelejas, dissensões, heresias, invejas, homicídios, bebedices, glutonarias” (Gálatas 5.19). Em sua interpretação tradicional e histórica, as Escrituras judaico-cristãs tratam da conduta homossexual como um pecado, como demonstram os textos de Levítico 18.22, 1Coríntios 6.9-10, Romanos 1.18-32, entre outros. Se queremos o arrependimento e a conversão do perdido, precisamos nomear também esse pecado. Não desejamos mudança de comportamento por força de lei, mas sim, a conversão do coração. E a conversão do coração não passa por pressão externa, mas pela ação graciosa e persuasiva do Espírito Santo de Deus, que, como ensinou o Senhor Jesus Cristo, convence “do pecado, da justiça e do juízo” (João 16.8).

Queremos assim nos certificar de que a eventual aprovação de leis chamadas anti-homofobia não nos impedirá de estender esse convite livremente a todos, um convite que também pode ser recusado. Não somos a favor de nenhum tipo de lei que proíba a conduta homossexual; da mesma forma, somos contrários a qualquer lei que atente contra um princípio caro à sociedade brasileira: a liberdade de consciência. A Constituição Federal (artigo 5º) assegura que “todos são iguais perante a lei”, “estipula ser inviolável a liberdade de consciência e de crença” e “estipula que ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política”. Também nos opomos a qualquer força exterior – intimidação, ameaças, agressões verbais e físicas – que vise à mudança de mentalidades. Não aceitamos que a criminalização da opinião seja um instrumento válido para transformações sociais, pois, além de inconstitucional, fomenta uma indesejável onda de autoritarismo, ferindo as bases da democracia. Assim como não buscamos reprimir a conduta homossexual por esses meios coercivos, não queremos que os mesmos meios sejam utilizados para que deixemos de pregar o que cremos. Queremos manter nossa liberdade de anunciar o arrependimento e o perdão de Deus publicamente. Queremos sustentar nosso direito de abrir instituições de ensino confessionais, que reflitam a cosmovisão cristã. Queremos garantir que a comunidade religiosa possa exprimir-se sobre todos os assuntos importantes para a sociedade.

Manifestamos, portanto, nosso total apoio ao pronunciamento da Igreja Presbiteriana do Brasil publicado no ano de 2007 


...e reproduzido parcialmente, também em 2007, no site da Universidade Presbiteriana Mackenzie, por seu chanceler, Reverendo Dr. Augustus Nicodemus Gomes Lopes. Se ativistas homossexuais pretendem criminalizar a postura da Universidade Presbiteriana Mackenzie, devem se preparar para confrontar igualmente a Igreja Presbiteriana do Brasil, as igrejas evangélicas de todo o país, a Igreja Católica Apostólica Romana, a Congregação Judaica do Brasil e, em última instância, censurar as próprias Escrituras judaico-cristãs. Indivíduos, grupos religiosos e instituições têm o direito garantido por lei de expressar sua confessionalidade e sua consciência sujeitas à Palavra de Deus. Postamo-nos firmemente para que essa liberdade não nos seja tirada.

Este manifesto é uma criação coletiva com vistas a representar o pensamento cristão brasileiro. Para ampla divulgação.