A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.

domingo, 14 de novembro de 2010

QUEM ANDOU NA LINHA O TREM MATOU

A saliva que sai dos lábios da grande meretriz é inebriante e já cativou muita gente. Eu comi destes manjares, até o dia em que o algoz do sistema me ameaçou: - Se não andar na trilha, eu atropelo você.

Comer à mesa do rei é bom demais. As regalias são progressivas e proporcionais ao envolvimento e conivência. Babilônia, porém, não dá ponto sem nó, tudo o que nos concede, com jeitinho abençoador, mais cedo ou mais tarde, cobra. Se possível, mais cedo.

Apesar de seus encantos e de sua arte enganadora, já houve quem lhe oferecesse resistência assintosa e sistemática. Daniel rejeitou seus manjares, mesmo estando rodeado de gente que babava por eles.

O rótulo babilônico era enfeitado pelas mais belas cores religiosas, visto que fora confeccionado em um país essencialmente místico. O maitre lhe apresentou um menu recheado de proteína animal, mas a carne era consagrada aos demônios.

Não diga amém a "torto e à direita", sem antes pesquisar se a carne é "kosher", selada pelo Espírito e isenta de pragas. Não abra malas pretas e bonitas sem que antes tenha se certificado de que o conteúdo não é uma propina ou uma serpente venenosa.

O diferença entre vício religioso e a espiritualidade genuína não está na cor do papel, mas no conteúdo. Babilônia até permite que você a amarre liturgicamente, desde que, na prática, esteja comprometido. Ela não é afetada por quem rejeita a cor do embrulho, mas come do conteúdo.

Já fui embrulhado mais do que uma vez, mas estava redondamente enganado. Olhando para trás me vejo, mais ou menos, como aquela mulher que quando pensava estar andando na linha, o trem veio e a matou. Ainda bem que Deus tirou o meu pé desta reta antes que ..... Vupt. 

Não pespere que eu afirme que Babilônia não é o seu lugar, pois não é um lugar, uma forma, uma denominação ou uma placa mas um sistema, que se infiltrou em todas os lugares, rótulos, cores e placas.

Tome cuidado, a sutileza babilônica é proverbial e quem se acha esperto, está no limite do escorregão. Não se gabe por ter encontrado a forma e a direção certas, pois a soberba teológica não nos deixa perceber se a linha é a mesma do trem que atropelou aquela mulher. Lembra dela? Não espere para ligar o desconfiômetro depois que virar cascalho de ferrovia.


CONCLUSÃO


O perigo de grandes descarrilhamentos é real, pois alguns dos nossos líderes mais evidentes construiram seus alicerces pessoais com o mais genuíno "pau de galinheiro". O mais intrigante nisto tudo é que a caca que suja este páu foi produzida por quem desejando ser cabeça, acabou se transformando em intestino.

Os virus mais virulentos que circulam no Corpo não tem origem no povão nem no baixo clero. Provém exatamente de quem sabe falar mais bonito e está em evidência.
Se quiser conservar a sua saúde espirtual, faça tudo quanto eles vos disserem, mas fique longe das suas práticas e do seu convívio.

Ubirajara Crespo

sábado, 13 de novembro de 2010

CABALISMO GOSPEL

MÉTODOS CABALÍSTICOS

Esses métodos, em sua maioria, usados em algumas igrejas, visando o rápido crescimento numérico, são importados. É muito comum ver pregadores estrangeiros entre nós “ensinando” as mais novas leis para o crescimento congregacional. Para algumas pessoas, isso é uma verdadeira obsessão. 

Vimos, um dia desses, na TV,5 um cidadão anunciando certo seminário teológico. Foi prometido que, ao final de noventa dias de um curso por correspondência, o aluno receberia um diploma, credenciais pastorais, ordenação, unção (sic) e o conhecimento para aumentar rapidamente uma congregação de 50 membros para 500! Tudo isso dividido em seis vezes sem juros no cartão. Como a TV é um instrumento caro, deduzimos que alguém deve estar comprando isso. E se o resultado desse tipo de coisa já é péssimo hoje, no futuro poderá ser catastrófico. 

Vamos recorrer, mais uma vez, para enfatizar nossa tese, à citação de um debate sobre o tema transmitido pelo rádio. Certo pastor comentou que há vinte anos fundou uma igreja com um grupo de vinte outros irmãos e, decorridas duas décadas, essa igreja tem cinquenta membros, o que, de certa forma, o deixa frustrado (uso este exemplo porque, como disse, se tornou público pela transmissão). 

Não conhecemos o pastor referido, portanto qualquer comentário particular, mesmo elogioso, seria leviano. Mas queremos analisar o exemplo em si, pois nos parece emblemático. A primeira questão a ser levantada é: o fato de a igreja ter sido fundada há vinte anos com vinte membros e hoje ter “apenas” cinquenta faz desse ministério um fracasso? (em nenhum momento o pastor disse que achava que fosse); a segunda questão é se existe um padrão numérico de crescimento que determina o fracasso ou sucesso de uma igreja.

Vamos analisar o exemplo dado por outro prisma para procurar responder à primeira questão, ou seja, o crescimento numérico determina fracasso ou sucesso? Vamos usar então a mesma lógica que os defensores do crescimento a qualquer custo usam. Digamos que há vinte anos uma igreja qualquer tivesse dois mil membros e hoje cinco mil. Provavelmente, teríamos aí um exemplo de igreja que cresceu explosivamente, talvez fosse até visitada por líderes evangélicos ansiosos em aprender sobre os métodos que ali foram utilizados, e então implantar os mesmos métodos de crescimento em suas comunidades locais. 

Mas se examinarmos a questão pelo mérito matemático, salta aos nossos olhos que ambas as congregações cresceram duas vezes e meia em vinte anos, logo a taxa de crescimento foi rigorosamente igual. Mas aí, ao que parece, o que importa é o numero per si. Uma espécie de numerolatria, o número pelo número, uma obsessão pelo status que o crescimento numérico traz (o que não é o caso do debatedor citado, muito ao contrário, um rigoroso opositor desse tipo de ensino). Estamos diante da aplicação de dois pesos e duas medidas diferentes para o mesmo caso em análise. 

O crescimento numérico passou a ser usado como referendador de todo tipo de prática. Para muitos, não importa o que esteja sendo dito ou feito em tal grupo; se estiver crescendo é um sinal inequívoco que Deus está no meio deles. Nunca ouviram dizer que a maioria não é critério usado por Deus para manifestar sua vontade (Êx 23.2)? Mas ai de quem esboçar opinião contrária: será primeiro convidado a ficar do lado da maioria (1Rs 22.13), caso recuse, será então acusado de desdenho ou de inveja. Mas isto não deve intimidar quem tem compromisso com a Palavra de Deus.

Moisés Veríssimo, autor do livro "O Fermento dos Fariseus", próximo lançamento da editora Naós.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Obras evangélicas de grande visibilidade escondem reais motivações

INIMIGO MALUFISTA

Dizem que o Maluf faz obras de grande visibilidade, mas não trata do que está escondido debaixo do asfalto. Será que é verdade mesmo? As eleições já passaram e este tipo de discussão está fora de época, mas o ditado "rouba mas faz" se transformou em parte integrante do folclore nacional.

Não quero entrar no mérito desta questão, já que pode não passar de boato. Quero tão somente usar o tema para introduzir um assunto de suma importância para os evangélicos. Trata-se do que desejo chamar aqui de religiosidade litúrgica, mesmo quando fogueteira, trabalha de fora pra dentro. A verdadeira espiritualidade reforma o interior.

OBRAS DE GRANDE VISIBILIDADE DESVIAM NOSSOS OLHARES PARA FORA DE NÓS

Máquinas na pista, manifestações de dons, barulho de britadeira, visões de anjos, viadutos, música Gospel, oratória, escavações, quedas no espírito, calçamento, parques e exorcismo, são parte do mesmo show. Uma tentativa de esconder o que passa por detrás da cortina, por debaixo da mesa, nas contas em paraísos fiscais, o dinheiro escondido dentro da Bíblia, etc.

Existe até quem desvie o olhar de si mesmo apontando para um demônio qualquer que rapidamente é transformado no grande culpado e consequente vítima de meus delitos. Eu peco e ele que é rejeitado. Coitado!!!!!

Quando a infra estrutura da alma não é tratada e o cheiro do esgoto não tratado sobe até a superfície. Contamina palavras, gestos, olhares e as atitudes.

Me impressiono mais com a cura da alma do que com a cura do corpo. Cura de superfície, até o diabo sabe fazer. E olha que ele se esforça bastante, pois sabe que a galera se impressiona com jogadas de efeito.

Manifestações sobrenaturais são sinais de que tenho ligações com poderes extra terrestres, mas os Frutos do Espírito revelam a procedência destes sinais (de Deus, do diabo ou da carne).


PODER PARA QUEM NÃO CRESCEU

Poder nas mãos de quem não cresceu, pode ser usado de forma errada. Por isto Paulo diz em 1Co 13, que se eu falar a língua dos anjos e não tiver amor, nada serei.

Mais do que almejar possuir um dom, eu preciso procurar utilizá-lo com amor, pois o dom é para serviço aos outros membros do corpo.

Procedimentos litúrgicos, como falar em línguas e ter visões, por exemplo, não servem de prova do enchimento do Espírito. Em alguns ambientes a pressão pela glossolália é tão grande, que alguns imitam uma língua já ouvida só para obter aprovação eclesiástica. Mas há quem o faça de forma autêntica.


Em contrapartida, existem fortes evidências de que os dons são de uso contínuo até a manifestação final do que é Perfeito, o que se dará no arrebatamento da Noiva. 

Veja, aqui, uma destas evidências:

1Co 1.7,8: De maneira que nenhum dom vo...s falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, O qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo.


Ubirajara Crespo