A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.

sábado, 13 de novembro de 2010

CABALISMO GOSPEL

MÉTODOS CABALÍSTICOS

Esses métodos, em sua maioria, usados em algumas igrejas, visando o rápido crescimento numérico, são importados. É muito comum ver pregadores estrangeiros entre nós “ensinando” as mais novas leis para o crescimento congregacional. Para algumas pessoas, isso é uma verdadeira obsessão. 

Vimos, um dia desses, na TV,5 um cidadão anunciando certo seminário teológico. Foi prometido que, ao final de noventa dias de um curso por correspondência, o aluno receberia um diploma, credenciais pastorais, ordenação, unção (sic) e o conhecimento para aumentar rapidamente uma congregação de 50 membros para 500! Tudo isso dividido em seis vezes sem juros no cartão. Como a TV é um instrumento caro, deduzimos que alguém deve estar comprando isso. E se o resultado desse tipo de coisa já é péssimo hoje, no futuro poderá ser catastrófico. 

Vamos recorrer, mais uma vez, para enfatizar nossa tese, à citação de um debate sobre o tema transmitido pelo rádio. Certo pastor comentou que há vinte anos fundou uma igreja com um grupo de vinte outros irmãos e, decorridas duas décadas, essa igreja tem cinquenta membros, o que, de certa forma, o deixa frustrado (uso este exemplo porque, como disse, se tornou público pela transmissão). 

Não conhecemos o pastor referido, portanto qualquer comentário particular, mesmo elogioso, seria leviano. Mas queremos analisar o exemplo em si, pois nos parece emblemático. A primeira questão a ser levantada é: o fato de a igreja ter sido fundada há vinte anos com vinte membros e hoje ter “apenas” cinquenta faz desse ministério um fracasso? (em nenhum momento o pastor disse que achava que fosse); a segunda questão é se existe um padrão numérico de crescimento que determina o fracasso ou sucesso de uma igreja.

Vamos analisar o exemplo dado por outro prisma para procurar responder à primeira questão, ou seja, o crescimento numérico determina fracasso ou sucesso? Vamos usar então a mesma lógica que os defensores do crescimento a qualquer custo usam. Digamos que há vinte anos uma igreja qualquer tivesse dois mil membros e hoje cinco mil. Provavelmente, teríamos aí um exemplo de igreja que cresceu explosivamente, talvez fosse até visitada por líderes evangélicos ansiosos em aprender sobre os métodos que ali foram utilizados, e então implantar os mesmos métodos de crescimento em suas comunidades locais. 

Mas se examinarmos a questão pelo mérito matemático, salta aos nossos olhos que ambas as congregações cresceram duas vezes e meia em vinte anos, logo a taxa de crescimento foi rigorosamente igual. Mas aí, ao que parece, o que importa é o numero per si. Uma espécie de numerolatria, o número pelo número, uma obsessão pelo status que o crescimento numérico traz (o que não é o caso do debatedor citado, muito ao contrário, um rigoroso opositor desse tipo de ensino). Estamos diante da aplicação de dois pesos e duas medidas diferentes para o mesmo caso em análise. 

O crescimento numérico passou a ser usado como referendador de todo tipo de prática. Para muitos, não importa o que esteja sendo dito ou feito em tal grupo; se estiver crescendo é um sinal inequívoco que Deus está no meio deles. Nunca ouviram dizer que a maioria não é critério usado por Deus para manifestar sua vontade (Êx 23.2)? Mas ai de quem esboçar opinião contrária: será primeiro convidado a ficar do lado da maioria (1Rs 22.13), caso recuse, será então acusado de desdenho ou de inveja. Mas isto não deve intimidar quem tem compromisso com a Palavra de Deus.

Moisés Veríssimo, autor do livro "O Fermento dos Fariseus", próximo lançamento da editora Naós.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Obras evangélicas de grande visibilidade escondem reais motivações

INIMIGO MALUFISTA

Dizem que o Maluf faz obras de grande visibilidade, mas não trata do que está escondido debaixo do asfalto. Será que é verdade mesmo? As eleições já passaram e este tipo de discussão está fora de época, mas o ditado "rouba mas faz" se transformou em parte integrante do folclore nacional.

Não quero entrar no mérito desta questão, já que pode não passar de boato. Quero tão somente usar o tema para introduzir um assunto de suma importância para os evangélicos. Trata-se do que desejo chamar aqui de religiosidade litúrgica, mesmo quando fogueteira, trabalha de fora pra dentro. A verdadeira espiritualidade reforma o interior.

OBRAS DE GRANDE VISIBILIDADE DESVIAM NOSSOS OLHARES PARA FORA DE NÓS

Máquinas na pista, manifestações de dons, barulho de britadeira, visões de anjos, viadutos, música Gospel, oratória, escavações, quedas no espírito, calçamento, parques e exorcismo, são parte do mesmo show. Uma tentativa de esconder o que passa por detrás da cortina, por debaixo da mesa, nas contas em paraísos fiscais, o dinheiro escondido dentro da Bíblia, etc.

Existe até quem desvie o olhar de si mesmo apontando para um demônio qualquer que rapidamente é transformado no grande culpado e consequente vítima de meus delitos. Eu peco e ele que é rejeitado. Coitado!!!!!

Quando a infra estrutura da alma não é tratada e o cheiro do esgoto não tratado sobe até a superfície. Contamina palavras, gestos, olhares e as atitudes.

Me impressiono mais com a cura da alma do que com a cura do corpo. Cura de superfície, até o diabo sabe fazer. E olha que ele se esforça bastante, pois sabe que a galera se impressiona com jogadas de efeito.

Manifestações sobrenaturais são sinais de que tenho ligações com poderes extra terrestres, mas os Frutos do Espírito revelam a procedência destes sinais (de Deus, do diabo ou da carne).


PODER PARA QUEM NÃO CRESCEU

Poder nas mãos de quem não cresceu, pode ser usado de forma errada. Por isto Paulo diz em 1Co 13, que se eu falar a língua dos anjos e não tiver amor, nada serei.

Mais do que almejar possuir um dom, eu preciso procurar utilizá-lo com amor, pois o dom é para serviço aos outros membros do corpo.

Procedimentos litúrgicos, como falar em línguas e ter visões, por exemplo, não servem de prova do enchimento do Espírito. Em alguns ambientes a pressão pela glossolália é tão grande, que alguns imitam uma língua já ouvida só para obter aprovação eclesiástica. Mas há quem o faça de forma autêntica.


Em contrapartida, existem fortes evidências de que os dons são de uso contínuo até a manifestação final do que é Perfeito, o que se dará no arrebatamento da Noiva. 

Veja, aqui, uma destas evidências:

1Co 1.7,8: De maneira que nenhum dom vo...s falta, esperando a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo, O qual vos confirmará também até ao fim, para serdes irrepreensíveis no dia de nosso Senhor Jesus Cristo.


Ubirajara Crespo

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

ABDUZIDOS POR SONHOS PENTECOSTAIS

PASSAGEIROS! EMBARQUEM PARA UM SONHO POSSÍVEL

1Ts 4.9-12: Leia o texto e me diga se podemos alimentar a esperança de ver estas palavras circulando através de emails, torpedos, blogs e sites de convivência. Sim ou não?

"No tocante ao amor fraternal, não há necessidade de que eu vos escreva, porquanto vós mesmos estais por Deus instruídos".

Este foi um sermão que os tessalonicenses não precisaram ouvir novamente. O amor se tornara parte de seu DNA, visto que a transfusão veio diretamente da corrente sanguínea de Cristo.

Este amor contaminou, não apenas as suas mentes, mas ganhou asas, transformando pernas e mãos em uma extensão ativa capaz de se esticar por uma larga região conhecida como Macedônia" (1Ts 4.9).

Me desculpe, se pareço um sonhador, mas o meu lado pentecostal vê o sonho como um bônus previsto pelo profeta Joel e derramado, pelo Espírito sobre "toda a carne". 

Tudo começou no dia de Pentecostes, quando os discípulos se comportavam como crianças procurando pelo algodão doce no parque. Não arredaram o pé de Jerusalém, esperando pela capacidade de sonhar os sonhos de Deus e interpretá-los e anunciá-los, mesmo que fosse em um idioma desconhecido, mas passível de tradução.

A Igreja foi inaugurada em meio a visões, fumaça, fogo e sons estranhos.

Jesus é detentor exclusivo de recursos que eu e você não somos capazes de inventar, mas aos quais temos acesso pelo sangue do Cordeiro. Um sonho realizável.

Isto nos leva a outra pergunta: Quais são estes recursos e como usá-los?

Comece tentando, mesmo desajeitado. É algo, ou alguém, que os ignorantes não sabem de onde vem, onde está e para onde vai. Os medrosos olham de longe e zombam. Os sábios empurram a si mesmos, pegam no tranco e armam a sua tenda debaixo deste Sol.

Mesmo que as primeiras tentativas de se equilibrar nos trilhos da obediência a Deus sejam claudicantes, já vale pela intenção.

Tente amar, procure ser misericordioso, ensaie o anúncio das Boas Novas, ameace participar, projete o bem e mantenha momentos devocionais diários. Já é um início. Melhor do que estagnar.

Quando, finalmente, estas tentativas forem incorporadas, sempre haverá espaço para progredir nelas.

"Contudo, vos exortamos, irmãos, a progredirdes cada vez mais e a diligenciardes por viver tranquilamente, cuidar do que é vosso e trabalhar com as próprias mãos, como vos ordenamos; de modo que vos porteis com dignidade para com os de fora e de nada venhais a precisar".

Este tipo de progresso tem mais a ver com a prática do que com o conhecimento adquirido durante sucessivas e prolongadas exposições e intenso doutrinamento.

O caminho do amor fraterno oferece espaço para novas manobras, novas paisagens, novas formas e novas pessoas. A criatividade é expontânea e se intensifica, mesmo quando a escalada exige mais força do motor. O combustível existe e está disponível, mas há muita imitação.

Evite abastecer seus sonhos em postos de outras bandeiras, onde o combustível é mais barato, mas não é puro. Não escolha a gasolina pelo rótulo, cor ou cheiro, mas pelo conteúdo e procedência. Somente o Espírito Santo tem um sonho de amor genuíno para derramar em nossos corações.


Ubirajara Crespo