A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Até onde você consegue ir?

Lc 22.33,34: "Ele, porém, respondeu: Senhor, estou pronto a ir contigo, tanto para a prisão como para a morte. Mas Jesus lhe disse: Afirmo-te, Pedro, que, hoje, três vezes negarás que me conheces, antes que o galo cante".

Este texto abre espaço para antigas discussões: A partir de que ponto nossas linhas de resistência são quebradas? Uma vez atingido este limiar, qual é o tamanho do desmonte? Existem limites para rendição?

Se soubermos as respostas saberemos até onde poderemos nos expor. Se você conhecesse o tamanho do seu pavio recuaria antes de explodir. Se soubesse o seu ponto de efervescência, desligaria o fogo antes da ebulição. Isto vale também para a cobiça, para o medo, para truculência, para o sexo e o suborno.
Será sempre saudável nos mantermos a uma distância segura das ameaçadoras camadas abissais. 

A conscientização total é praticamente impossível de ser atingida. Temos os nossos melhores momentos, mas também temos os piores. Hoje estamos fortes, mas o que ocorrerá amanhã? Fatores imponderáveis podem influenciar para mais ou para menos o ponto de efervescência e aumentar a área enlameada e propícia ao escorregão.

Dependendo do momento que atravessamos podemos surtar com um dia de saldo negativo no banco. A sua lista de fatores de risco pode ser aumentada com a conta atrasada, o pneu furado, o engarrafamento, a rinite, a criança que não para de chorar, a dor de barriga, o tempo que não para e/ou o namorado que não telefona.

Apenas um destes itens pode nos descontrolar, mas se não for o suficiente, o diabo sabe a receita, a dose e a combinação certa dos ingredientes. E fique sabendo que isto não é impossível de acontecer.

Decisões não planejadas nos fazem chegar perto demais do limite do cartão, do limite de velocidade, do limite de sua ausência como marido. Neste momento o carro bate, o dinheiro falta, a esposa reclama e você pergunta: - Tinha de acontecer tudo ao mesmo tempo? Sua próxima conclusão será inevitável: - Foi o diabo!!!!

Então pergunto eu: - Será que foi? - Quem mandou andar o tempo todo no limite? Reconheço que até pode ter sido o capeta, mas a tomada final de decisão foi sua. Sempre podemos escolher algo diferente.

Se isto não fosse possível, não encontraríamos, na Bíblia, recomendações como: "Resisti ao diabo e ele fugirá de vós". Quando não resistimos na hora certa ele nos pega na hora errada. E será sempre na hora errada que teremos a reação menos apropriada gritando: - eu te resisto e nome de Jesus. Quando damos este grito, geralmente ele já ganhou. Se isto aconteceu, é melhor verter lágrimas de arrependimento, como fez Pedro. Onde existe lugar para arrependimento, existe lugar para restauração.

Da próxima vez lembre-se de que prevenir é melhor do que remediar.

Ubirajara Crespo

quarta-feira, 7 de julho de 2010

OLIVEIRA BRAVA

Romanos 11.24,25: "Pois, se foste cortado da que, por natureza, era oliveira brava e, contra a natureza, enxertado em boa oliveira, quanto mais não serão enxertados na sua própria oliveira aqueles que são ramos naturais! Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério (para que não sejais presumidos em vós mesmos): que veio endurecimento em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios" (Rm 11.25).

Israel foi escolhida por Deus para que, como nação teocrática, mostrasse ao mundo um vislumbre do que seria permitido ver sobre o Reino de Deus. Israel deveria incentivar, entre os povos, a vontade de consumir a carta de vinhos oferecido por Jesus durante a instituição da Ceia do Senhor. 

"...não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus" (Lc 22.18).

Israel perdeu, temporariamente, a sua condição de primazia em decorrência da sua incredulidade. Estranhamente, de seus ramos nasciam frutos diferentes daqueles que era de se esperar. Afinal, eram parte da Oliveira.

A poda se tornou inevitável, mas sem o propósito de criar espaço para enxertar os gentios em seu lugar. Fato que abriu oportunidade para que ocupássemos, por enxerto, a posição que lhes pertencia por herança.

Se há na videira espaço para ramos enxertados, certamente haverá para os ramos naturais. Se a poda dos ramos naturais trouxe glória para os gentios, imagine o que poderá ocorrer quando estiverem novamente ligados à oliveira. E isto realmente acontecerá, é promessa de Deus. 

"E, assim, todo o Israel será salvo" (Rm 11.26).

Para a nossa meditação: Se os ramos naturais foram cortados, imagine o que poderá ocorrer conosco, ramos enxertados, se apresentarmos um procedimento incompatível com a nossa posição.

Ubirajara Crespo

domingo, 4 de julho de 2010

FABRICANDO FÉ DESPOLUIDA





Rm 10.17: "E, assim, a fé vem pela pregação, e a pregação, pela palavra de Cristo".


Somente mensagens construídas com a Palavra garantem a construção do tipo certo de fé. Da mesma forma, a argamassa feita com areia do rio e não do mar, garante uma construção estável. A areia do mar e a mensagem corrompida, embora se pareçam com a certa, possuem substâncias corrosivas, que ao longo do tempo provocam profundos abalos na construção.

Se parecem tanto com o original, que somente um exame minucioso denunciará a sua origem. O incauto é o público alvo dos vendedores de material falsificado. Adquirem promessas que não se cumprirão e naturalmente frustrados se revoltam contra Deus. Reação típica de quem não percebeu que foi vítima desavisada de mordidas deformadoras provocadas por lobos vorazes.

A bem da verdade, precisamos admitir que o mercado religioso é bem mais vulnerável ao ilusionismo do que o mercado da construção civil. O consumo é estimulado por fatores nem sempre mensuráveis. Estamos lidando com fatores subjetivos e com uma mercadoria que pode ser vendida sem passar pelas avaliações dos órgãos governamentais verificadores.

O lobo sabe se esconder atrás de leis coniventes envolvendo liberdade de expressão e da omissão de outros grupos religiosos. Os grupos mais expressivos, comprometidos com atividades ilícitas, não querem chamar a atenção do ministério público para esta fatia do mercado. Gato escaldado tem medo de água fria.

Os políticos fazem as leis, mas precisam conquistar o voto de um grupo que aumenta dia a dia. Entidades paraeclesiásticas precisam vender seus produtos para sobreviverem, e não se sentem estimuladas a confrontar líderes com poder de controle sobre este mercado tão promissor. Falo de editoras, livrarias, gravadoras, mídia, acampamentos, hotéis e bugigangas Gospel. Declarações contundentes, mesmo necessárias, desestimulam a venda.

Para ganhar é preciso estar disposto a perder. Somente com coragem e disposição de pagar o preço do comprometimento com a verdade conseguiremos fazer com que ela prevaleça. Somente voltando ao primeiro amor e permanecendo com a Palavra, a faxina da casa de Deus poderá ocorrer. 

Por este motivo Paulo declara que para produzir o tipo certo de fé, é necessário que o conteúdo da nossa pregação não seja contaminado por nada além da Palavra.

Ubirajara Crespo