A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

As Aventuras de Daniel e seus amigos na Babilônia

Daniel 3: O rei Nabucodonosor fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de babilônia.
É provável que esta imagem se parecesse muito com Nabucodonosor, pois se tornou um símbolo religioso nacional. Provavelmente a sua confecção visava criar, em todo o reino, uma unidade em torno da religiosidade que ela viesse a inspirar. A lista de participantes formada por sátrapas, prefeitos, governadores, juízes, tesoureiros, magistrados, conselheiros e oficiais das províncias mostrava a importância e a abrangência mundial daquele ato religioso.
 
Os babilônios já estavam acostumados com as religiões impostas por decreto imperial.
Daniel e seus amigos também estavam ali e eram vistos como forasteiros que ocupavam altos postos no governo. Alguns setores e aspirantes aos cargos políticos os viam como invasores alienígenas. A inveja corroia o coração dos nativos que julgavam ser as pessoas certas para aquelas posições, o que os tornava alvos de constantes conspirações.
Dn 3.8: Por isso, no mesmo instante chegaram perto alguns caldeus, e acusaram os judeus.
 
Estes conspiradores sabiam que o quarteto não entraria naquele jogo político/religioso e lhe prepararam uma emboscada na qual certamente cairiam. Daniel foi poupado desta acusação (v.14), talvez porque entre os quatro era o preferido do Rei. Nabucodonosor, por sua vez, se tornara presa da sua soberba e do decreto que havia assinado.
O ambiente era propicio para o golpe, principalmente levando em conta que Palavra de Rei não volta atrás. Visto serem os favoritos da corte, o rei lhes deu uma segunda chance, da qual se aproveitaram, mas apenas para dar um belíssimo testemunho de sua fé em Deus (Vs.17,18).
Fe que foi honrada em meio a um grande desafio e o apreciando a distancia este seu comportamento percebemos o quão tímidos somos, quando se trata de enfrentar a pressão e a intimidação do inimigo. Quantas vezes você cedeu diante de temperaturas mais amenas? No caso deles o botão da que regulava a temperatura da fornalha girou varias vezes em torno do seu eixo.
O desfecho não poderia ser mais apoteótico: Nabucodonosor aplaudiu a desobediência ao seu próprio decreto ao invés de atiçar ainda mais o fogo, reconhecendo publicamente que o Deus dos Hebreus era o maior de todos os deuses (vs.28,29). Foi ele quem compôs uma das mais lindas frases da historia: "Não ha outro Deus que possa livrar como este"!
Posso ouvir um ALELUIA!!!!
Ubirajara Crespo

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Reação em Cadeia

Mas se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos – Rm 7.25

por Natércia de Freitas Lemos

 Se uma delas se for, a outra fica capenga e não consegue desempenhar bem suas funções. A esperança traz alegria e persistência à paciência. A paciência traz disciplina e quietude à esperança.

Existem muitas situações na vida que nos fazem perder ou a esperança ou a paciência. Às vezes, em casos extremos, pode-se perder ambas. Quando a paciência se vai, a esperança adoece (Pv 13.12). O coração sofre e os olhos ficam turvos. No seu lugar, aparece uma sensação de fracasso. De não conseguir percorrer todo o caminho até a faixa final da vitória; de “entregar os pontos”, ou de desistir daquilo que se esperava alcançar.

Se é a esperança que se vai, o mundo se torna cheio de ruídos. São “vozes” que trazem o fatalismo à existência. Uma sensação de que, “haja o que houver, nada vai mudar mesmo”. É triste quando a esperança se vai. Vão-se embora os sonhos, os objetivos e a vontade de permanecer lutando, seja qual for o desafio.

Muito mais do que ter alguma coisa ou alcançar um determinado objetivo, o maior desejo que qualquer cristão deveria ter é o de estar eternamente com Cristo. Aquilo que seu coração mais quer, mostra “quem/o quê” está dominando sua vida. É muito importante identificar se seus desejos foram, de fato, dados por Deus. Se sim, mantenha a esperança de mãos dadas com a paciência e tenha foco. Se não, em outro post, será abordado como detectar e se livrar dos desejos enganosos.

Lembre-se que Deus é imensamente maior que qualquer ser humano ou problema. Ele não falha. Ele cumpre (a seu tempo), aquilo que prometeu. Mantenha sua esperança firme e persista, com ânimo, diante das derrotas ou dos desafios porque “a alegria do Senhor é a nossa força” (Ne 8.10).

A paciência ensina como permanecer de forma alerta para não cair em ciladas de comodismo, e também de forma atenta o suficiente, para perceber que existem momentos na vida em que não devemos fazer mais nada, a não ser nos aquietar e deixar Deus agir. É muito difícil ficar quieto e em paz. A tendência humana é de sempre fazer alguma coisa, mas a paciência mostra que existem coisas que somente Deus faz.

Um dia depois do outro nunca é tempo demais pra quem espera nas firmes promessas de Deus. Prosseguir para o alvo só é possível com muita esperança e paciência. Que Deus nos ensine a viver com abundância dessas virtudes.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Proteção contra os falsos profetas

Deuteronômio 13:1-3: Quando profeta ou sonhador de sonhos se levantar no meio de ti, e te der um sinal ou prodígio, e suceder o tal sinal ou prodígio, de que te houver falado, dizendo: Vamos após outros deuses, que não conheceste, e sirvamo-los; não ouvirás as palavras daquele profeta ou sonhador de sonhos; porquanto o SENHOR vosso Deus vos prova, para saber se amais o SENHOR vosso Deus com todo o vosso coração, e com toda a vossa alma.
Esta lei rigorosa visava proteger o povo da influencia dos falsos profetas e da contaminação ritual. O diabo, como o sujeito oculto desta lei, tem a capacidade de seduzir apresentando a possibilidade real de produzir um prodígio. Moises reconhece que existem poderes sobrenaturais capazes de intervir na historia. A contaminação ritual é uma forca capaz de desestabilizar pessoas e comunidades inteiras. Deus, movido por amor, previne a respeito do perigo e emite uma lei com a finalidade de proteger o seu povo de quem os assedia com a finalidade de matar, roubar e destruir.
Dt 13:6: Quando te incitar teu irmão, filho da tua mãe, ou teu filho, ou tua filha, ou a mulher do teu seio, ou teu amigo, que te é como a tua alma, dizendo-te em segredo: Vamos, e sirvamos a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais

Com sua astucia o inimigo utiliza não apenas o sinal como forca de atração, mas também pessoas a quem amamos. Esposa, filhos, pais e amigos são usados como elementos de cerco e sedução.

Dt 13.13,18: Uns homens, filhos de Belial, que saíram do meio de ti, incitaram os moradores da sua cidade, dizendo: Vamos, e sirvamos a outros deuses que não conhecestes;

A contaminação litúrgica pode ser forjada pelo levante armado e a intimidação. O medo de perder a vida ou algo que nos seja precioso pode nos levar a ceder. Como resposta, a nação deveria usar de forca proporcional ao levante. Somente a voz do Senhor deve ser ouvida no meio do seu povo.

Ubirajara Crespo