Vou tentar me concentrar na reação de Sara, digna de uma descendente de Adão, como nós.
"Sara, porém, viu que o filho que Hagar, a egípcia, dera a Abraão estava rindo de Isaque, e disse a Abraão: “Livre-se daquela escrava e do seu filho, porque ele jamais será herdeiro com o meu filho Isaque”.
Gênesis 21:9-10
Quem nunca esteve em uma situação na qual suas reações pendiam, ora para o instinto, ora para a fé. Está claro, que Sara via Hagar e Ismael, com uma forte aversão. Eu não me arriscaria a dizer, que naquele exato momento, Sara foi movida por fé e derivados, como amor, paciência, compaixão ou por um coração perdoador. Mais para despeitado, invejoso e tomado pela tipo de preconceito, que interpreta reações infantis, como uma ameaça.
Este tipo de reação nos pega desprevenidos, desarmados, sem tempo de disfarcá-la nem de explicá-la de forma convincente.
Este episódio poderia ser encarado por Abraão como uma ofensa. Afinal, Hagar era uma mulher com a qual Abraão teve um filho. Prova disso é o seu coração machucado, pois a situação envolvia um filho seu.
Deus sabia, que o cumprimento da sua promessa corria um certo risco, caso este comentário intempestuoso de Sara gerasse uma rusga irreparável. Foi assim que resolveu interferir e disse: "Mas também do filho da escrava farei um povo; pois ele é seu descendente” Gn 21:13.
Deus acabou usando esta situação para garantir o afastamento do maior concorrente de Ismael. O perigo de uma disputa era real e Sara o previu corretamente, embora a sua reação fosse muito deselegante. A graça de Deus alcança nações, e o faz, apesar de se sobrepor por caminhos nem sempre retos. Houve outras situações nas quais Deus usou homens como Nabucodonosor para disciplinar Israel. Hoje ele usa patrões incrédulos, colegas mal intencionados e situações de risco para nós mostrar um caminho mais aceitáveis.
Ubirajara Crespo
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