A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Ingredientes Básicos da Disciplina dos filhos

Eu diria que o processo disciplinar deve conter dois ingredientes básicos: disciplina física e diálogo. Devemos nos utilizar desses dois componentes em proporções adequadas à idade física e emocional de nossos filhos. Na medida em que vão crescendo, o diálogo deve se tornar o ingrediente mais importante dessa fórmula, até chegar a ponto de ser o único. Essa é uma transição que deverá acontecer gradativamente. Na adolescência, o diálogo deve ser mais freqüente, se não funcionar, talvez seja porque a vara ou o diálogo não foram utilizados nas proporções corretas.
 
Um dos objetivos da vara é criar certos condicionamentos ou hábitos. No início a criança, sem que haja qualquer grande elaboração mental, aprende que não deve fazer algo porque ao fazê-lo, sente uma batidinha repressora na mão. Isto cria hábitos e reações. A Bíblia, porém, nos ensina a dar razão da esperança que há em nós.

Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações; mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós (1Pe 3.15). 

Trazendo esse princípio para nosso assunto, precisamos apresentar razões ou motivos pelos quais se deve fazer ou não determinadas coisas. Não custa nada explicar e ele se sentirá honrado e importante. Deixe claro que a vara dói também em você. Não tenha vergonha de chorar com ele.

A vara cria hábitos, mas o diálogo esclarece a respeito dos motivos da disciplina. A criança atinge a fase dos “por quês” e muitos pais não sabem lidar com esses sinais de amadurecimento intelectual. A vara sem diálogo provoca revolta. Até mesmo para uma criancinha apanhar sem saber exatamente por que, pode levá-la, com sua capacidade de raciocínio ainda em formação, a entender que seus pais estão sempre zangados com ela e que não faz nada direito.

Não estou falando somente do tipo de explicação que esclarece o motivo imediato da disciplina. São coisas do tipo: vai apanhar porque quebrou a louça, ou porque não fez seus deveres, ou porque bateu no irmãozinho. Refiro-me às razões últimas da disciplina, as motivações que estão por detrás dessa prática. A disciplina não é motivada por um momento, mas pelo interesse e pelo amor. À medida que seu filho cresce, vai se tornando cada vez mais capaz de assimilar conceitos abstratos, de se fixar em conversas mais longas e sente-se satisfeito quando as respostas são inteligentes.

O problema é que à medida que nossos filhos vão se tornando capazes de conversar, envelhecemos, nos calamos e acabamos criando um abismo de gerações entre nós. O pessoal mais antigo tende a tornar-se fechado e incapaz de compreender esses novos hábitos que se criaram em nossa sociedade. Alguns chegam mesmo a suspirar: “Nos meus tempos...” Ora os meus tempos não passaram, estou vivo hoje e não ando de carroça só para contrariar, vou de metrô, e se possível, de carro.

Para muitos parece ser mais seguro estabelecer uma lista de regras fixas do que tentar entender que os filhos não são mais crianças. Quando eram pequenos, era só mostrar o cinto, que tudo dava certo. Agora que eles pensam e são mais fortes do que eu, como fazer?

Se meus filhos são grandes, não casados ainda, isto não elimina a minha obrigação como pai, de orientá-los, principalmente nesses primeiros passos em sua carreira profissional. Às vezes preciso falar grosso e ser mais incisivo do que o normal. O que garante que eles me ouvirão? O respeito conquistado durante todos esses anos. Em uma fase mais adulta, o respeito, não a dependência, toma o lugar da pressão física. É algo que se conquista. 

Se ainda não conquistou, comece agora, mas saiba que essas coisas geralmente demandam algum tempo. Talvez alguns de nós precisemos começar tudo de novo. Devemos ver menos televisão, olhar mais nos olhos uns dos outros e fazer alguns projetos que exijam a participação de toda a família.

sábado, 3 de novembro de 2012

Máquina dentro do Corpo



@uccrespo: Igreja auto estabelecida é uma prótese fabricada fora do corpo. O material usado na fabricação desta prótese é diferente, mas se cobre com a pele do Corpo, escondendo sua real natureza interior. 

Sua colocação deixa cicatrizes no Corpo e dispara o detector de metais nos bancos e aeroportos, indicando possíveis ameaças. 

As próteses são feitas de material não orgânico, ou seja, sem vida. Não possuem células, nem favorecem a circulação do sangue que alimenta e purifica as demais células do Corpo. 

Quando se desgastam, se faz necessário um novo procedimento invasivo para substituí-las. Todos sabem que qualquer cirurgia tem alguma dose de risco e podem não ser aceitas pelo Corpo.

Grupos assim forçam a sua aceitação pelo corpo com parafusos, apertos raspagens, fazendo furos, usando parafusos, enchendo com massa, fazendo modelagens, pintando com falsas profecias e outras adaptações.

Uma verdadeira gambiarra. Nada melhor do que a reposição natural do que a introdução de material externo.

Ubirajara Crespo

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Operador do mensalão teria recusado proposta de pagamento a empresário que envolveria Lula na morte do ex-prefeito



Valério afirma que PT lhe pediu dinheiro no caso Celso Daniel, diz revista Favoritar Operador do mensalão teria recusado proposta de pagamento a empresário que envolveria Lula na morte do ex-prefeito

02/11/2012 - 17h00 | O Globo

SÃO PAULO - Reportagem da revista Veja desta semana afirma que o operador do mensalão, Marcos Valério, foi procurado pelo PT para pagar um empresário que ameaçava envolver o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a morte do então prefeito de Santo André, Celso Daniel, assassinado em 2002.

Segundo a reportagem de Veja, a chantagem envolvia o empresário Ronan Maria Pinto, apontado pelo Ministério Público de São Paulo como integrante de um esquema de recolhimento de propina montado pelos petistas na gestão de Daniel. Ronam, de acordo com a reportagem, ameaçava envolver Lula e Gilberto Carvalho no episódio e pedia dinheiro para ficar em silêncio. Foi com esse cenário que Valério foi chamado pelo então secretário-geral do PT, Silvio Pereira, para uma reunião. A ideia era utilizar Valério para realizar os pagamentos a Ronan.

Valério teria negado, segundo declaração à Veja. Eles achavam que [o pagamento] ia ser através de mim, eu falei assim: 'Nisso aí eu não me meto, não'Segundo o Ministério Público de São Paulo, durante a gestão do ex-prefeito petista Celso Daniel na prefeitura de Santo André, foi montado um esquema de desvio de recursos públicos. O dinheiro desviado iria financiar campanhas políticas do PT. Divergências em relação ao esquema teriam levado o empresário Sergio Gomes da Silva, amigo de Daniel, a encomendar o assassinato do então prefeito.

Segundo a Veja, apesar da negativa de Valério, Ronan acabou sendo pago por um amigo pessoal de Lula, por meio de um banco que não faz parte do mensalão.

O publicitário estaria disposto a revelar mais informações à Justiça, em troca de benefícios no cumprimento da sua pena. Ainda segundo a revista, Valério também diz ter informações sobre o escândalo dos aloprados, em que militantes petistas foram presos em um hotel de São Paulo. O dinheiro seria utilizado para comprar um dossiê contra adversários do partido.

Marcos Valério também já tinha mencionado o nome do prefeito Celso Daniel em depoimento prestado ao procurador-geral da República, Roberto Grugel, em setembro. De acordo com reportagens da edição anterior de “Veja” e do jornal “Estado de S. Paulo” de ontem,Valério mencionou nomes que não foram citados no processo em julgamento no Supremo Tribunal Federal, como o do ex-presidente Lula e do ex-ministro Antonio Palocci. O publicitário informou ainda ter feito outras remessas de recursos para o exterior e falou sobre o assassinato do prefeito de Santo André, Celso Daniel.

A edição anterior da revista traz a informação de que, também em setembro, Valério enviou um fax ao Supremo Tribunal Federal pedindo proteção de vida em troca de informações.

Veja diz ter gravações de conversa

Em entrevista publicada na noite de quinta-feira pelo portal de notícias Comunique-se, a direção da revista Veja confirmou, pela primeira vez, ter entrevistado Marcos Valério e gravado a conversa que embasou a reportagem.

Antes, a revista alegava que a reportagem havia sido feita com base em revelações de Marcos Valério a parentes, amigos e associados. Na Carta ao Leitor daquela edição, inclusive, a direção afirmava que Valério não quis dar entrevista sobre as acusações indiretas do envolvimento de Lula.

Segundo Eurípedes Alcântara, diretor de redação, o publicitário é quem vai decidir se o conteúdo da gravação realizada será divulgado ou não. Para o executivo da Editora Abril, a exposição do material é "uma prova desnecessária" para comprovar que o encontro realmente aconteceu.

Logo após a publicação da reportagem, o advogado de Valério, o criminalista Marcelo Leonardo, disse que seu cliente não deu a entrevista e negou as declarações atribuídas a ele. O fato levou o colunista do GLOBO Ricardo Noblat a aventar a possibilidade de a revista publicar o conteúdo das conversas - o que não aconteceu.

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COMENTÁRIO:  

Já disse e continuo dizendo que a política é o jogo mais sujo que existe na face da Terra. Quanto mais a Igreja se distanciar disto, melhor.

Pessoas crentes podem se envolver, mas Igreja, jamais. A Igreja já se sujou muito com isto. É hora de se santificar.