A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.
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terça-feira, 20 de outubro de 2009

CASTRAÇÃO


OS NOVOS EUNUCOS

Curiosamente os eunucos não se extinguiram com o passar dos séculos. Nos dias atuais há cerca de 50 mil eunucos que vivem na Índia, os hijras (expressão para dizer “nem homem, nem mulher”). Vestem-se como mulheres e usam nomes de mulheres. Pela tradição hindu são vistos como símbolo de sorte aos recém-nascidos e aos recém-casados. Muitos ganham a vida aparecendo nos casamentos, sendo pagos por isso. Se amaldiçoarem os noivos ou os recém-nascidos, trarão má sorte aos amaldiçoados.

Após muitos anos de perseguição e de discriminação, os hijras hoje se organizam em sindicatos e alguns deles conseguiram ser prefeitos de algumas cidades. Em 2004 um tribunal indiano decidiu que os eunucos são tecnicamente homens. No meio dos hijras juntaram-se nos dias atuais vários transexuais e hermafroditas rejeitados pelos pais.

“A imagem que fazemos dos eunucos muçulmanos é a daqueles escravos negros prostrados nas portas dos haréns, mas no Império Otomano, eles eram desde zeladores de mesquitas até administradores e professores”, diz o historiador David Ayalon, autor de Eunuchs, Caliphs and Sultans. Segundo ele, os escravos vindos da Europa oriental, da Ásia e, principalmente, da África eram castrados em território não islâmico, crendo que isso mantinha a terra muçulmana pura. Para efetuar o trabalho, alguns centros especializados em castração foram criados nas fronteiras do território otomano. Na realidade não passavam de locais improvisados, onde os próprios comerciantes de escravos, ou às vezes seus captores, faziam a cirurgia, que podia até variar de método, mas era sempre dolorosa e potencialmente mortal. Em alguns lugares, o procedimento consistia em abrir o escroto com uma lâmina e apenas retirar os testículos. Noutros, tudo era retirado (leia quadro na pág. 52). Poucos dias depois, os escravos eram entregues a seus novos donos: os sultões.

Os Castrati

O castrato é um cantor masculino com extensão vocal que corresponde em pleno à voz feminina, seja de soprano, mezzo-soprano e contralto. Para atingir esta extensão era preciso que o jovem fosse submetido a uma operação de corte dos canais provenientes dos testículos. Os castrados surgem no século XVI, quando a igreja sente a necessidade de vozes agudas em seus coros, e como a participação de mulheres era vetada pelas leis da Igreja Católica, tornou-se comum o uso de jovens castrados nesses coros. Sisto V aprovou em bula papal de 1589 o recrutamento de castrati (plural de castrato) para o coro da Igreja de São Pedro, em Roma. Antes, o Duque de Ferrara, por volta da década de 1550, tinha castrati no coro de sua capela.

As castrações eram feitas em rapazes pobres, órfãos ou abandonados, sem a proteção familiar. Às vezes, a própria família impossibilitada de cuidar do filho, entregava-o à castração. No século XVI o castrato passou a ser visto com prestígio e símbolo de ascensão social.

Os castrati tornaram-se integrantes das óperas no seu auge, nos séculos XVII e XVIII. O papel principal dessas óperas era em grande parte, escrito para o castrato, que adquiria grande importância intelectual nos meios europeus. As óperas de Handel são feitas para os castrati. A interpretação barroca dessas óperas é toda feita por castrati.

O mais famoso castrato foi o napolitano Carlo Broschi (1705-1782), conhecido como Farinelli. Foi castrado aos sete anos de idade, cantou a partir dos anos 1720 em óperas de Nicolau Porpora, e da maioria dos compositores de sua época. No auge de sua forma vocal, cantou em Londres, aplaudido pela sua agilidade, pureza tímbrica e bela sonoridade, sendo capaz de sustentar uma nota por mais de um minuto sem respirar. Farinelli morreu rico e a gozar de grande prestígio.

Gaetano Cafarelli (1710-1783), castrato mezzo-soprano, assim como Farinelli, foi aluno de Porpora e compositor para o qual Handel escreveu a famosa ária "Ombra mai fù" de Xerxes (o "Largo"). Sua voz era encantadora, inferior apenas à de Farinelli, sua arrogância o tornou impopular.

Por mais de trezentos anos a igreja usa castrati em seus coros, e a música erudita em suas óperas. Essa prática foi definitivamente proibida em 1870 na Itália, único país que a fazia nesse tempo. Em 1902 o papa Leão XIII proibiu definitivamente o uso de castrati nos coros das igrejas. O último castrato foi Alessandro Moreschi (1858-1922), que fez parte do coro da Capela Sistina entre 1902 e 1904. Gravou dez discos, e é o único registro que se tem da voz de um castrato, hoje totalmente extinta.

“Porque há eunucos que assim nasceram do ventre da mãe; e há eunucos que foram castrados pelos homens; e há eunucos que se castraram a si mesmos, por causa do reino dos céus. Quem pode receber isto, receba-o.” (Mateus 19 : 12)

Compilação de diversas fontes, inclusive da Bíblia.

COMENTÁRIO.

É possível viver sem casar, sendo eunuco por amor ao reino de Deus, mas que nem todos tem condições para tal. Eunuco, para quem não sabe, é um ser que não tem apetite sexual por ter sido castrado.
O celibato, portanto, tem justificativa bíblica, mas não se refere especificamente a membros de uma determinada ordem religiosa. Neemias, importante personagem bíblico, provavelmente era um Eunuco.
Antes, porém, de adotar esta portura, é preciso ter absoluta convicção do que está sendo feito.
Ninguém, é salvo por causa do celibato, mas por crer em Cristo e ebedecê-lo totalmente.
Ubirajara Crespo