A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Versículo do Dia: Seu Representante diante de Deus

TEXTO: Ez 14.13,14: Filho do homem, quando uma terra pecar contra mim, cometendo graves transgressões, estenderei a mão contra ela, e tornarei instável o sustento do pão, e enviarei contra ela fome, e eliminarei dela homens e animais; ainda que estivessem no meio dela estes três homens, Noé, Daniel e Jó, eles, pela sua justiça, salvariam apenas a sua própria vida, diz o SENHOR Deus.   

COMENTÁRIO: Este texto esclarece as questões existentes sobre a chamada representatividade espiritual. Ninguém fala em nome de uma terra ou nação, cada um fala por si. Nem sequer pessoas com o peso espiritual de Noé, Davi e Jô podem requerer o perdão de Deus para uma nação que não se arrependeu.  

Alguns atos proféticos realizados em nome de um pais tem a pretensão de serem considerados como um decreto divino, mas se não forem acompanhados de arrependimento e mudança divina, o decreto oficial de Deus sobre a nação continuara sendo este: "... Quando uma terra pecar contra mim, ... Estenderei a Mão sobre ela".

Arrependimento ocorre quando você quiser e não quando eu e/ou qualquer outro, determinarmos que isto aconteça em sua vida.

Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem (1Tm 2:5).

Ubirajara Crespo

 

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Quando o consumidor é consumido

2Co 5.16: Assim que daqui por diante a ninguém conhecemos segundo a carne, e, ainda que também tenhamos conhecido Cristo segundo a carne, contudo agora já não o conhecemos deste modo.
 
 
Conversando com um vendedor de automóveis a respeito dos interesses que os fazem se aproximar de uma pessoa, concluímos que são pressionados pelos interesses da corporação para a qual trabalham. Se assumirem a visão corporativa, o visitante da loja é apenas um consumidor, algo bem menor do que uma pessoa. Embora sejam treinados para fazer uma abordagem que pareça considera-lo um indivíduo importante, devem priorizar os interesses da empresa, e não do comprador. Mesmo quando parecem ceder, estão, na verdade, utilizando um eficiente método de conquista, levando-o a consumir o máximo possível.
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O comprador, por sua vez, também interessado em tirar alguma vantagem, imagina que foi esperto o suficiente para ganhar da empresa alguns acessórios a mais e para pagar alguns reais a menos, quando na realidade, foi envolvido por uma tática de vendas personalizada ao seu tipo, que levou anos para ser elaborada, envolvendo psicólogos, mestre do comportamento, sociólogos, tendencias mercadológicas, planilhas capazes de determinar se uma venda é lucrativas.
O papel da IGREJA é tirar pessoas do mundo, e nem tanto levá-las a conviver harmoniosamente com o sistema reinante. Falo de se fantasiar de interessado, quando o seu único interesse é a conta bancária do consumidor e não a sua pessoa. Falo ainda da necessidade de inventar funcionalidades que o produto não possui, só para estimular a venda. Menciono também a tendência de mentir para o comprador e de falar a verdade para o patrão, que não admite falsidade no seu relacionamento com ele, mas estimula este comportamento dúbio com o comprador. Só não incluo na minha lista negra a necessidade de cobrir cotas, de apresentar resultados e de aprimoramento das técnicas de vendas, desde que não ultrapassem os limites descritos pela Palavra de Deus.
 
As pressões são enormes, eu sei, pois já precisei conviver com este sistema durante muitos anos e é bem mais fácil ceder do que resistir, principalmente quando a resistência pode significar demissão ou rebaixamento de nível. Não é preciso transformar tudo isto em uma grande paranóia, agindo sem sabedoria ou se comportando como ovelha de corte, quando isto não é necessário. Foi procurando atingir metas, buscando conhecimento e aperfeiçoamento de técnicas de persuasão sem negociar princípios, que ganhei todos os prêmios de venda, a nivel nacional, que disputei. Deus promete sucesso, e não o fracasso, para quem o obedece.
Cultivar uma religiosidade com ênfase em itens como repleplé, arrepios, suores, pulinhos, quedas e visões é mais fácil do que obedecer a Palavra e mortificar os desejos da carne, mas isto me faz perder o prestigio pessoal com quem mais interessa; Deus. Talvez. seja por este motivo que Paulo, apostolo de Jesus Cristo, passou por uma crise existencial, que o levou a decidir não mais se relacionar com as pessoas segundo os apelos da sua carne. Isto envolve sexo, amizades, profissão, casamento, negócios, namoro e navegação em sites sociais.
 
Se há um ambiente que devemos preservar deste tipo de influência é o Corpo de Cristo. Ganhar pessoas, tendo como objetivo obter pontos positivos junto ao líder da grande corporação religiosa para a qual trabalho, é suicídio espiritual. Não se deixe estimular apenas por metas financeiras, pelo número de batismos, de pontos de pregação e de novas igrejas. Cultive motivações espirituais e não apenas aquelas que vêm de fora de você.
Estas são apenas algumas das práticas empresariais que tentam trazer para o Corpo de Cristo, minando assim uma de suas bases mais importantes, a verdade. Pressionados pela possibilidade de promoção, estimulados pelos prêmios de cobertura de cota e pela ameaça de perder o emprego, muitos pastores acabam cedendo. E sempre mais fácil ceder.
 
A liderança de uma denominação para a qual eu trabalhava, exigiu que os pastores locais instituíssem em suas igrejas, a "oferta dos milagres". Em outras palavras, o sujeito dava uma oferta em dinheiro, garantia as orações do grupo dos intercessores e era levado a crer que a sua oferta liberaria a benção procurada. Na época interpretei aquilo como mais uma mercadoria Gospel posta a venda por aquela corporação religiosa, e me recusei a fazê-lo. Agi assim baseado no fato de que importa mais obedecer a Deus do que a homens. Esta e outras práticas do tipo, me levaram a afastar-me definitivamente daquela corporação.
Não posso abordar alguém seguindo estímulos essencialmente carnais, mas principalmente espirituais. Considerando que Deus é amor, não pode haver um estímulo mais espiritual do que o amor.
 
Ubirajara Crespo

terça-feira, 21 de maio de 2013

Longe dos olhos, mas perto do coração Sl 134

Erguei as mãos para o Santuário Sl 134:3
 
Este Salmo foi composto, tendo como destinatários aqueles que assumiram a posição de serviço  e adoração na Casa do Senhor, e mais particularmente aos que fazem hora extra, indo além do protocolar. Nem todos se apresentam para o turno da noite.
Sabemos que ao virar a noite, podemos ser motivados por causas nobres, mas não necessariamente rotuladas como espirituais. Se formos movidos pela busca de sustento honesto, pelo progresso  profissional ou intelectual, pela compaixão, temos o aplauso divino, mas quando buscamos o intangível, o crescimento espiritual e o aprimoramento do caráter, sem nada cobrar, o Céu inteiro nos aplaude de Pé. Por detrás das comendas, do aplauso humano, do tapinha nas costas, da medalha, e do discurso de exaltação podemos receber empurrões santos ou profanos. Melhor quando a medalha não estiver contaminada por segundas e terceiras intenções. Nada nos motiva mais do que a coroa da fidelidade até a morte.
 
O estímulo de erguer as mãos para o santuário, é dirigido também àqueles que não têm acesso ao seu interior, pois desenha na nossa imaginação alguém que se encontra algures de qualquer contato físico ou visual do Santuário Terrestre erguido em Jerusalém.
 
Mesmo estando diante do Templo, havia limites físicos impostos à maioria das pessoas que ali estavam. Alguns locais eram permitidos somente aos sacerdotes e levitas. Havia escalas de proximidade do local sagrado que determinavam até onde poderiam chegar. Para tanto, foram construídos ambientes próprios para os sacerdotes, para o Sumo Sacerdote, para as autoridades, para os homens, para as mulheres, etc. A distância física, porém, jamais representou distancia espiritual. Podemos estar perto dos olhos, mas longe do coração e vice versa. Quem está na última fila pode estar bem mais próximo do que aquele que subiu na plataforma.
 
Pessoas com defeitos físicos, publicanos e mulheres menstruadas ou em resguardo, não poderiam ocupar espaços reservados aos que desfrutavam de condições físicas normais. Esta proximidade física, no entanto, era mais simbólica do que indicativa de proximidade espiritual com Jeová. As doenças, os fluxos sanguíneos, as dores e os incômodos do parto eram provenientes da natureza pecaminosa, símbolos de uma natureza decaída, que não deveriam ser exibidos no Templo. Paralíticos, cegos e endemoninhados receberam o toque do Cristo, fora do ambiente considerado como sagrado.
 
Nada impedia que estas pessoas levantassem as mãos para o Santuário, com a mesma intensidade de fé 0e amor a Deus, daqueles que estavam no interior do Templo. O mesmo princípio se estendia aos que moravam longe de Jerusalém, nas montanhas, além do Jordão, em Samaria, na Galileia e em outros países. Bastava se virar para o Templo, que chegariam tão perto de Deus, ou até mais, do que aqueles que se aglomeravam dentro e ao redor do Santuário. O mesmo vale para pessoas, que como eu, não possuem qualquer tipo de orientação, e se virassem para o outro lado, mas o fizessem com o seu radar espiritual, totalmente apontado para Deus.
 
O que nos separa de Deus não é a distância que estamos do local de culto, mas quão longe ou perto estamos de seguí-lo e obedecê-lo.
 
Ubirajara Crespo