A Nova Direção proposta aqui é uma retomada de rumos já tomados pela Igreja. resgatar valores antigos, mas sem perder o contato com a realidade atual. A mensagem de Jesus continuará relevante, mesmo que seque a erva e murche a flor.
Tudo o que vem dele, é permanente.
O amor de Cristo por nós, sua Palavra, suas promessas e sua posição única no topo do universo, continuam sendo as mesmas, aconteça o que acontecer na base. Se for preciso, vamos mudar o rumo e voltar atrás, para bem longe da cauda.

domingo, 19 de maio de 2013

Auxílio Paletó compraria 400 ternos populares para cada deputado

Poder Legislativo
Dinheiro do auxílio-paletó pagaria 400 ternos populares
Justiça suspendeu o pagamento do benefício para deputados estaduais de São Paulo. Sem controle algum, verba virava bônus no salário dos parlamentares
Marina P
O deputado estadual Adriano Diogo -
Quarenta mil reais por ano. Este era o valor do chamado auxílio-paletó, pago para cada deputado da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) antes de a Justiça acabar com a benesse, em decisão divulgada na última quinta-feira. A decisão é de primeira instância e o presidente da Casa, Barros Munhoz (PSDB), já avisou que pretende recorrer. Com o dinheiro, daria para comprar 400 ternos em lojas populares como a Camisaria Colombo, onde o preço dos conjuntos varia de 99 reais a 249 reais. Na chiquérrima Daslu, um dos templos do luxo na capital paulista, o valor daria para comprar 12 ternos do modelo mais caro da loja, que custa 3.200 reais. Se o deputado tiver um gosto ainda mais refinado, a verba compra 8 ternos da última coleção da grife italiana Empório Armani, por 5 mil reais cada um.

Na prática, a maioria dos parlamentares não parece afeito a grifes - nem mesmo a bom gosto, em alguns casos. A galeria de fotos acima dá uma mostra ao eleitor de como os nobres deputados andavam gastando os 40 000 reais anuais de auxílio-paletó. Os ternos do deputado Major Olímpio (PDT), por exemplo, são escolhidos pela mulher dele. “Eu não uso ternos de grife, pode falar com meu terno e minha gravata em português que eles atendem”, diz. Já o tucano Orlando Morando traz o gosto pelo paletó de outros tempos e diz mesclar no guarda-roupa exemplares de marcas populares com outros da tradicional Alfaiataria Camargo. “Durante toda a vida me vesti adequadamente, porque eu era empresário antes de ser deputado.”

Quem acompanha o dia-a-dia da Casa, no entanto, já viu muito deputado combinar terno e gravata com camisa polo e calça jeans. A única exigência de figurino do regulamento da Alesp é que os parlamentares homens trajem terno e gravata. Para as mulheres, não há regra. Isso abre brecha para que tenha deputada de chinelinho na Assembleia.

Apesar de ter ficado conhecido como auxílio-paletó, o benefício não é gasto, obrigatoriamente, com o vestuário. Não há, na verdade, nenhum controle sobre como o dinheiro é gasto e a verba acaba integrando o já polpudo salário de 20 000 mensais dos parlamentares paulistas. O benefício foi criado em 2002 e é definido pelo regimento interno da Alesp como uma ajuda de custo para despesas "com transporte e outras imprescindíveis para o comparecimento à sessão legislativa”. Detalhe: os parlamentares já recebem uma verba mensal para compensar as despesas de gabinete, o que inclui transporte, telefonia, papelaria e funcionários.

Um plus a mais - Exemplo do abuso do dinheiro público é o deputado José Bittencourt (PSD). “Não é um auxílio-terno, mas um plus a mais ao salário do parlamentar”, afirma.  “O agente público tem que ser bem remunerado. Nos outros poderes também há auxílios. Por que o Legislativo não pode ter?” Bittencourt defende ainda que é função da Assembleia garantir que o benefício seja pago, independente da decisão da Justiça. “Essa verba é de direito do parlamentar, está assegurada pelo regimento. Se a Justiça considerar que ela não está normatizada, cabe à Casa legislar para criar uma nova norma que a regularize."

Enquanto isso, o deputado Major Olímpio diz estar aliviado com o fim do benefício: “A sociedade não aprova o pagamento desses benefícios. Temos que pensar, além da legalidade, nas questões éticas e morais." Edinho Silva, do PT, vai na mesma linha: “O salário do deputado é mais do que suficiente para comprar terno. Nenhum de nós vai passar necessidade por causa da decisão da Justiça. Como qualquer outro trabalhador, a despesa com vestimenta tem que ser retirada do salário.” Orlando Morando, aquele dos ternos da Alfaiataria Camargo, esquivou-se de opinar sobre o fim do auxílio-paletó. “Vou acatar a decisão final da Justiça, seja ela qual for. Decisão judicial não se discute, se cumpre.” E gosto, claro, não se discute.
Fonte. VEJA

sábado, 18 de maio de 2013

Derretimento das geleiras são responsáveis por 1/3 do aumento de volume dos oceanos

Geleiras são massas de gelo de até 50.000 quilômetros quadrados que se formam sobre as partes terrestres do planeta. Apesar de serem imensas, elas representam apenas 1% do gelo terrestre do mundo. Todo o resto está armazenado nos chamados mantos de gelo, camadas maiores que 50.000 quilômetros quadrados só encontradas na Groenlândia e na Antártida. Uma nova pesquisa mostrou que, apesar de representarem uma quantidade tão pequena do gelo mundial, o derretimento das geleiras é responsável por um terço do aumento no nível do mar medido nos últimos seis anos. O estudo foi publicado na revista Science.
 
CONHEÇA A PESQUISA
 
Título original: A Reconciled Estimate of Glacier Contributions to Sea Level Rise: 2003 to 2009
Onde foi divulgada: periódico Science
 
Quem fez: Alex S. Gardner, Geir Moholdt, J. Graham Cogley, Bert Wouters, Anthony A. Arendt, John Wahr, Etienne Berthier, Regine Hock, W. Tad Pfeffer, Georg Kaser, Stefan R. M. Ligtenberg, Tobias Bolch, Martin J. Sharp, Jon Ove Hagen, Michiel R. van den Broeke, Frank Paul
Instituição: Universidade Clark, EUA, e outras instituições
 
Dados de amostragem: Medições realizadas por satélites e expedições terrestres nas geleiras do planeta entre 2003 e 2009
 
Resultado: Os pesquisadores descobriram que as geleiras perderam 259 trilhões de quilos de gelo ao ano, contribuindo com um terço do aumento do nível do mar registrado no período

O novo estudo usou dois satélites lançados pela Nasa e expedições terrestres para fazer as medidas mais precisas até agora do quanto as geleiras diminuíram em decorrência do aquecimento do planeta. As medições mostraram que, entre 2003 e 2009, elas perderam 259 trilhões de quilos de gelo por ano. Essa água, jogada nos oceanos, seria responsável por aumentar o nível do mar em 0,7 milímetro ao ano — cerca de 30% de todo o aumento detectado no período. “Pela primeira vez, nós fomos capazes de medir muito precisamente o quanto essas geleiras estão contribuindo para o aumento do nível do mar. Esses corpos menores estão perdendo quase tanta massa quanto os grandes mantos de gelo”, disse Alex Gardner, pesquisador da Universidade Clark, nos Estados Unidos.
 
O estudo se baseia em dados colhidos pela Universidade do Colorado, que mostra que o nível do mar subiu, em média, 2,2 milímetros por ano durante o período. Segundo os pesquisadores, outro um terço desse aumento seria causado pelo derretimento dos mantos de gelo, e o restante pela expansão térmica da água do mar. “Como a massa global das geleiras é relativamente pequena em comparação aos grandes mantos de gelo, os pesquisadores tendem a não se preocupar com elas. Mas nosso estudo mostra que elas são como um pequeno balde com um grande furo no fundo: ele não deve durar muito — apenas um século ou dois —, mas enquanto houver gelo nas geleiras, elas serão responsáveis por uma grande parte do aumento no nível do mar”, diz Tad Pfeffer, glaciologista da Universidade do Colorado.
 
Medidas conflitantes — As pesquisas anteriores sobre o derretimento das geleiras eram feitas apenas com base em dados coletados em terra. Os pesquisadores geralmente medem as massas de gelo do cume até uma das pontas da geleira, e extrapolam os dados para toda a área. Esse tipo de técnica costuma ser muito boa para medir massas pequenas e individuais, mas tende a superestimar a perda de gelo em regiões maiores. “Observações em terra costumam ser possíveis apenas nas geleiras mais acessíveis, onde o derretimento é mais rápido do que a média”, disse Gardner.
 
Para corrigir as distorções, o estudo também usou dados de dois satélites da Nasa: o ICESat e o Grace. O primeiro, que parou de funcionar em 2009, media a altura das geleiras por meio de pulsos de laser que lançava em direção ao solo. Já o Grace, ainda operacional, é capaz de detectar variações no campo gravitacional da Terra que são resultantes de mudanças na distribuição de massa no planeta, incluindo alterações nas massas de gelo. Ao contrário das estimativas terrestres, os satélites não são bons para medir pequenas geleiras, mas medem muito bem as grandes regiões.
 
Juntando as informações, os pesquisadores descobriram que todas as 19 regiões estudadas perderam gelo entre 2003 e 2009. As geleiras que mais perderam massa ficam nas regiões árticas do Canadá, Alasca e Groenlândia, no sul dos Andes e no Himalaia. Em contraste, as geleiras periféricas da Antártida — pequenos corpos de gelo que não são conectados ao grande manto da região— contribuíram muito pouco para o aumento no nível do mar durante o período.
 
As estimativas atuais dizem que todas as geleiras do mundo contêm água suficiente para aumentar o nível do mar em sessenta centímetros. Em comparação, o manto de gelo da Groenlândia, que ocupa 1,7 milhão de quilômetros quadrados, tem o potencial de contribuir com cerca de seis metros de água; enquanto o da Antártida, ocupando 14 milhões de quilômetros quadrados, pode contribuir com pouco menos de sessenta metros.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

TEÍSMO ABERTO, a abertura de Deus para o aprendizado

Não sei não, vamos pensar
mais um pouco a respeito
O teísmo aberto também é conhecido como uma teoria que defende a abertura de Deus para o conhecimento. Seus defensores destacam textos bíblicos onde Deus parece aprender com seus amigos humanos, aceitando as suas sugestões e chegando mesmo a se arrepender.

Se for assim, seriamos obrigados a aceitar que Deus não domina totalmente os chamados atributos intransmissíveis.

A onisciência, onipotência e onipresença divinas não seriam totais.

Deveríamos incluir neste escopo teológico, a crença de que as profecias do Antigo Testamento mostram tamanha exatidão, porque foram escritas depois que tudo ocorreu. Ficaria difícil de explicar as profecias sobre a Vida de Cristo, as profecias cumpridas em nossa época e as que se referem a tempos que ainda virão.


Coincidências, diriam!

O corpo doutrinário de uma heresia pode se desdobrar e tomar novas formas e variações para se justificar e se tornar auto sustentável. Creio que um destes desdobramentos seria a crença de que a onisciência também não é tão incomunicável assim quanto crê a Teologia mais clássica. Se Deus evolui em seu conhecimento, nós também podemos fazê-lo e um dia chegar onde ele está hoje. A sua maior vantagem é estar sempre um passo a frente dos humanos, pois ao alcançarmos o seu entendimento atual, ele também terá evoluído e avançado nestes mesmos conhecimentos.

O salmista reconheceu que Deus conhece o seu deitar e o seu levantar, entendendo também, que este é um tipo conhecimento que não cabe na sua mente finita. Embora os Salmos não fossem escritos com a finalidades doutrinárias, mostra quais eram as doutrinas cridas na época. 

O salmista também reconhece prontamente o conhecimento prévio de Deus. Faz isto ao afirmar que palavras e pensamentos, que ainda não havia formulado, eram conhecidas por Deus, antes mesmo que saíssem de seus lábios (Sl 139).

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Quanto aos textos onde Deus parece arrependido, creio que são antropomórficos (forma humana), ou seja, expressos de uma forma a demonstrar como o pecado e a desobediência do homem provocam profunda consternação no coração do Pai, mesmo que ele não seja apanhado de surpresa. Deus fala conosco de uma forma que possamos entender.

Ubirajara Crespo